O NOSSO LADO É O SEU Blog CT

Ir para a capa do Blog Assinar RSS do Blog CT Enviar e-mail para o Blog CT

Foto de João Ribeiro ao lado de Gaguim dá o que falar nos bastidores

segunda, 09 de agosto de 2010, às 17h 02min
Foto: Kleiber Arantes

Foto do senador João Ribeiro (PR) ao lado governador Carlos Henrique Gaguim (PMDB), durante cavalgada 4ª Cavalgada de Novo Horizonte, ocorrida nesse domingo, 8, deu o que falar nesta segunda-feira, 9. No evento, estavam também outros governistas, como os deputados federais Lázaro Botelho (PP) e Osvaldo Reis (PMDB), além do deputado estadual César Halum (PPS).

Segundo informações de bastidores, importantes membros da coligação Tocantins Levado a Sério não gostaram nem um pouco da imagem de Ribeiro ao lado de Gaguim.

Por outro lado, assessores do senador se adiantaram em encerrar qualquer especulação, dizendo que o João Ribeiro participa todos os anos dessa cavalgada. Conforme esses assessores, o senador continua firme e forte ao lado do ex-governador Siqueira Campos (PSDB).

Vereador em Colinas, Professor Júnior, do PT, deve assumir Secretaria do Esporte nesta terça-feira

terça, 27 de julho de 2010, às 09h 24min
Da Redação

O vereador Professor Júnior (PT), de Colinas, deve assumir logo mais, às 14 horas, o cargo de secretário estadual do Esporte (Sespo). O cargo, anteriormente ocupado por Ricardo Abalém (PTB), ficou vago após a decisão dos petebistas de seguirem aliados a Siqueira Campos (PSDB) para a disputa eleitoral de outubro. Depois de Abalém, também no mês de junho, o subsecretário Adriano Moraes (PTB), decidiu seguir a legenda e entregou o cargo.

O CT entrou em contato com a Secretaria de Comunicação que disse que ainda não há uma informação oficial sobre a posse do vereador Professor Júnior e que esta é ainda uma previsão.

Júnior não será o único petista a assumir cargo nos quadros do governo do Estado. Recentemente, Sadi Cassol (PT) assumiu a presidência da Autarquia de Saneamento do Estado do Tocantins (Aguatins).

Professor Júnior é membro do movimento sindical na área de educação, estndo em seu primeiro mandato como vereador. É formado em Ciências Biológicas e pós-graduado em Educação Ambiental e cursa, atualmente, Direito.

Gaguim não vai recusar "apoio dividido" e aliados comemoram "dobradinha" com João Ribeiro

sexta, 16 de julho de 2010, às 09h 02min
Aliados do governador Carlos Henrique Gaguim (PMDB), candidato à reeleição pela coligação Força do Povo, avisam que ele não vai rejeitar apoio de ninguém. Gaguim estaria sendo pressionado a recusar apoio que não seja à chapa completa, como o do prefeito de Palmas, Raul Filho (PT), e o do presidente regional do PMDB, deputado federal Osvaldo Reis.

Raul e Osvaldo já declararam apoio à reeleição do senador João Ribeiro (PR), candidato da coligação Tocantins Levado a Sério. Mas o prefeito disse que está na campanha de Gaguim e vai deflagrá-la logo mais às 18 horas, em evento na Associação Tocantinense de Municípios (ATM), com empresários, vereadores, secretários municipais e presidentes de associações de moradores.

Já o deputado federal Osvaldo Reis disse que seu apoio a Gaguim depende de uma conversa que terá com o governador, já que não aceita a subir no palanque com a presença do ex-governador Marcelo Miranda (PMDB), candidato a senador da coligação Força do Povo. "Pode estar certo, o Osvaldo não deixa o Gaguim por nada", garantiu, entre risos, um palaciano. O deputado deve conversar com Gaguim ainda nesta manhã de sexta-feira, 16.

