O CUSTO DA CORRUPÇÃO - mas se a justiça funcionasse...

quarta, 10 de março de 2010, às 07h 21min

A matéria da Folha de São Paulo não trás nenhuma novidade, pois todos já estamos cansados e vacinados de saber de tantas práticas ilícitas e corrupções passivas e ativas que acontecem pelo Brasil afora. O esforço da Polícia Federal e outras polícias que se ocupam da investigação e captura dos bandidos termina na mesa dos juízes, promotores e desembargadores. A moralização e o efetivo combate da corrupção e de outras mazelas sociais, só trarão resultados se a faxina começar pelo judiciário nacional. A GESTÃO PÚBLICA agradece!
M.T.P.
Leia a matéria abaixo:

O CUSTO DA CORRUPÇÃO

Não é incomum que autoridades brasileiras rechacem os rankings de corrupção divulgados anualmente pela Transparência Internacional por considerá-los imprecisos e falaciosos.

Além do fato de o país aparecer em posições constrangedoras, os critérios adotados pela organização não governamental são depreciados por seu aspecto subjetivo - não se trata de medir a corrupção, mas de aferir como os diversos governos são avaliados neste quesito por analistas e homens de negócios.

No último sábado, relatório da Polícia Federal, obtido pela Folha, conferiu alguma objetividade àquilo que nos rankings é apenas percepção. Levantamento feito pelo Serviço de Perícias de Engenharia e Meio Ambiente da PF apontou superfaturamento de cerca de R$ 700 milhões em 303 obras inspecionadas.

O trabalho conclui que de cada R$ 100 desembolsados pelo poder público, R$ 29, em média, foram superfaturados. Ainda que se levem em conta algumas ressalvas à inspeção, apontadas por empresas, e o caráter por ora inconcluso da investigação, o resultado não deixa dúvida quanto à gravidade do fenômeno.

Pelos quatro cantos do país, da esfera federal à municipal, cerca de 30% do dinheiro do contribuinte aplicado em prédios, obras viárias, sistemas de esgoto, portos e aeroportos pode escoar pelo ralo da corrupção.

Em valores absolutos, Rio de Janeiro, Goiás e São Paulo, nesta ordem, lideram este novo ranking da dissipação de recursos públicos, com um total de R$ 418 milhões. Embora tenham sido periciadas no ano passado, as obras em questão datam de períodos variados. Há contratos assinados de 1994 a 2009.

Nas palavras do diretor técnico-científico da PF, o estudo evidencia "uma prática de sobrepreço reinante", que irriga "diversos gabinetes e setores".

Note-se que o trabalho refere-se apenas a uma modalidade de malversação. Além do superfaturamento, há, como se sabe, uma miríade de artifícios criada pela imaginação de políticos e governantes com o intuito de alimentar suas campanhas e contas bancárias. Casos de fraudes em concorrências, propinas, caixa dois, comissões e pagamentos por tráfico de influência são corriqueiros no noticiário político, por vezes demasiadamente próximo da crônica policial.

A corrupção não é um mal que aflige apenas a sociedade brasileira, mas é inegável que aqui os desvios são incentivados pela cultura da desinformação, do compadrio e da impunidade. Não será com instâncias de fiscalização ornamentais e casos encerrados sem punição que esse quadro será modificado.

Fonte: Folha de São Paulo em 09/03/2010.

PLANOS MUNICIPAIS DE SANEAMENTO BÁSICO - MUNICÍPIOS IGNORAM LEI DE SANEAMENTO

terça, 09 de março de 2010, às 07h 16min

O artigo deixa claro que não basta planejar e estabelecer prazos e metas, é preciso se comprometer com a implantação e a efetiva implementação. Precisamos dar mais atenção à execução e ao gerenciamento de projetos operacionais, senão vamos ficar remediando problemas recorrentes e marcando passo no desenvolvimento socioeconômico do país.
Marcelo Torres

ARTIGO - MUNICÍPIOS IGNORAM LEI DE SANEAMENTO

O prazo estabelecido pela lei para a elaboração de planos municipais de saneamento básico (PMSB) acaba no fim deste ano, mas governo federal e prefeituras pretendem forçar uma prorrogação diante da constatação de que a imensa maioria dos municípios brasileiros não tem condições de cumprir a data, principalmente por falta de condições técnicas e financeiras. Autoridades planejam alterar o marco regulatório do setor, em vigor desde 2007, por temerem atrasos na expansão do serviço de tratamento de água e esgoto no país e desperdício da oportunidade de transferir bilhões de reais em recursos federais, que atualmente jorram para projetos do setor.

A União determina que, passado o prazo, as cidades que não fizeram seus planos não poderão ter acesso a recursos federais para projetos de água e esgoto. São ao menos R$ 11 bilhões em jogo que devem ser disponibilizados em 2011 para saneamento por fontes federais como o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), com R$ 5,3 bilhões disponíveis para obras, o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), com R$ 2,5 bilhões, e o Orçamento Geral da União (OGU), com R$ 3,6 bilhões.

O Ministério das Cidades só terá um número preciso dos municípios que já realizaram seu planejamento quando for publicado o próximo Diagnóstico dos Serviços de Água e Esgotos. O último relatório é referente ao ano de 2007. Até o momento, segundo Sérgio Gonçalves, diretor de Articulação Institucional da Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental do ministério, o que se tem é uma percepção de que poucas administrações municipais caminharam no sentido de se adaptar à legislação. "Observa-se uma dificuldade das cidades em cumprir o prazo", diz.

