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Sem compromissos oficiais durante toda a semana, governador faz atendimentos internos

quinta, 02 de julho de 2009, às 16h 55min
Durante toda a semana o governador Marcelo Miranda (PMDB) não teve compromissos oficiais. A Secretaria de Comunicação do Estado (Secom) não tem encaminhado desde segunda-feira, 29, a agenda oficial do governador, justamente sob o argumento de que ele não tem compromissos oficiais agendados.

De acordo com a assessoria, Marcelo estaria realizando atendimentos internos no Palácio Araguaia ao longo da semana.

O último evento público do qual participou ocorreu no domingo, 28,dois dias depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinar a cassação de seu mandato e o de seu vice, Paulo Sidnei (PPS). Naquela data, ele prestigiou o aniversário de 17 anos de emancipação política do município de Darcinópolis (449 km de Palmas, na região extremo-norte do Estado).

Na ocasião, segundo matéria da Secom, os governos estadual e municipal entregaram o novo terminal rodoviário do município.

Bom dia: Jornal chapa branca ataca CT covardemente; pergunta-se: a mando de quem?

quinta, 25 de junho de 2009, às 07h 45min
O Portal CT foi alvo de crítica dissimulada nesta quinta-feira, 25, de um jornal do Estado por ter entre seus clientes o senador João Ribeiro (PR). Aproveitaram-se do lançamento do Portal Transparência do Senado para colocar a informação dos valores do contrato que o CT tem com o parlamentar, como se fosse algo irregular. O portal tem sido tão transparente como o instrumento lançado pelo Senado nessa quarta-feira, 24. Tanto que esse jornal conseguiu os valores porque o CT emitiu, devidamente, as notas fiscais, como faz com todos os clientes, porque aqui temos a preocupação de agir sempre dentro da legalidade.

Além da nota fiscal mostrar a legalidade da operação meramente comercial, o Portal CT prestou efetivamente o serviço. Os milhares e milhares de internautas verificam a todo instante os banners dos clientes em sua capa e outras páginas eletrônicas.

Aí vem o interessante da publicação dessa matéria. Esse jornal, no seu jornalismo covarde e insosso - eternamente um chapa branca -, nunca se referiu aos deputados federais que anunciam no CT. Por quê? Confira outros anunciantes federais: Eduardo Gomes (PSDB), Vicentinho Alves (PR), Moisés Avelino (PMDB) e Lázaro Botelho (PP).

Temos ainda deputados estaduais anunciando: Marcello Lelis (PV), Solange Duailibe (PT), Luana Ribeiro (PR), José Geraldo (PTB), Cacildo Vasconcelos (PP), Raimundo Moreira (PSDB) e Toinho Andrade (DEM).

O referido jornal nunca fez qualquer citação aos deputados federais que anunciam no CT, mesmo tendo acesso a esses dados todos os meses, no portal da Câmara Federal, e mesmo produzindo suas tradicionais matérias burocráticas praticamente todos os meses sobre esse assunto. Só citaram o senador João Ribeiro, posssivelmente por ser o coordenador da União do Tocantins, tentando estabelecer um elo entre o CT e o grupo.

Por que exatamente nesta quinta-feira, dia 25 de junho, esse jornal vem atacando o portal? O que tem de especial nesta data? Por que nesse período, quando o CT vem denunciando possíveis irregularidades contra o governo do Tocantins, enquanto esse jornal fala timida e covardemente sobre o assunto, apenas quando pressionado pela opinião pública, cansada de seus "jabás"? Publicaram a mando de quem?

O que o jornal covarde não publicou é que o Portal CT recebeu este ano muito mais do governo do Tocantins. Somados aí todos os valores pagos pelo senador João Ribeiro e todos os outros parlamentares não dá metade do que o portal recebeu do governo do Estado em 2009.

Ainda assim, não silenciamos editorialmente e o Estado inteiro é testemunha disso. Ao contrário, perdemos o governo do Tocantins como anunciante em abril porque não nos calamos, ao contrário desses covardes que agora atacam o CT. Eles, como prostitutas, se calam diante do primeiro real que colocam à sua frente. São bem isso: prostitutas baratas.