Ao contrário do que muitos possam pensar, governistas estão é comemorando a "dobradinha" involuntária de Gaguim e João Ribeiro pelo Estado. "Juntos eles devem ter hoje por volta de 110 prefeitos, e, pode estar certo, os votos serão casados", calculou um gaguista.

De acordo com pessoas muito próximas ao governador, a campanha de Gaguim espera para os próximos dias adesões de "importantes candidatos" da Tocantins Levado a Sério. Também conforme essas fontes, seriam candidatos insatisfeitos com a última polêmica envolvendo partido da oposição. Nomes, contudo, não são citados.

Entre os 15 principais nomes do MPF estão Marcelo Miranda, Dorinha, Agnolin, Halum, Stálin, Viana, Eduardo Gomes e Palito

segunda, 12 de julho de 2010, às 16h 11min
O Ministério Público Federal (MPF) divulgou agora há pouco a lista com 68 nomes de candidatos que terão suas candidaturas contestadas na Justiça Eleitoral, baseado na Lei da Ficha Limpa. O ex-governador Marcelo Miranda (PMDB) é o primeiro da relação, que tem ainda deputados e ex-prefeitos.

Confira a relação dos principais nomes:

1. Marcelo Miranda
2. Abraão Lima
3. César Halum
4.José Bonifácio
5. Ângelo Agnolin
6. Maria Auxiliadora Seabra Rezende, Dorinha
7. Stalin Bucar
8. Wanderlei Barbosa
9. José Viana
10. Raimundo Palito
11. Paulo Roberto
12. Rainel Barbosa
13. Eduardo Gomes
14. Ronaldo Dimas
15. Tássio Antônio

Eduardo diz que candidatura de Irajá é "só formalidade" e que empresário não disputará

quinta, 08 de julho de 2010, às 16h 18min
O coordenador da coligação Tocantins Levado a Sério, Eduardo Siqueira Campos, afirmou que a candidatura do filho da senadora Kátia Abreu (DEM), Irajá Silvestre Filho (DEM), é só "uma formalidade" para o caso de necessidade de subsituição de nomes. "Na verdade, o empresário Irajá, com quem tenho a melhor relação, em nenhuma vez, em nenhum momento, eu o encontrei na disputa", afirmou Eduardo.

Segundo ele, "não há quem possa estar reclamando" da candidatura de Irajá. "Não vejo quem pode estar reclamando de alguém que não fez uma só ação, que não está atuando em nenhuma cidade, que não tem apoio de lugar nenhum, porque não colocou realmente o nome dele na disputa", afirmou o coordenador.

Para ele, é comum nos partidos existirem nomes que fiquem de prontidão caso haja alguma desistência. "É comum nos partidos você ter opções para o caso de haver complicação", explicou Eduardo.

Ele afirmou que as fontes do blog não quiseram colocar seus nomes na matéria "porque não é verdadeiro". "Alguém se utilizou do papel de fonte, exatamente por não poder botar o nome, para criar um fato negativo absolutamente inexistente", avaliou o coordenador. "Não existe isso [a insatisfação de candidatos]. Isso é encomenda."

O coordenador desafiou "a qualquer integrante, qualquer participante, que venha formalmente contestar" a candidatura de Irajá. Eduardo ressaltou que existem duas candidaturas muito bem colocadas no Democratas, que são as do suplente de deputado federal Júnior Marzola e da ex-secretária estadual da Educação Maria Auxiliadora Seabra Rezende, a Professora Dorinha.

Não precisava registrar
O blog reafirma que ouviu dois importantes candidatos a deputado federal da coligação Tocantins Levado a Sério, que se mostraram indignados com a candidatura de Irajá, e um assessor de outro importante nome do grupo do ex-governador Siqueira Campos (PSDB).