Raul Pinho, presidente executivo do Instituto Trata Brasil, entidade que promove o desenvolvimento do setor, estima que "nem 300 cidades têm planos adequados" em todo o país. O plano municipal de saneamento básico (PMSB) é uma espécie de bíblia do serviço. Trata-se de documento técnico que apresenta diagnóstico detalhado em determinada localidade e normalmente é usado como referência para a assinatura de contratos com concessionárias, inclusive definindo tarifas e contrapartidas: identifica deficiências e necessidades por meio de indicadores; traz estudo financeiro para prestação do serviço; designa entidade regulatória e de fiscalização; prevê mecanismos de avaliação sistemática; e estabelece metas de curto, médio e longo prazos para a universalização do sistema.

Para não prejudicar os investimentos, a intenção do Ministério das Cidades é dar um ano a mais para que os municípios interessados em obter recursos federais formulem seus planos. A saída foi incluída na versão da regulamentação da lei enviada ao Palácio do Planalto e depende da aprovação do presidente Lula. "O decreto de regulamentação prevê extensão do prazo, dando mais um ano desde que as cidades mostrem empenho", adianta Gonçalves.

A iniciativa não foi bem recebida pelo setor privado. Para a Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), o prazo da lei foi suficiente para quem levou a sério a formulação do planejamento, e dar mais tempo aos municípios seria premiar a incompetência. "Os investimentos do setor não serão prejudicados, porque o que trava é justamente a falta de planejamento, que não está sendo feito de acordo com a lei", critica Paulo Godoy, presidente da entidade.

Durante os três anos após a entrada em vigor da Lei do Saneamento, a necessidade de regularizar contratos vencidos ou precários com as companhias estaduais de água e esgoto pressionou os municípios a correr atrás dos PMSB. O prazo para realizar essa regularização também expira no fim deste ano. As empresas estaduais têm dado apoio aos municípios que não possuem capacidade técnica para trabalhar o plano dentro do prazo. Segundo o superintendente-executivo da Associação das Empresas de Saneamento Básico Estaduais (Aesbe), Walder Suriani, isso é importante por causa da complexidade das exigências da lei. "Há critérios descabidos, e essa ajuda é importante porque não é a maioria dos municípios que está empenhada em elaborar seus planos", diz ele.

Já para Carlos Ari Sundfeld, professor de direito administrativo da Fundação Getulio Vargas (FGV) e presidente da Sociedade Brasileira de Direito Público (SBDP), as prefeituras sofrem com dificuldades de ordem técnica e acabam "nas mãos" das empresas de saneamento. "A decisão não é tomada em nível municipal por falta de capacidade técnica. A prefeitura tem que envolver a comunidade e os interessados e transformar a Câmara Municipal em órgão de decisão e isso não tem acontecido", avalia.

Em São Paulo, a Sabesp conseguiu renovar 173 contratos desde 2007, e segundo a empresa a formulação dos planos não foi um empecilho. "Os planos foram elaborados com dados fornecidos pela Sabesp, que já atua nesses municípios há 30 anos", diz o diretor de sistemas regionais da Sabesp, Umberto Semeghini. Há mais 202 cidades aguardando a renovação com a estadual e que já providenciaram seus planos. "A autorização da Câmara de Vereadores para a assinatura de contratos depende da existência do plano", explica Semeghini.

O planejamento municipal serve para nortear o contrato com a empresa prestadora do serviço e dar força para a prefeitura exigir resultados da empresa contratada. Com seu planejamento em mãos, a prefeitura de Suzano, na região metropolitana de São Paulo, está discutindo seu novo contrato com a Sabesp. Segundo o prefeito da cidade, Marcelo Cândido (PT), a negociação está em torno da compatibilização entre o que vai ser investido e arrecadado pela Sabesp. "No plano temos toda a perspectiva do que a cidade precisa de investimento, e com isso podemos estabelecer as regras para um novo período de concessão do serviço à Sabesp", relata Cândido.

Para os municípios operados por autarquias municipais - cerca de 1,8 mil -, a restrição de acesso a recursos federais preocupa, segundo Arnaldo Dutra, presidente da Assemae, entidade que representa as empresas municipais de saneamento. Ele acredita que o prazo para formulação dos planos é importante para forçar a ação, mas que não pode ser algo engessado, com o risco de atrapalhar o processo. "A intenção da lei é de que os planos sejam construídos com participação popular e que eles impulsionem o desenvolvimento do setor. Não adianta, por pressa, não fazer direito", reclama ele.

O cenário verificado pela Assemae também é de muitos municípios com dificuldade para cumprir esse prazo, mas Dutra não considera que isso ocorreu por má vontade das prefeituras, e sim por outras dificuldades. "É uma lei complexa que exige tempo para ser compreendida, depois tivemos mudança de prefeitos no meio do caminho, e também há dificuldade das prefeituras em financiar os estudos", complementa Dutra.

Segundo ele, a elaboração de um PMSB custa cerca de R$ 100 mil para cidades de 70 mil a 100 mil habitantes. Dessa forma, além de dar um tempo maior para que os planos sejam feitos, a entidade defende que o governo ajude financeiramente municípios menores. Hoje, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) possui programa de financiamento de estudos com verba do FGTS e atende a cerca de 30 cidades. Um plano nacional para o setor também está sendo elaborado pelo Ministério das Cidades.
 
Fonte: Valor Econômico, por Samantha Maia e Luciano Máximo em 08/03/2010.