O que ocorre, caros internautas, é que o CT não muda sua linha editorial de acordo com as vontades dos seus anunciantes, como esses canalhas que agora nos agridem a mando de quem todos sabemos.

Para exemplificar, em 2006 tínhamos um hoje ex-deputado federal como anunciante, na época no cargo. Começaram a estourar denúncias contra ele no caso dos Sanguessugas. Publicamos cada denúncia. Ele chiou, pedi para sua assessoria retirar o anúncio, numa época em que o CT estava começando e cada centavo era imprescindível. O então parlamentar teve uma postura extremamente democrática e não retirou o anúncio. E continuamos a publicar as críticas.

Publicamos muitas críticas ao senador João Ribeiro. Pessoalmente, inclusive, tivemos ásperas discussões. O senador sabe muito bem que, se necessário, outras críticas serão publicadas. Mas João Ribeiro também respeitou essa política editorial independente do portal e nunca sequer cogitou tirar anúncio do CT.

O que incomoda esse jornal é que o CT o destronou, o que não foi difícil diante de sua política editorial insossa e covarde. O povo do Tocantins descobriu no CT um veículo de comunicação de coragem, disposto a ter prejuízo em benefício da qualidade da informação. E isso aconteceu várias vezes, e a última delas envolveu o governo do Tocantins, e não negamos: essa perda de receita nos estremeceu. Mas Deus nos segurou.

Porém, a recompensa desses prejuízos tem vindo com o acréscimo diário de centenas e centenas de novos leitores. A maioria dos anunciantes tem permanecido e outros têm sido despertados e nos procurado, justamente pela impressionante penetração do CT.

Em 2007, tivemos 2.604.937 acessos. Vamos fechar junho acumulando no ano mais de 6 milhões de acessos. E estamos tendo mais de 1,2 milhão de acessos mensais já há quatro meses consecutivos. Babem, prostitutas do jornalismo tocantinense! Esses números não são nossos, são do Google Analytics, um dos principais rastreadores de acesso à internet do mundo! Quais números eles têm? Nenhum. Falam de boca, já reconhecendo a sua insignificante penetração, que não vai muito além do entorno da Praça dos Girassóis, e chega a uma prefeitura e outra e a uma câmara e outra no interior. Não mais que isso. Vivem do glamour da coligada.

Agora, eu queria que esse jornaleco que se disfarça de grande jornal, empurrado por uma importante emissora de TV (caso contrário já teria falido há muito tempo pela covardia editorial e por ser insosso), fosse tão transparente quanto o CT é: revele ao povo do Tocantins quanto recebe por mês do governo; quanto recebe por eventos ecológicos picaretas que não leva a lugar nenhum e que só acontece para arrancar dinheiro público? Quanto leva de dinheiro público em eventos sobre livro e outras formas de participação de gente do grupo nesse tipo de evento babilônico? Quanto leva de órgãos para "pensar em educação"? Por que esconde seu faturamento atrás das agências de publicidade? Por que pessoas do grupo empurarram locação de carros de empresa familiar para prefeitos? Como explica benesses estruturais recebidas dos cofres públicos para se expandir pelo Estado? Sim, porque é fácil expandir à custa do erário, como esse grupo sempre fez e faz.

A sociedade não acredita nesse grupo. Sabe que é vigarista, tudo que faz é por dinheiro público, é gafanhoto do erário, chapa branca e covarde.

Quero deixar muito claro aqui a quem interessar possa: não temo a ninguém. Minha vida é limpa, meus contratos são transparentes e estão à disposição de quem quiser ver. De tudo que recebo tem nota fiscal. Tenho, sim, anunciantes políticos de todas as correntes e alguns me pagam caro. Não é por menos. Nossa média diária de acesso, de segunda a sexta-feira, é superior a 60 mil visitas com picos de mais de 100 mil. Meu negócio me orgulha. É o maior sucesso editorial do Tocantins, sim, morram de inveja mesmo. Sou, sim, um profissional altamente competente.

Com esse sucesso, ganho dinheiro. E de forma honesta, sem fazer eventos picaretas, sem ter requisição em mãos para comprar roupas, perfumes e joias com dinheiro público.