Inclusive, o blog voltou a ouvir há pouco um desses candidatos a deputado e ele reafirmou que, se fosse para o caso de "ficar de prontidão", a candidatura de Irajá não precisaria ser registrada. "No caso de desistência ou de impedimento, a coligação poderia, sem problema algum, trocar o candidato. Se essa foi a razão, o registro da candidatura de Irajá foi desnecessária", afirmou essa fonte, que, novamente, não quis se identificar, apesar da insistência do blog.

"Foi um banho de água fria", diz candidato a deputado sobre inclusão de Irajá

quinta, 08 de julho de 2010, às 13h 22min
O blog conversou agora há pouco com outro importante candidato a deputado federal da coligação Nova União do Tocantins, do grupo do ex-governador Siqueira Campos (PSDB), sobre a candidatura, para a mesma vaga, do filho da senadora Kátia Abreu (DEM), Irajá Silvestre Filho (DEM). "Foi um banho de água fria", lamentou o candidato.

Ele confirmou que toda a coligação foi pega de surpresa com a candidatura de Irajá. "Essa candidatura gerou um desconforto desnecessário", disse a fonte.

Segundo ela, a candidatura do filho da senadora "é um fator desagregador". "Principalmente em se tratando de um grupo heterogêneo como o nosso, que precisa se unir e em que a união é ainda mediana. Esse fato desestabiliza a unidade do grupo", avaliou.

Para essa fonte, a coligação já vinha sofrendo "abalos" nas últimas semanas, e esse "fato novo era desnecessário". "Já perdemos o PT, perdemos o PP, e esses partidos hoje agregam muita força à reeleição do Gaguim. Por isso, foi um desconforto desncessário [a candidatura de Irajá], foi um banho de água fria em minha candidatura", desabafou a fonte.

Candidatura a deputado do filho de Kátia pega coligação de surpresa e gera "desconforto"

quinta, 08 de julho de 2010, às 12h 51min
A candidatura a deputado federal do filho da senadora Kátia Abreu (DEM), Irajá Silvestre Filho (DEM), causou, no mínimo, um enorme desconforto na coligação Tocantins Levado a Sério. "É um absurdo! Estão confundindo oportunidade com oportunismo. É fruto da megalomania", criticou, muito irritado, um importante candidato à mesma vaga do grupo do ex-governador Siqueira Campos (PSDB). Kátia é hoje uma das mais importantes coordenadoras do grupo. [Confira a lista de candidatos do TSE]

A fonte afirmou ao blog que a candidatura de Irajá pegou toda a coligação de surpresa. "Isso não foi ventilado, discutido ou conversado. Tudo feito na calada da noite", garantiu a fonte.

Esse candidato lembrou que uma das linhas políticas definidas na formação do novo grupo era que parentes não disputariam a eleição. Assim, citou como exemplo, importantes nomes da família Siqueira Campos ficaram de fora da eleição, como o ex-senador Eduardo Siqueira Campos e o filho mais novo do ex-governador, Alex Siqueira Campos. "Temos que lembrar ainda que foi justamente essa questão de parentesco que causou a perda de Valderez e Lázaro Botelho", ressaltou a fonte, numa referência aos dois pepistas, que hoje estão na candidatura à reeleição do governador Carlos Henrique Gaguim (PMDB).

Um dos argumentos usados pelos ex-utistas para não dar a vaga ao Senado a Valderez era justamente o fato de ela ser esposa do deputado federal Lázaro Botelho.

Chegou a ser cogitado na manhã desta quinta-feira, 8, que a senadora Kátia Abreu retiraria o nome do filho da disputa. Contudo, nesta tarde Irajá continua relacionado como candidato no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Para a fonte ouvida pelo blog, a candidatura de Irajá complica "infinitamente" a situação de nomes fortes da coligação Tocantins Levado a Sério.