ARTIGO CIENTÍFICO

segunda, 08 de março de 2010, às 06h 25min

Avanços e perspectivas da gestão pública nos estados: agenda, aprendizado e coalizão

Fernando Luiz Abrucio e Francisco Gaetani são dois cientistas políticos que assinem este artigo. O primeiro é coordenador do Programa de Mestrado e Doutorado em Administração Pública e Governo da FGV (SP), além da autoria de vários livros que tratam da administração pública, já o Dr. Gaetani, é formado pela London School of Economics and Political Science e coordenador da área de Governo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

O artigo aborda o ciclo de reformas nas políticas de gestão pública, iniciado no Governo Federal em 1995. Segundo os autores, enquanto alguns estados deram início a políticas inovadoras simultaneamente às reformas implementadas pelo Ministério da Administração e Reforma do Estado (Mare), outros iniciaram ciclos modernizadores em 1999, ou mesmo em 2003.

Mas além das três questões balizadoras do artigo (agenda, aprendizado e coalizões), a abordagem procura, inicialmente, entender os vetores impulsionadores de tais mudanças. Nas seções finais do artigo, busca-se identificar as maiores fragilidades dos governos estaduais e dos temas que constituem uma espécie de “agenda perdida”, isto é, assuntos que volta e meia aparecem na discussão, mas, por alguma razão, retornam a seguir ao campo dos “grandes silêncios”. O texto conclui com um comentário sobre os dilemas que os próximos governos – federal e estaduais – encontrarão na esfera das políticas de gestão pública.

Confira na íntegra o texto que foi apresentado no Congresso da CONSAD em 2006: Avanços e perspectivas da gestão pública nos estados: agenda, aprendizado e coalizão

NOTAS DA SEMANA

sábado, 06 de março de 2010, às 08h 09min

ALUNO DE HOJE NÃO QUER SER O EDUCADOR DE AMANHÃ
Se uma boa educação só é possível por meio de bons educadores, o mais recente estudo realizado pela Fundação Victor Civita (FVC), encomendado à Fundação Carlos Chagas (FCC), traz preocupação a quem se interessa pelo assunto. Ao pesquisar sobre a atratividade de jovens à carreira de docente, o levantamento mostra que apenas 2% dos estudantes do terceiro ano do ensino médio pensam em atuar em sala de aula. Leia mais...

CGU VAI FISCALIZAR RECURSOS FEDERAIS EM 60 MUNICÍPIOS
A Controladoria-Geral da União (CGU) sorteou nesta manhã, em Brasília, mais 60 municípios a serem fiscalizados quanto à aplicação de recursos repassados pela União. Fazem parte da lista cinco municípios paulistas, sete mineiros, cinco baianos, quatro gaúchos. Leia mais...

ESTADOS DISPUTAM ICMS DO COMÉRCIO ELETRÔNICO
O aumento das vendas pela internet acirrou uma disputa entre os governos estaduais pela arrecadação do ICMS nas transações de comércio eletrônico.Enquanto São Paulo defende as regras atuais, outros Estados querem alterá-la. Leia mais...

GINÁSTICA NA TERCEIRA IDADE
Todos almejam chegar à terceira idade, um dia, com saúde física e mental. Está certo que ninguém tem muita pressa para isso, mas quando acontecer, é preciso que haja equipamentos adaptados a essa fase da vida. Foi pensando nisso que o Fundo de Solidariedade e Desenvolvimento Social e Cultural do Estado de São Paulo (Fussesp) lançou a proposta da Praça de Exercícios do Idoso. Leia mais...

INTEGRAÇÃO NACIONAL FAZ LEVANTAMENTO SOBRE A GERAÇÃO DE CONHECIMENTOS EM DESENVOLVIMENTO REGIONAL
A Secretaria de Políticas de Desenvolvimento Regional (SDR), do Ministério da Integração Nacional, está promovendo um levantamento sobre a geração de conhecimentos voltados ao desenvolvimento regional, economia regional, ordenamento territorial e áreas afins. A pesquisa está sendo realizada junto à comunidade acadêmica e demais interessados na ampliação e aprimoramento da produção desses conhecimentos. Leia mais...

IPEA ABRE REPRESENTAÇÃO NA REGIÃO NORTE DO BRASIL

A assinatura de um termo de cooperação na sexta-feira, dia 5, marcará uma nova e importante etapa de presença do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) na região Norte. O termo de cooperação permitirá ao Ipea acompanhar de perto e aprofundar estudos sobre a realidade da maior região do País. Leia mais...

CONGRESSO NACIONAL DE GESTÃO PÚBLICA VAI DISCUTIR OS SALÁRIOS DOS SERVIDORES
O Conselho Nacional de Secretários de Estado da Administração (Consad), promove, entre os próximos dias 15 e 17, o III Congresso Consad de Gestão Pública. O evento será realizado em Brasília e irá reunir servidores públicos, pesquisadores, estudantes e especialistas do Brasil e do exterior, para discutir em palestras, mesas-redondas e apresentações de trabalhos, temas relacionados à gestão estatal. Leia mais...

UM OLHAR FEMININO
O número de mulheres que ocupam cargos políticos no Estado de São Paulo cresceu, nos últimos anos. Hoje, 53 municípios são administrados por prefeitas e há ainda 694 vereadoras e três secretárias de Estado. Leia mais...