Amigos me têm pedido para deixar o Tocantins por uns meses. Não faço isso. Ficarei aqui para viver ou para morrer, não tem problema. Não sou bandido, não vão encontrar sequer uma mazela só na minha vida. Não dou desfalque. Não roubo. Não desvio dinheiro público. Meus negócios são dentro da lei, por isso, tem, sim, nota fiscal. Eu poderia pegar nota fiscal de terceiros. Não pego. Não estou roubando. Estou agindo dentro da lei. Se manter esse ou aquele como cliente for considerado ilegal, na mesma hora rompo contrato. Eu mesmo, nem espero me pedirem. Quem me conhece sabe disso.

Cuido da minha imagem pública. Primeiro por ser uma pessoa temente a Deus; segundo por ter caráter, honra e dignidade, coisa que quem me atacou sei que não tem. Por último, porque sei que canalhas como esses que me atacaram nessa quinta-feira estão querendo qualquer deslize meu para me fritar.

Ordinários, não lhes darei esse prazer, em nome de meu Senhor Jesus Cristo.

Desculpem-me o desabafo, mas estou cansado de ver os valores sendo invertidos diariamente nesse Estado. Estou vendo gente de bem fugindo do Estado para não ser morto e bandidos aparecendo como heróis. Agora vejo diariamente vagabundos tentando me transformar em bandido. Não aceitarei ser colocado no nível do caráter deles, não me calarei. Sou um homem de bem. Para cada ação canalha e covarde como a desse jornal, vai haver uma reação como esta aqui.

Quero deixar claro: as denúncias que faço não têm qualquer relação com o Recurso contra Expedição de Diploma (RCED). Independente do resultado do RCED, elas vão continuar. Estou com uma pilha de documentos e muitos outros chegam diariamente. E quem envia não é a oposição, mas servidores públicos.

Assim, podem continuar usando canalhas como os desta quinta-feira para me atingir. Não encontrarão nada que deponha contra a minha dignidade, contra a minha honra.

Sou um homem de consciência limpa.

Mais uma vez, perdoem-me todos, mas os pingos precisavam ser colocados nos "is".

Câmara de Arraias erra e condena Recurso Contra 'Extradição' de Diploma

quarta, 24 de junho de 2009, às 18h 24min
A manifestação de apoio enviada pela Câmara Municipal de Arraias ao governador Marcelo Miranda (PMDB) por causa da perspectiva de julgamento do Recurso Contra Expedição de Diploma (Rced) movido pela União do Tocantins contra Miranda, passaria como qualquer outra manifestação de apoio enviada a esta redação, não fosse uma mudança no nome do recurso impetrado.

Ao escrever o documento de apoio, assinado pelo presidente da Casa, José Brasílio (PMDB), o autor trocou a expressão “Expedição” por “Extradição”, ficando, portanto, a Câmara de Arraias na torcida para que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgue improcedente o “Recurso Contra Extradição de Diploma” do governador.

Ao digitar a íntegra do documento, a redação teve a preocupação de corrigir “a falha”, mas não poderia deixar de fazer este registro.

Pedro Simon pede em plenário que Sarney se afaste

quarta, 24 de junho de 2009, às 17h 09min

Rced também é discutido na Câmara Municipal de Palmas

quarta, 24 de junho de 2009, às 15h 25min
O assunto do julgamento do Recurso Contra Expedição de Diploma (Rced) do governador Marcelo Miranda (PMDB) e do vice, Paulo Sidnei (PPS), previsto para essa quinta-feira, 25, foi comentado nesta manhã também no plenário da Câmara Municipal de Palmas. O tema foi pautado depois de uma pérola do vereador Fernando Rezende (DEM), que cobrou transparência nos atos da Prefeitura de Palmas e no Senado Federal, ao mesmo tempo que declarou que sua função, como vereador, era se ater às questões do município, não tendo, portanto, que debater as denúncias de corrupção que envolvem o governo estadual, de quem o DEM é aliado.

Rezende cobrou com veemência transparência nos atos do Senado, em função das notícias de “atos secretos” que vêm sendo publicadas, ao mesmo tempo que disse que assuntos que envolvem o Estado não são atribuições suas como vereador . Diante dessa contradição, Lúcio Campelo (PR) questionou o democrata se quando os erros são aqui, no Tocantins, não representam uma “vergonha estadual”. Essa expressão foi para rebater a colocação de Rezende que disse que o escândalo do Senado é “uma vergonha nacional”.

