
O principal show de logo mais à noite no 5ª. Salão do Livro do Tocantins, em Palmas, é a banda pernambucana
Cordel do Fogo Encantado.
Uma banda que já esteve em Palmas em 2007 no PMW Rock Festival, num show memorável, e que volta para abrilhantar e excelente programação musical da Feira do Livro, que neste domingo traz ainda o cantor e compositor Dorivã e o cantor e compositor Vinícius Buzach. Veja a programação completa clicando aqui.
Mas, e o Cordel?
Na origem, o nome era de uma peça teatral, montada e encenada pela primeira vez em 97 na cidade de Arcoverde-PE. No palco: Lira Paes, Clayton Barros e Emerson Calado. Por dois anos, o espetáculo, sucesso de público, percorreu o interior pernambucano, até chegar em Recife, onde o grupo ganhou duas adesões que iriam modificar sua trajetória: os percussionistas Nego Henrique e Rafa Almeida.
Já como uma banda, no carnaval de 99
Cordel do Fogo Encantado se apresenta no Festival Rec-Beat. Ao lirismo das composições somou-se a força rítmica e melódica dos tambores de culto-africano e a música passou a ficar em primeiro plano.
A estréia no carnaval pernambucano mais uma vez chamou a atenção de público e crítica e o que era, até então, sucesso regional, ultrapassou as fronteiras, ganhando visibilidade em outros estados e o status de revelação da música brasileira.
Na formação, o carisma e a poesia de Lira Paes, a força do violão regional de Clayton Barros, a referência rock de Emerson Calado e o peso da levada dos tambores de Rafa Almeida e Nego Henrique.
Cordel do Fogo Encantado passa a percorrer o país, conquistando a todos com suas apresentações únicas e antológicas.
As apresentações da banda surpreenderam a todos não somente pela força da mistura sonora ousada de instrumentos percussivos com a harmonia do violão raiz. À magia do grupo que narra a trajetória do fogo encantado, soma-se a presença cênica de seus integrante e os requintes de um projeto de iluminação e cenário.
E
Cordel do Fogo Encantado ganha projeção internacional, com apresentações na Bélgica, Alemanha e França. Entre os prêmios conquistados pela banda estão o de banda revelação pela APCA (2001) e os de melhor grupo pelo BR-Rival (2002), Caras (2002), TIM (2003), Qualidade Brasil (2003) e o bi-campeonato do Prêmio Hangar (2002 e 2003).
No cinema, a banda participou da trilha sonora e do filme de Cacá Diegues, “Deus É Brasileiro”. Nas brechas das turnês, Lira Paes marcou presença também na trilha sonora de “Lisbela e o Prisioneiro”, de Guel Arraes, na qual interpreta a música “O Amor é Filme”.
Em outubro de 2005
Cordel do Fogo Encantado lançou o DVD “MTV Apresenta”, o primeiro registro audiovisual da banda. “Transfiguração”, terceiro disco lançado em setembro de 2006, vem borrar ainda mais a linha de fronteira entre as artes cênicas e a música. Pela primeira vez o grupo faz primeiro o registro sonoro para então se dedicar à criação do espetáculo. Com produção de Carlos Eduardo Miranda e Gustavo Lenza e mixagem de Scotty Hard, Cordel do Fogo Encantado se firma como um dos grupos mais representativos da cena independente nacional.
- Vídeos: No programa Som Brasil da Rede Globo em homenagem a Milton Nascimento. Interpretam “Fé Cega, Faca Amolada”.