MUNICÍPIOS DEVEM DIVULGAR INFORMAÇÕES FINANCEIRAS EM TEMPO REAL

Os Municípios devem divulgar informações da execução orçamentária e financeira em tempo real, em meios eletrônicos de acesso público. A medida foi estabelecida pela Lei Complementar 131/2009, conhecida como Lei da Transparência, que acrescentou este dispositivo à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) 101/2000. Leia mais...

ODM BRASIL PREMIA DE CACAU A ACESSO A ÁGUA

Entre os projetos que mais têm ajudado o país a avançar nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) estão desde uma experiência de cultivo sustentável de cacau no Pará até um programa de saúde indígena em Roraima, passando por um projeto de monitoramento de crianças com risco de vida em São Paulo, promoção de acesso a água na Paraíba e uma iniciativa de planejamento estratégico comunitário em Espírito Santo. Essas práticas estão entre os 20 ganhadores da terceira edição do Prêmio ODM Brasil. Leia mais...

PARA SECRETÁRIO DE GESTÃO INOVAÇÃO É PEÇA-CHAVE PARA APRIMORAR SETOR PÚBLICO
O secretário de Gestão do Ministério do Planejamento, Tiago Falcão, disse hoje que a inovação se tornou uma questão central na agenda de melhorias da gestão pública. A afirmação foi feita na abertura do Seminário “Boas Práticas como Fator de Inovação: a Experiência do Programa Nacional de Gestão Pública e Desburocratização”. Leia mais...

PORTAL BRASIL PROMETE FACILITAR BUSCA DE INFORMAÇÕES

Desde 3 de março de 2010, o Brasil possui um novo Portal de internet, www.brasil.gov.br, concebido para oferecer serviços, cultura, informações e aproximar o Estado do cidadão. O Portal foi desenhado para alterar os atuais parâmetros da comunicação digital no âmbito do Poder Executivo Federal. Leia mais...

PRÊMIO POLÍTICAS PÚBLICAS E EQUIDADE

O concurso Políticas Públicas e Equidade é aberto aos estudantes de Mestrado e Doutorado e recém mestres e doutores dos cursos de Administração, Antropologia, Ciência Política, Direito, Psicologia, Saúde, Arquitetura, Urbanismo, Serviço Social, Educação, Sociologia ou áreas afins. Podem inscrever-se brasileiras/os e estrangeiras/os que tenham residência permanente no Brasil. Leia mais...

PROJETOS DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA PODEM BENEFICIAR MUNICÍPIOS

Edital para projetos de extensão universitária na área de gestão de planejamento territorial foi lançado dia 26 de fevereiro. O Programa de Apoio à Extensão Universitária (Proext) prevê que as Instituições Federais de Ensino Superior desenvolvam, nas administrações municipais, projetos de Implementação de Sistemas de Informações Geográficas (TerraView e TerraSIG) e insumos digitais que incorporem as ferramentas e funcionalidades do Sistema Nacional de Informações das Cidades (GeoSNIC). E projetos de implementação de Cadastro Territorial Multifinalitário (CTM). Leia mais...

UM ANO DEPOIS, PREFEITOS AINDA TENTAM COLOCAR CONTAS EM DIA

Prefeitos de municípios do interior do estado do Paraná que assumiram o cargo em 2009 e encontraram uma situação de caos ainda tentam recuperar as prefeituras. Há cerca de 14 meses, esses prefeitos encontraram um cenário caótico em seus municípios, com parques de máquinas imprestáveis e caixa zerado, como mostrou a Gazeta do Povo em janeiro do ano passado. Durante o ano, a situação ficou ainda mais complicada, com a queda na arrecadação do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) – resultado da isenção fiscal para impulsionar a indústria e combater a crise financeira mundial. Leia mais...

DESENVOLVIMENTO LOCAL E PARTICIPAÇÃO SOCIAL

sexta, 05 de março de 2010, às 06h 51min

O livro tem o propósito de ampliar a reflexão sobre a temática do desenvolvimento local no Brasil. Os autores buscaram atender uma demanda de público de tornar aceso na agenda da sociedade brasileira o debate sobre um desenvolvimento mais humano, com mais eqüidade, ética e sustentabilidade, que valorize as potencialidades locais em conexão com o global.

São sete artigos de pesquisadores que têm a temática do desenvolvimento local como objeto de estudo, pesquisa e trabalho, em entidades e projetos de cooperação nacionais e internacionais. Os artigos abordam reflexões teóricas ou práticas acerca de processos de desenvolvimento com mais eqüidade, justiça, ética e humanismo. Os artigos têm em comum a crença de que o desenvolvimento local é uma estratégia mais eficiente para alcançar o desenvolvimento humano sustentável, explica Tania Zapata, uma das autoras. Os artigos são assinados, ainda, por Caio Silveira, Carlos Osorio, Francisco Alburquerque, Márcia Damo, Patrícia Paixão, Pedro Jofilsan, Rafael Pinzón e Socorro Brito, sócios e colaboradores do IADH.

A organizadora, Tania Zapata, é socióloga e consultora, que é também diretora técnica do IADH (Instituto de Assessoria para o Desenvolvimento Humano). O IADH é uma organização da sociedade civil, fundada há seis anos, que tem como missão contribuir para o desenvolvimento territorial sustentável, com ênfase no combate à pobreza e redução das desigualdades sociais. O Instituto atua buscando construir o novo paradigma do desenvolvimento sustentável, desenvolvendo trabalhos de campo e produções científicas na área.
 