Uma outra fonte, ligada também a importante candidato a deputado federal, ponderou que ainda não há problema, apenas "desconforto". "Mas haverá problema conforme a campanha for se intensificando, se desenvolvendo. Como coordenadora da campanha, que cuida de estrutura, quem você acha que vai ser privilegiado? Essa é uma questão que pode ser levantada", disse esse assessor.

Em 2006, um dos motivos das desavenças do senador João Ribeiro com a União do Tocantins foi justamente os debates causados por causa da candidatura da filha dele, a hoje deputada estadual Luana Ribeiro (PR). O senador acabou deixando a coordenação-geral da campanha de Siqueira Campos durante o processo eleitoral.

Executiva do PT errou, está desmoralizada e precisa se desculpar com Raul, dizem aliados do prefeito

quinta, 01 de julho de 2010, às 22h 52min

Vista geral da reunião da executiva regional do PT nessa quarta-feira


O blog ouviu na noite desta quinta-feira, 1, importantes petistas que participaram de todo o processo interno que resultou na escolha do ex-prefeito de Porto Nacional Paulo Mourão como o candidato a senador da legenda na chapa Força do Povo, do governador Carlos Henrique Gaguim (PMDB). São duas as conclusões dessas fontes aliadas do prefeito de Palmas, Raul Filho: a primeira é que algo "muito estranho" teria ocorrido para que Mourão conseguisse se fazer escolhido para a vaga de senador; a segunda é que a executiva do PT errou com Raul.

Dessa forma, esses petistas avaliam que a missão mais urgente da executiva do partido nem é trocar o candidato a senador, mesmo que Mourão já seja considerado inviabilizado, pelos raulzistas e membros da própria executiva pela forma como operou sua escolha. Segundo essas fontes, o maior desafio da executiva agora é trazer Raul de volta para o processo que definirá a participação petista na chapa de Gaguim.

Conforme essas fontes, Raul foi para Brasília na segunda-feira, 28, depois de um apelo feito por Mourão. "Ele disse que, sem Raul, não conseguiria convencer o governo Lula lhe dar suporte para ser candidato", contou um dos informantes ouvidos pelo blog. "O Raul só foi a Brasília pelo Paulo, em função do apelo dele, que não queria ficar sozinho, queria força política."

Ficou claro que, em Brasília, teriam duas opções: ou Mourão conseguia apoio e estrutura para sua candidatura ao governo, ou retiraria seu nome e não disputaria nada.

Na reunião, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, defendeu a retirada da candidatura de Mourão para que a ex-ministra Dilma Rousseff tivesse apenas um, e forte, palanque no Tocantins. Mourão, sempre conforme as fontes, aceitou, mas disse que não tinha interesse em ser candidato a nada. Padilha insistiu para ele ser o senador, o que também foi feito por Raul, mas o ex-prefeito de Porto Nacional recusou terminantemente.

Padilha, então, convidou Mourão a seguir com ele, Raul e o presidente regional do PT, Donizeti Nogueira, para a Câmara, onde se encontrariam com o presidente nacional do PMDB, Michel Temer, o governador Gaguim e a executiva peemedebista. Mourão não quis ir, Padilha insistiu e o portuense acabou aceitando. Mas, ao chegar à Câmara, Mourão decidiu que não iria mais à reunião. "Não saio nessa foto", teria dito ele.

A definição de Solange
Raul chegou de Brasília, ainda na segunda-feira, 28, pensando no nome do ex-deputado federal Darci Coelho como candidato a senador do PT na composição com Gaguim. Afinal, Darci já tinha sido escolhido semana passada e, ao aceitar o convite, deixou de lado o projeto de voltar à Câmara dos Deputados, que vinha trabalhando havia muito tempo.