Campelo declarou que há de se respeitar a decisão da Justiça com relação ao Rced, mas que espera ver o ex-governador Siqueira Campos (PSDB) de volta ao poder. Segundo ele, Siqueira era acusado de ser ditador, mas, conforme o vereador, atualmente a ditadura estaria imposta no Tocantins, sob um “falso slogan” de democracia. Ele citou como exemplo a ação da Polícia Militar, nessa segunda-feira, 22, durante manifestação de estudantes pela redução da tarifa de ônibus em Palmas.

Divina Márcia (PTN) discordou de Campelo e declarou que, “com fé em Deus”, o governador continuará no cargo, “fazendo muito pelo Estado”. Ela disse ainda que torce para que ele seja candidato ao Senado na próxima eleição.

O vereador petista Bismarque do Movimento também entrou no tema. Ele considerou que, na atual conjuntura, em que o mandato está próximo de ser finalizado, espera que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) absolva Marcelo Miranda. “Como cassar um governador que já está no final do mandato?”, questionou. Ele cobrou também mais agilidade da Justiça Eleitoral. (Patrícia Saturno)

Nos bastidores, marcelistas já garantem: RCED só no final de agosto

quarta, 24 de junho de 2009, às 10h 34min
Nos bastidores, os marcelistas já comemoram, segundo eles, mais uma vitória sobre a União do Tocantins. Alguns garantiram ao blog na manhã desta quarta-feira, 24, que seus super advogados e ex-ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Fernando Neves e Torquato Jardim já conseguiram jogar para a penúltima quinta-feira de agosto, dia 20 daquele mês, o julgamento do governador Marcelo Miranda (PMDB) no Recurso contra Expedição de Diploma (RCED) movido pelos utistas.

Na sessão dessa terça-feira, 23, mais de 80 processos foram julgados, entre os quais 8 RCEDs.

Fim do semestre
Ao final da sessão plenária, o presidente do TSE, ministro Carlos Ayres Britto, convocou para a próxima quarta-feira, 1º, uma sessão extraordinária que marca o encerramento do primeiro semestre no Judiciário. A sessão está marcada para as 12 horas.

Durante o mês de julho os ministros estarão em recesso judiciário, mantendo apenas um plantão para análise de processos urgentes.

O segundo semestre terá início no dia 3 de agosto, com sessão prevista para as 19 horas. (Com informações do site do TSE)

Imprensa nacional destaca julgamento do RCED do Tocantins

terça, 23 de junho de 2009, às 16h 22min
Três dos principais jornais do País destacam nesta terça-feira, 23, em suas versões eletrônicas que o RCED (Recurso Contra Expedição de Diploma) do governador Marcelo Miranda (PMDB) e de seu vice, Paulo Sidnei (PPS) deve ser julgado nesta noite.

Porém, como o CT informou nessa segunda-feira, 22, o julgamento foi transferido pelo ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Félix Fischer para quinta-feira, 25. Nesta tarde, o gabinete do ministro ratificou a previsão da sessão para essa quinta. No Tocantins boatos davam conta até mesmo de um adiamento prolongado para novembro.

O site de O Globo divulgou às 9h30 desta terça matéria com o título "TSE deve votar pedido de cassação de governador". Outro que noticiou o fato foi a Folha Online, versão da internet do jornal Folha de S.Paulo. Conforme o jornal paulista, em matéria que foi publicada no site às 11h23, "TSE deve julgar hoje pedido de cassação do governador do Tocantins". O Estado de S.Paulo, em seu site, às 12h06, publicou a matéria "TSE deve julgar nesta 3ª cassação do governador do Tocantins". Em todas esses sites, as matérias informavam as principais acusações contra Marcelo Miranda e destacam trechos do parecer da Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE), que recomenda a cassação de seu mandato. Outros sites e blogs políticos também noticiaram a previsão de julgamento para esta noite, o que foi negado pelo TSE. (Cristiano Machado)

Pequenos empresários reclamam: o Sebrae sumiu e eles foram esquecidos

terça, 23 de junho de 2009, às 10h 45min
Empresários têm ido à TV para reclamar da atuação do Sebrae do Tocantins. Melhor: da falta de atuação do Sebrae, a entidade que deveria ser de serviço de apoio ao micro e pequeno empresário do Estado. A reclamação não é à toa. Dia desses quem esteve num programa foi o diretor de Esportes da Associação Comercial e Industrial de Palmas(Acipa), Henrique Lázaro Cardoso, que demonstrou muito descontentamento.