Maiores informações com a editora: http://www.livrariacultura.com.br

BOAS PRÁTICAS - INICIATIVA CIDADÃ

quinta, 04 de março de 2010, às 06h 19min

AS CIDADES COMO PROMOTORAS DO BEM-ESTAR
Oded Grajew*

Todos concordariam que a finalidade última de nossas ações, individuais e coletivas, deveria ser a busca pelo bem-estar das pessoas. No entanto, o crescimento do consumo de drogas legais e ilegais, da venda de livros de autoajuda e da violência é fortíssimo sinal de que muitas pessoas estão insatisfeitas com suas vidas. A falta de limites na cultura da competição e do consumo nos deixa sempre atrasados em relação às últimas novidades, resultando em insatisfação, ansiedade e frustração permanentes.

Este modelo de sociedade moldada e avaliada por esta escala de valores acaba se refletindo em nossas cidades. Sociedade sem alma produz cidades sem alma. Matamos nossos rios, poluímos nosso ar e nossos ouvidos, destruímos nossas florestas, descuidamos da beleza e das relações pessoais, desprezamos as atividades humanas como a educação, cultura e as artes, maltratamos nosso corpo e nosso espírito, perdemos o sentido do trabalho, e o lucro se sobrepõe à vida. Promovemos o desenvolvimento insustentável, comprometendo as condições de vida das futuras gerações.

Ao completar dois anos de existência, o Movimento Nossa São Paulo (www.nossasaopaulo.org.br) lançou o Irbem (Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município). O nosso objetivo é promover a reflexão sobre os fatores determinantes para o bem-estar das pessoas, colaborar para a humanização das relações e dos espaços públicos e privados, e sensibilizar gestores públicos municipais a procurarem priorizar o atendimento destas necessidades. O Irbem é resultado de um processo de participação popular que constou de uma consulta pública realizada entre junho e outubro de 2009, da qual participaram quase 40 mil pessoas. Em dezembro, em parceria com o Ibope, fomos às ruas e perguntamos sobre o grau de satisfação da população em 25 áreas temáticas, detalhadas em 170 itens. Destes, apenas 39 receberam nota acima da média. Um exercício participativo e valioso para que cada um reflita sobre o que é realmente determinante para sua qualidade de vida.

Eleger critérios e prioridades de avaliação define nosso conceito de sociedade. Os indicadores ajudam a conhecer a sociedade e a planejar aquilo que queremos alcançar. Quando o crescimento do PIB passa a ser o principal indicador dos países, quando “ter” passa a ser mais importante do que “ser”, inviabilizamos o desenvolvimento que expande liberdades e direitos humanos.

Esperamos que o Irbem se torne um instrumento para ajudar as pessoas, instituições e governos a definirem adequadamente o conceito do bem-estar para permitir o planejamento, a formação de parcerias e a promoção do desenvolvimento sustentável. E esperamos que encontros como a 1ª Conferência Internacional de Cidades Inovadoras possam contribuir para a disseminação de experiências como a que estamos desenvolvendo em São Paulo e em mais de 30 outras cidades brasileiras. Neste sentido, o evento poder ser um grande marco na luta por cidades efetivamente justas e sustentáveis.

*Oded Grajew, além de empresário, é um dos idealizadores do Movimento Nossa São Paulo e presidente emérito do Instituto Ethos. É idealizador do Forum Social Mundial e idealizador e ex-presidente da Fundação Abrinq.

Fonte: Jornal do Brasil em 03/03/2010.

ARTIGO

quarta, 03 de março de 2010, às 07h 29min

A INFINDÁVEL GUERRA FISCAL
Everardo Maciel*

É justo que Estados e municípios lutem pela atração de investimentos mediante concessão de incentivos fiscais e subsídios financeiros ou disponibilização de infraestrutura pública para os empreendimentos. Cessa a razoabilidade quando essas iniciativas violam leis. No caso específico de incentivos fiscais ilegais, essa violação dá ensejo ao que se denomina guerra fiscal.

É precisamente no campo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que se constata a mais relevante e persistente guerra fiscal. Ela remonta aos tempos do Imposto sobre Vendas e Consignações (IVC), sucedido pelo ICM (hoje ICMS). Trata-se, portanto, de uma guerra fiscal que já perdura há mais de 50 anos.

A vedação à guerra fiscal foi estabelecida pela Lei Complementar nº 24, de 1975, expressamente recepcionada pela Constituição de 1988. Ela condiciona a concessão de favores fiscais à deliberação unânime do Conselho de Política Fazendária (Confaz), órgão integrado pelos secretários estaduais de Fazenda.

As sanções pelo descumprimento daquela lei são severíssimas. Vão desde a nulidade e ineficácia do crédito atribuído ao estabelecimento recebedor da mercadoria até a presunção de irregularidades nas contas do governador, em cujo exercício ocorreu fruição do benefício ilegal.

Até o final dos anos 80, a legislação era piamente observada. A onda descentralizadora da Constituição de 1988 gerou, entretanto, um clima favorável a atitudes autonomistas, nem sempre em conformidade com a lei.

Nesse contexto, Estados decidiram conceder incentivos fiscais sem a prévia audiência do Confaz - às vezes, ostensivamente; outras vezes, de forma dissimulada, por meio de generosos financiamentos ao pagamento do imposto.

Atualmente se reconhece que há uma aberta guerra fiscal no ICMS. A Justiça, infelizmente, não conseguiu firmar uma jurisprudência sobre a matéria. O Ministério Público, por sua vez, só episódica e timidamente fez valer seu papel constitucional de fiscal da lei. Já os Estados bradam ameaças e anunciam retaliações para, afinal, mediante barganhas, sancionar expressa ou veladamente as ilegalidades. A guerra fiscal resulta, por conseguinte, de uma generalizada condescendência com o descumprimento da lei.