Fotos: Lindomar Gomes
Governador Gaguim, prefeito Raul e Donizeti com Temer e ministro Padilha
Contudo, o grupo de aliados de Raul, que o buscou no aeroporto de Palmas, ponderou que Darci não seria o nome adequado para a chapa porque é de Tocantinópolis, portanto, também da região norte do Estado, como o candidato a senador da coligação Força do Povo, Marcelo Miranda, e a própria candidata a vice-governadora Valderez Castelo Branco (PP). Assim, sugeriram, o nome ideal seria da deputada estadual e primeira-dama Solange Duailibe, que representaria na chapa a região central do Tocantins.

Conforme as fontes ouvidas, Raul rejeitou a ideia de pronto, porque, como disse aos aliados, "não queria legislar em causa própria". Os aliados insistiram e depois de horas de debate convenceram o prefeito.

Por volta das 2 horas da madrugada de quarta-feira, 30, dia das convenções, esse grupo foi à casa do ex-deputado Darci Coelho, que estava dormindo. Após se trocar, ele recebeu o grupo, entendeu as razões e concordou com elas.

Pela manhã, antes mesmo da entrevista coletiva convocada por Raul para as 8 horas de quarta-feira, o prefeito falou com Darci, e disse que se o ex-deputado quisesse continuar na vaga de Senado, ficaria. Raul ressaltou que não queria magoar Darci. O ex-parlamentar e ex-secretário de Governo do prefeito afirmou que estava tranquilo e que não haveria problemas. Então, após a coletiva, seguiram todos para a convenção.

Tudo ensaiado
Conforme uma fonte ouvida pelo blog, na reunião da executiva, no Hotel Arco-Íris, quando o grupo chegou, já sentiu "um clima estranho". "As pessoas estavam diferentes, e nós políticos conhecemos as pessoas só pelo seu olhar", afirmou o petista ouvido. "O teatro estava montado."

De cara, disse, com 12 dos 13 membros da executiva presentes, 7 já deram encaminhamento para votação pela manutenção da candidatura própria, ignorando totalmente o pedido do ministro Padilha e do candidato a vice-presidente de Dilma, deputado federal Michel Temer. "Aquilo nos assustou, ficamos perplexos, sem qualquer discussão, sem um debate, apenas discursos intensos em favor da candidatura própria. Discursamos dizendo que estava claro que não havia condições, que havia a solicitação da nacional, que não podia ser simplesmente ignorado; e que não poderíamos ser irresponsáveis e partir para uma campanha só com uma bandeira nas costas", contou a fonte.

Então, segundo ela, "de repente, aqueles que estavam defendendo com intensidade a candidatura própria, passaram a concordar com a gente, assim, do nada, e passaram a apoiar a retirada do Paulo e a composição com o PMDB". "Ficou muito claro o circo, o teatro", criticou.

Então, a executiva aprovou a composição com o PMDB por 9 votos a 3 - só votaram contra os membros dos setores radicais.

Senado
A fonte afirmou que até agora não sabe como Paulo Mourão conseguiu a maioria em favor de sua candidatura ao Senado. "Não tivemos chance, foi um rolo compressor que passou sobre nós. O Raul foi desrespeitado pela executiva, e ele é nosso líder maior", disse.

Segundo essa fonte, o próprio presidente regional do PT, Donizeti Nogueira, hoje licenciado para concorrer à Câmara Federal, discursou e teria afirmado que o partido não deveria retirar Paulo Mourão da disputa, "mas todos devem assinar para ele ser nosso senador".

Foto: Osvaldo Neto/CT
Mourão ao lado de Gaguim, já como candidato a senador aprovado pelo PT
Decisão respeitada

A fonte disse que, apesar de decepcionados, pela disciplina partidária, todos os raulzistas aceitaram a decisão. Raul e Solange sequer foram à convenção do PMDB. Após o evento do PMDB, Gaguim foi à residência de Raul, que assegurou ao governador que está firme em sua campanha e que vai às ruas "com unhas e dentes". O prefeito disse a Gaguim que deixou de ir à convenção não por causa do governador.