O Sebrae sumiu. Não se vê mais o dinamismo de outras épocas. Não se mais as ações constantes que eram comum no passado.

Como não podia ser diferente, pequenos empresários têm reclamado ao blog, com frequência, da falta de atuação do Sebrae, que no ano passado teve orçamento superior a R$ 22 milhões e que garante aos seus diretores os melhores salários do Estado.

A grita é tanta que os programas televisivos e os demais veículos de imprensa, que geralmente procuram dar todo apoio ao Sebrae, uma vez que reconhecem a necessidade do Estado de dar suporte ao pequeno empresário, também passam agora a abrir espaço para as reclamações.

O micro e o pequeno empresário não podem ser abandonados. Num Estado carente como o Tocantins, é necessário que as entidades que respondem pelo Sebrae comecem a cobrar uma nova postura da entidade, que está deixando um vácuo prejudicial ao desenvolvimento da micro e pequena empresa do Estado.

Sem o apoio das instituições que recebem dinheiro para isso, as empresas pequenas, as maiores geradoras de emprego do Estado, vão sucumbir.

A impressão que se tem é que o Sebrae perdeu o foco, enquanto muita gente responsável por ele está posando de bacana em colunas sociais.

Nota da revista Veja diz que Kátia desistiu de disputar governo do Tocantins em 2010

sábado, 20 de junho de 2009, às 13h 02min
Na nota, "O recuo da senadora", a coluna "Holofote", da revista Veja que acaba de chegar às bancas, afirma que a senadora Kátia Abreu (DEM) adiou para 2014 seu projeto de chegar ao Palácio Araguaia. Kátia tinha anunciado sua pré-candidatura a governadora do Estado semana passada.

Contudo, conforme Veja, "ela não quer mais tocar no assunto". A coluna diz que a senadora, que assumiu a presidência da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) em dezembro, quer concorrer à sucessão da agremiação em 2011. Por isso, adiou para 2014 o projeto de disputar o governo estadual.

Confira a íntegra da nota da revista Veja:

"O recuo da senadora

Por três anos, a senadora democrata Kátia Abreu anunciou aos quatro ventos que seria candidata ao governo do Tocantins. Em algumas pesquisas eleitorais, chegou até a estar tecnicamente empatada com o líder, Siqueira Campos, do PSDB. Mas ela não quer mais tocar no assunto. A senadora, que assumiu a presidência da Confederação Nacional da Agricultura em dezembro, quer concorrer à sucessão da agremiação em 2011. Por isso, adiou para 2014 o projeto de disputar o governo estadual".

Bom dia: Reunião do PMDB para discutir eleição de 2010 é conversa para boi dormir

sábado, 20 de junho de 2009, às 12h 24min
Ninguém está entendendo o objetivo dessa reunião que o PMDB vai fazer na segunda-feira, 22, véspera da possível "degola" do governador Marcelo Miranda (PMDB) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Vai prestar solidariedade? Levar apoio? Levar uma mensagem de confiança? Ninguém entendeu, até porque a grande maioria dos peemedebistas acredita que Marcelo será mesmo degolado na noite de terça-feira, 23. Discutir as eleições de 2010? Isso é conversa para boi dormir.

As eleições de 2010 serão discutidas somente a partir de quarta-feira, 24, quando já haverá o veredicto do TSE, ou pela cassação de Marcelo - e aí restará a ele o juris esperniandi, mas não mudará nada -, ou então o governador será absolvido e glorificado pela mais Alta Corte da Justiça Eleitoral do País, e amanhecerá a quarta-feira como a liderança mais expressiva do Tocantins, mesmo em meio a todas as denúncias que fazem sua administração parecer uma verdadeira bandalheira, uma espécie de "casa da mãe Joana".