Na presunção de que não é possível observar a lei, alguns postulam a adoção do princípio do destino no ICMS como instrumento para eliminar a guerra fiscal. Com base nesse princípio, as alíquotas interestaduais seriam reduzidas a zero, e cobrado o imposto exclusivamente no Estado de destino, onde ocorre o consumo final da mercadoria.

À luz desse entendimento, os Estados não teriam interesse em fazer a guerra fiscal, porque não haveria como transferir o ônus do benefício ao Estado consumidor. A tese é elegante, não fossem suas catastróficas consequências.

De início, haveria um enorme desequilíbrio das finanças dos Estados produtores, somente compensável por meio de aumento de carga tributária do próprio ICMS ou de tributos federais a serem transferidos para os Estados, ampliando a iníqua dependência dessas entidades federativas à União.

Em seguida, haveria um estímulo à sonegação fiscal, em virtude da ilegal apropriação de ganhos que ocorreriam ao simular como interestadual uma operação, em verdade, interna.

Por último, as empresas que tivessem um grande volume de operações interestaduais, por força da cobrança no destino, passariam a acumular montanhas de crédito sem nenhuma liquidez, porque até hoje não se conhece mecanismo que obrigue os Estados a restituírem créditos acumulados. A propósito, convém lembrar o calote dos precatórios, a despeito de sua presumida certeza e liquidez, bem como os créditos acumulados nas exportações.

Não é possível enfrentar a guerra fiscal sem perquirir, contudo, sua motivação. Na essência, constata-se ânimo dos Estados mais pobres de fazer uso de suas próprias armas para mitigar o persistente problema das desigualdades regionais de renda.

A questão não tem uma resposta simples nem fácil. A solução deveria, no meu entender, incluir um amplo conjunto de medidas integradas: instituição de um programa federal de compensação das desigualdades inter-regionais de renda, compreendendo estímulos fiscais e investimentos públicos; uniformização das alíquotas interestaduais em nível de 7%; gradual extinção, no prazo de cinco anos, de todos os incentivos existentes, inclusive convalidando os que foram outorgados ao arrepio da lei; mudança das regras deliberativas do Confaz, eliminando a exigência da unanimidade e fixando o quórum de três quartos; autorização legal para que os Estados possam estabelecer alíquotas internas inferiores à interestadual; e aperfeiçoamento na redação relativa às vedações para outorga de benefícios sem prévia audiência do Confaz, visando a espantar qualquer dúvida em relação às formas dissimuladas de concessão.

Justiça distributiva é atributo indeclinável do Estado brasileiro. Não se pode, todavia, na consecução desse propósito, abdicar do respeito à lei. A guerra fiscal do ICMS deve ser compreendida nesse contexto.

*Everardo Maciel foi secretário da Receita Federal.

Fonte: O Estado de São Paulo em 01/03/2010.

BOAS PRÁTICAS

terça, 02 de março de 2010, às 07h 17min

PATRIMÔNIO PRESERVADO


A cidade de Iguape, localizada no Vale do Ribeira, a 209 km da capital paulista, recebeu o título de patrimônio nacional do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Iguape tem um dos maiores casarios do período colonial, ainda preservado, do Estado. São cerca de 200 imóveis de interesse histórico ou arquitetônico, dos quais 64 já foram tombados pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado (Condephaat).

Outros 50 estão em estudo para o tombamento estadual. Muitos foram construídos ainda no século 16, início da colonização, o que torna a cidade uma das mais antigas do Brasil.

Em 2009, a prefeitura, com o apoio do Iphan, inaugurou a Casa do Patrimônio de Iguape, a primeira do País, que pretende se transformar num centro de referência em patrimônio histórico do Estado de São Paulo.

Segundo a prefeita Maria Elizabeth Negrão Silva, “essa e outras iniciativas estão viabilizando a gestão do sítio histórico e o desenvolvimento de ações conjuntas para a preservação do patrimônio do município”.

O imóvel para instalação da Casa do Patrimônio foi cedido pela prefeitura e, além de oferecer cursos e atividades, abriga o escritório técnico do Iphan na cidade.

A Casa do Patrimônio funciona em um casarão do século 19 e é local de diálogo entre o instituto e a sociedade, por meio de exposições, debates, oficinas e outras atividades relacionadas ao tema da preservação patrimonial.

Atualmente, está sendo oferecido um curso de maquetes. Um dos objetivos da Casa é “formar e reciclar especialistas em restauração e conservação de monumentos, além de fazer pesquisas e manter um acervo de informações sobre os bens tombados”, informa o diretor municipal do Departamento de Cultura, Turismo e Eventos, Carlos Alberto Pereira Júnior.

O tombamento histórico e cultural confirma o reconhecimento do valor do conjunto urbano de Iguape, não só do processo histórico da formação e ocupação do território brasileiro, mas também do desenvolvimento do País, desde o início da colonização, passando pelo ciclo do ouro, no século 16, pela cultura do arroz, no século 19, e a do chá, no século 20, diretamente vinculados à imigração japonesa para a região.

Desde 2008, o Iphan e a Prefeitura de Iguape trabalham juntos na preservação patrimonial, realizando estudos para que o município receba a chancela de paisagem cultural. Há também processo de tombamento de 14 bens localizados em áreas rurais de Registro e Iguape.