"Contudo, até aí, viamos a derrota como parte de uma armação, mas dentro da política partidária. Quando vimos o que, na verdade, estava por trás de tudo isso, os bastidores, o jogo sujo, envolvendo outros grupos políticos, Siqueira Campos, ficamos arrasados. Não fazíamos ideia de nada disso", afirmou a fonte.

Segundo ela, tudo o que falou o deputado federal Vicentinho Alves (PR), candidato a senador da coligação Tocantins Levado a Sério, sobre seus encontros com Paulo Mourão, "está dentro de um contexto cujos detalhes só conhece quem sabe muito do que está falando". "Por exemplo: o avião do Cleyton Maia. Foi arrumado pelo Raul para o Paulo. Como o Vicentinho sabia do avião do Cleyton Maia?", perguntou o petista.

Para ele, a executiva "pagou um preço alto e errou". "Agora está desmoralizada, não é só o Paulo Mourão. Trocaram um projeto sério, que era a candidatura da deputada Solange ao Senado, por um teatro armado pelo Paulo. Agora precisam se desculpar com o Raul e convencê-lo a voltar para esse processo", avaliou a fonte.

Paulo Mourão nega qualquer manobra e diz que foi procurado por Vicentinho

quinta, 01 de julho de 2010, às 12h 30min
O candidato a senador Paulo Mourão negou que tenha procurado o deputado federal Vicentinho Alves (PR), candidato a senador a coligação Tocantins Levado a Sério. Mourão garantiu que ele é quem foi procurado pelo parlamentar, que teria dito que a candidatura do petista estaria sendo desgastada por setores do próprio PT.

Depois, os dois se encontraram no Aeroporto de Brasília, onde Vicentinho teria dito a Mourão que o senador João Ribeiro queria uma conversa com ele e que o líder do PR no Senado poderia ajudá-lo. "O Vicentinho pediu para que eu não fosse à convenção sem antes conversar com o João Ribeiro", contou Mourão.

Contudo, o petista teria afirmado que não via como João Ribeiro poderia ajudá-lo numa questão que era interna ao PT.

Já na madrugada dessa quarta-feira, 30, por volta das 2 horas, segundo Mourão, Vicentinho ligou e pediu para ele ir à casa do senador João Ribeiro para uma conversa. O petista disse que não iria, repetindo que o senador não poderia ajudá-lo numa questão interna do PT. "Foi o Vicentinho, então, que propôs que eu fosse à casa de minha irmã, eu disse que não teria problema em conversar", contou o ex-prefeito de Porto Nacional, segundo ele, após insistência do deputado.

Mourão disse que, quando chegou à casa de sua irmã, já encontrou os dois parlamentares por lá. João Ribeiro teria dito a ele que tem grandes amizades e influência e que poderia ajudá-lo. O petista teria respondido que não iria retirar sua candidatura a governador. Então, o senador, conforme Mourão, teria dito que o ex-prefeito poderia estar com a oposição no segundo turno. "Respondi que eu pretendia estar no segundo turno", contou Mourão.

Segundo ele, essa foi toda a conversa. "Sobre o que passar disso não respondo porque é invencionice política", garantiu o candidato a senador.

Mourão afirmou que realmente nunca pensou em ser candidato a senador nem que não seria candidato a governador. "Mas fui indicado por unanimidade pelo partido, não poderia me recusar, sou um soldado do partido, seria deselegante e uma desconsideração com o PT", disse.

O petista lembrou que o próprio ministro Alexandre Padilha e o presidente do PMDB, Michel Temer, vice de Dilma Rousseff, também insistiram com Raul e Donizeti que o convencesse a disputar a vaga ao Senado. "E eu não tenho como fazer a defesa de um Estado melhor sem um mandato, mas, principalmente, atendi a um apelo do partido, se atropelei alguém que me desculpe, não foi a intenção", garantiu Mourão.