Agora, caros modebras, falar em discutir eleições de 2010 nessa segunda-feira com alguém que poderá nem mesmo estar morando no Tocantins no ano que vem, não dá para engolir, mesmo com a gente se esforçando para tentar ser idiota.

Nos bastidores, a informação é de que essa reunião de segunda - que seria no Palácio Araguaia e depois, sabe Deus porquê motivo, foi transferida para a sede do diretório - era para ter sido realizada semana passada. A articulação teria sido do secretário municipal de Finanças de Palmas, Adjair de Lima, aliado de Brito Miranda na prefeitura petista.

Depois de inúmeras conversas com Brito, Adjair chegou para os históricos do PMDB, como o deputado federal Moisés Avelino, e pediu uma ação para prestigiar o governador Marcelo Miranda, para dar apoio, força e motivação a Marcelo. A coisa não andou muito, até porque o PMDB não tem muitos motivos para se solidarizar com o governador. O que Adjair conseguiu foi só uns encontros de Marcelo com o prefeito de Palmas, Raul Filho (PT), nada mais que isso.

O PMDB nunca teve qualquer valor no governo Marcelo Miranda. E mais uma vez voltamos à histórica frase do ex-secretário Júlio Resplande, segundo o qual o PMDB casou com o governo, mas ambos dormem quartos separados; e ainda é preciso fazer referência à emenda de um político do interior: o quarto do PMDB é o da empregada.

Nesta semana conversei por um bom tempo com um histórico peemedebista, que nos idos de 2006 era um apaixonado por Marcelo. Ele aproveitou o ambiente em que estávamos - um restaurante - para comparar: "Compramos uma coca-cola e levamos uma pepsi. Foi só decepção".

O PMDB não teve espaço em "seu" governo, seus candidatos nas eleições municipais [digo "seus" mesmo, os históricos] foram quase todos preteridos [lembram-se do "trator" que atropelou o deputado estadual Eli Borges ano passado em benefício do DEM, em Palmas?] e os peemedebistas ainda reclamam que o governo se aproximou de ex-adversários às custas do sacrifício de suas lideranças.

Um exemplo citado por eles está acontecendo agora, em Augustinópolis. Conforme os peemedebistas, o governador decidiu não ir para o palanque da candidata do PMDB - seu partido - na cidade, Maria do Carmo Alcântara da Silva, a Dona Carmem, por causa da até então candidata do DEM, Dejanira de Almeida Pereira, que teve o registro de candidatura rejeitado pela Justiça Eleitoral nessa sexta-feira, 19. Dejanira é esposa do prefeito cassado, Antônio do Bar (PSDB), que é irmão do deputado estadual Amélio Cayres (PR), que dia desses deixou a União do Tocantins e declarou apoio a Marcelo.

Os peemedebistas não se conformam porque todo esse povo falava horrores de Marcelo em 2005, 2006, 2007 e 2008. A defesa do governador era feita por Dona Carmem e pelo grupo de peemedebistas de Augustinópolis.

Então, o que o Adjair e o Brito querem do PMDB mesmo? Se pararem para refletir e tiverem vergonha na cara, os peemedebistas mandarão os dois se catarem. Mandarão os dois procurarem o DEM da senadora Kátia Abreu, esse sim um partido prestigiadíssimo no governo Marcelo Miranda. Contudo, eles não iriam nunca, porque sabem o que ouviriam de Kátia, que, ao contrário dos princípais líderes modebras, não tem o costume de engolir sapos em nome da conveniência e dos favores.

Se o PMDB está sendo convocado para ir a uma sessão de beijão-mão com Marcelo, deveria ir. Mas, na hora do beija-mão, deveria mandar o governador ir procurá-lo na esquina. O PMDB só foi uma camisa útil na hora em que o governo precisou. Só isso, nada mais.

Agora que está sozinho, que ninguém quer colocar a cara ao seu lado, ninguém quer aparecer com ele na foto, lá vem o governo, de novo, atrás do PMDB, que é fácil de se levar no bico. Essa é a impressão que o governo passa do que pensa de "seu" partido.

O PMDB foi governo sem nunca ter sido.
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