A Prefeitura de Iguape pretende, ainda, incluir o município no programa Monumenta, de recuperação do patrimônio cultural urbano brasileiro, executado pelo Ministério da Cultura, com apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Fonte: CEPAM em 01.03.2010.

PARA ENTENDER UM POUCO SOBRE NOSSA BUROCRACIA

segunda, 01 de março de 2010, às 06h 24min

DO MODELO RACIONAL-LEGAL AO PARADIGMA PÓS-BUROCRÁTICO: REFLEXÕES SOBRE A BUROCRACIA ESTATAL

Paulo Henrique Ramos Medeiros, administrador de empresas, escreveu um interessante artigo sobre burocracia publicado na Revista Organização & Sociedade (v.13 – n. 37 / 2006).

O artigo discute a burocracia como mecanismo institucional de governança, em termos da administração do aparato do Estado, propondo-se a refletir sobre a trajetória do modelo burocrático. Parte-se da conceituação inicial do modelo, conforme proposto por Max Weber, como forma de dominação racional-legal e de combate ao patrimonialismo, passando por suas limitações e crises, até suas inovações mais recentes, como mecanismo de gestão do aparelho do Estado no contexto da Nova Administração Pública, que supostamente estaria delineando um modelo pós-burocrático. Conclui que ainda não houve mudança do modelo tradicional de Weber para um novo paradigma capaz de suplantar seus fundamentos básicos, especialmente em termos da forma de racionalidade e legitimidade utilizadas: a prática na administração governamental mostra que os preceitos da Nova Administração Pública ainda convivem lado a lado com a burocracia tradicional.

Acesse aqui o texto: DO MODELO RACIONAL-LEGAL AO PARADIGMA PÓS-BUROCRÁTICO: REFLEXÕES SOBRE A BUROCRACIA ESTATAL.

NOTAS DA SEMANA

sábado, 27 de fevereiro de 2010, às 07h 56min

ARTIGO / AGRICULTURA FAMILIAR: UMA LEITURA APRESSADA
Segundo o Ministro da Agricultura, as políticas visam eliminar a pobreza rural com foco na integração econômica e social dos pequenos produtores, através do programa da Agricultura Familiar. Leia mais...

AS TECNOLOGIAS SOCIAIS E O CENÁRIO INTERNACIONAL
Nos últimos 10 anos o Brasil vem se apresentando como um país que se envolve em questões globais, demonstrando interesse em oferecer apoio aos países que enfrentam problemas socioambientais. Essa aparição geralmente surge com a oferta de soluções que foram aplicadas aqui e obtiveram resultados positivos no enfrentamento de entraves para o desenvolvimento, como a desigualdade social, o acesso à educação de qualidade e oportunidades de trabalho. Leia mais...

BID AUMENTA O ACESSO E A PRESTAÇÃO DE CONTAS COM NOVA POLÍTICA PARA QUE AS COMUNIDADES EXPRESSEM SUAS PREOCUPAÇÕES
O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) aprovou nesta semana uma nova política para estabelecer o Mecanismo Independente de Consulta e Investigação. A medida dará um maior acesso às comunidades para que expressem suas preocupações sobre os projetos financiados pelo Banco nos seus países e acompanhem a sua execução. Leia mais...

EDUCAÇÃO DIGITAL
A inclusão de recursos digitais em salas de aula ajuda a aumentar a comunicação entre estudantes e professores. Projetos desenvolvidos por meio de blogs e aulas interativas incentivam a maior participação dos alunos nas atividades escolares e proporcionam benefícios na aprendizagem. “Os alunos praticamente já nascem sabendo usar computadores e nada mais natural e importante do que os professores passarem a usar os recursos digitais para melhorar o aproveitamento da disciplina”, afirma a professora Lina Maria Braga Mendes. Leia mais...

ELETRONORTE TOCANTINS ADOTA AGENDA AMBIENTAL NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA (A3P)
Construir uma nova cultura institucional combatendo todas as formas de desperdício de recursos naturais, gerindo adequadamente os resíduos, e ainda, incluindo critérios socioambientais nos investimentos, compras e contratações de serviços dos órgãos governamentais é uma estratégia da Agenda Ambiental na Administração Pública, a A3P, que está sendo implantada na Regional da Eletronorte no Tocantins, visando ainda, sensibilizar os servidores públicos em relação aos aspectos ambientais e de melhoria da qualidade do ambiente de trabalho. Leia mais...

MUNICÍPIOS PODEM CONCORRER A RECURSOS PARA ESTIMULAR AGRICULTURA FAMILIAR
Os Municípios interessados em estimular o desenvolvimento da Agricultura Familiar entre os cidadãos podem participar de uma seleção para integrar o Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar (PAA). Neste ano, R$ 25,3 milhões serão destinados aos Municípios. Eles têm até o dia 2 de março, próxima terça-feira, para enviar a documentação ao Ministério do Desenvolvimento Social (MDS). Leia mais...

OUVIDORIA CRIA MAIS UM MEIO DE COMUNICAÇÃO COM O SERVIDOR, O CARTA-RESPOSTA
A Ouvidoria do Servidor, órgão da Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, está implantando um outro canal de comunicação com o servidor público federal. Além de e-mail, carta postal e fax, ele dispõe agora da carta-resposta, uma carta impressa padronizada, colorida, onde pode se identificar e utilizar o espaço de 12 linhas para escrever sua mensagem dirigida à Ouvidoria. Leia mais...