Políticos da oposição e do PT irritadíssimos com suposta manobra de Mourão para chegar à vaga de senador

quinta, 01 de julho de 2010, às 12h 21min
A conquista do prefeito de Porto Nacional, Paulo Mourão (PT), pela vaga de senador custou a ele, no mínimo, muita gente de "cara virada". Políticos da União do Tocantins, ops!, Tocantins Levado a Sério, e do PT estão muito irritados com o que chamam de "drama" supostamente criado por Mourão para chegar à vaga de senador da chapa Força do Povo. Entre os que estão muito chateados, o prefeito de Palmas, Raul Filho (PT), e a primeira-dama e deputada estadual Solange Duailibe (PT), além dos candidatos a senador da Tocantins Levado a Sério, João Ribeiro (PR) e Vicentinho Alves (PR). Segundo fontes de Brasília, também não estaria feliz gente graúda do governo federal, como a eminência parda José Dirceu (PT).

Conforme contaram fontes que fizeram contato com o blog, na eminência de perder sua candidatura de governador, Mourão procurou o seu primo, o deputado federal Vicentinho Alves, em Brasília, com severas críticas a Raul e ao presidente do PT, Donizeti Nogueira. Segundo as fontes, o petista disse a Vicentinho que Raul e Donizeti estariam trabalhando para desgastá-lo. Mourão pediu a ajuda do deputado portuense para que tentasse manter sua candidatura.

De acordo com as fontes, se mantivesse seu nome na disputa pelo Palácio Araguaia, num eventual segundo turno, apoiaria o ex-governador Siqueira Campos (PSDB). Se perdesse na disputa interna, não aceitaria o Senado, sairia atirando e declararia apoio a chapa completa da Tocantins Levado a Sério - Siqueira, Vicentinho e João Ribeiro.

Depois, as fontes contaram que Mourão procurou José Dirceu e o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, para tentar apoio à sua candidatura.

Na manhã desta quarta-feira, 30, dia de convenção, Mourão ligou para os parlamentares João Ribeiro e Vicentinho e pediu que eles fossem à residência de um familiar do petista, em Palmas. Lá, Mourão teria repetido a proposta, repetiu as críticas a Raul e Donizeti e disse que iria para o enfrentamento na reunião da executiva do PT para manter sua candidatura.

Se a mantivesse, precisaria do apoio de Ribeiro e Vicentinho para conseguir condições no governo Lula de se manter na disputa. Caso não conseguisse, sairia "atirando" (palavra do próprio petista, segundo as fontes) e declararia apoio à chapa completa de Siqueira.

"Ele, inclusive, disse ao Vicentinho que, de forma alguma, aceitaria a vaga de senador, para não prejudicar seu primo e porque Porto Nacional não poderia ser dividida", contou uma fonte.

Na manhã desta quarta-feira, o prefeito Raul chegou a dizer, em coletiva à imprensa, que Mourão aceitava a renuncia de sua candidatura e que não queria a vaga de Senado. Solange Duailibe concedeu entrevista ao CT e falou, em tom de quase comemoração, da possibilidade de ela ser a candidata a senadora. O ex-deputado federal Darci Coelho (PT) também confirmou ao CT que havia "um consenso provisório" em torno do nome da deputada e primeira-dama da Capital.

Porém, nada disso aconteceu. Quando todos davam como certa a candidatura de Solange ao Senado, a imprensa recebeu a notícia de que o nome para a vaga do PT na chapa de Gaguim seria o de Mourão. "Era o que ele quis o tempo todo", falou uma fonte, irritadíssima.
Anterior 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Próximo 

2005 - 2010 © Portal CT. Todos os direitos reservados.
110 Sul (Arse 14), Alameda 9, Lote 26, CEP: 77020-148
(63) 3225-2548 | redacao@portalct.com.br

Desenvolvido por ArtemSite - Tecnologia em Internet / Agência Digital / Criação de Sites, Marketing Digital e Hospedagem Web
Google Analytics Alternative