PROPRIEDADES EM MUNICÍPIOS DA AMAZÔNIA LEGAL SERÃO MAPEADAS
Propriedades de até 1,5 mil hectares, em 173 Municípios na Amazônia, tidos pelo governo como os que mais desmatam, deverão ser regularizadas. O ordenamento dos primeiros 100 mil imóveis – dos 296 mil – deve ser viabilizado por meio do maior serviço de georreferenciamento de terras feito no País. Leia mais...

RECICLAGEM DE LIXO
Diminuir a emissão de lixo e incentivar a coleta seletiva e a reciclagem no dia-a-dia dos catarinenses é a nova bandeira da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas CDLs de Santa Catarina (FCDL/SC) com a campanha de conscientização Recicla CDL – Educação ambiental para um futuro melhor. Leia mais...

CONFERÊNCIA PROPÕE LIBERAR DADOS PÚBLICOS
Especialistas reunidos em Brasília defendem que organizações sociais devem estimular e exemplificar a abertura de informações na internet. Leia mais...

IGUALDADE RACIAL PREMIADA
O Grupo Santander Brasil, em parceria com o CEERT - Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades, apresenta a 5ª edição do Prêmio Educar para a Igualdade Racial. O concurso é destinado à participação de escolas e professores que desenvolvem práticas de valorização étnico-racial em escolas públicas e privadas em todo o Brasil, nas categorias Ensino Infantil e Fundamental I (1ª a 4ª série). Leia mais...

JÚRI DEFINE OS 20 PREMIADOS DO PRÊMIO ODM 2009
O júri da 3ª edição do Prêmio ODM Brasil definiu, nessa quinta-feira (25), a lista das 20 práticas vencedoras. A cerimônia de premiação está prevista para segunda quinzena de março. Leia mais...

SEMINÁRIO INTERNACIONAL SOBRE GLOBALIZAÇÃO E TERRITÓRIO
Entre os dias 26 e 29 de outubro de 2010 ocorrerá na cidade de Mendonza/Argentina o XI Seminário Internacional da rede de pesquisadores sobre globalização e território e a IV oficina de editores da rede iberoamericana de editores de revistas. Os interessados poderão enviar os resumos de trabalhos entre os dias 1 a 31 de março. Leia mais...

SCHUMPETER E A DISPUTA ELEITORAL COMO NÚCLEO DA DEMOCRACIA
O economista Joseph Schumpeter foi um dos pensadores do século XX que procurou formular um conceito operacional de democracia. A palavra “democracia” é passível de infinitas definições. Na maioria dos casos, as definições originadas na filosofia política, referem-se à democracia como uma forma ideal de regime político, sem paralelo com a realidade concreta, apenas um conjunto de valores abstratos. Leia mais...

CIDADE ADMINISTRATIVA INOVA NA GESTÃO
Até o final de outubro todos os servidores estaduais serão transferidos para a Cidade Administrativa. Concepção do novo espaço facilita a gestão de projetos. Leia mais...

LIXO SE TORNA ALTERNATIVA DE ENERGIA NO BRASIL

sexta, 26 de fevereiro de 2010, às 07h 32min



O Programa Cidade & Soluções trás alternativas de uso do lixo e como o aproveitamento tem gerado recursos financeiros.
 
A responsabilidade pela gestão de resíduos sólidos é da prefeitura e cabe ao prefeito gerenciar todo o processo e prover soluções de caráter social e ambiental.

Conheça também algumas aplicações inteligentes para o biogás.
 
Acesse o programa na web pelo link:
http://globonews.globo.com

TELECENTROS.BR

quinta, 25 de fevereiro de 2010, às 06h 21min

PREFEITURAS PODEM CONCORRER EM EDITAL DO GOVERNO FEDERAL PARA INCLUSÃO DIGITAL

As entidades públicas e privadas sem fins lucrativos interessadas em participar do Programa Telecentros.Br têm 30 dias para apresentar suas propostas ao Governo Federal. Foi publicado nesta quarta-feira, dia 24 de fevereiro, no Diário Oficial da União, o edital com as regras do Programa que apoiará a implantação de três mil novos centros gratuitos de acesso à internet e ajudará o fortalecimento de outras cinco mil unidades em todo o país.

Todas as prefeituras devem conferir o edital publicado no Diário Oficial da União desta quarta-feira, seção 3, pgs. 130 a 135. O Aviso de Seleção Pública de Parcerias MP/MCT/MC Nº1/2010 diz quais regras devem ser seguidas por entidades públicas ou privadas sem fins lucrativos que querem participar da implantação e manutenção de telecentros. Com base no edital, os interessados poderão apresentar propostas que vão ser examinadas pela Coordenação do Programa, composta pelos Ministérios do Planejamento, das Comunicações e da Ciência e Tecnologia.

O Programa Nacional de Apoio à Inclusão Digital nas Comunidades - Telecentros.BR – pretende investir cerca de R$ 165 milhões na aquisição de equipamentos e mobiliário (R$ 64 milhões), no oferecimento de conexão em banda larga (R$ 27 milhões), na concessão de bolsas para formação de monitores (R$ 57,96 milhões) e na implantação de uma Rede de Formação (16 milhões).

As entidades com propostas aprovadas poderão receber kits com 10 computadores novos e mobiliário; kits de 5 ou 10 computadores recondicionados; além conexão à internet banda larga. Também estão previstas bolsas para jovens monitores no valor de R$ 484,01 (a quantia pode ser dividida em duas, para atendimento de dois jovens no mesmo telecentro) e participação no curso oferecido pela Rede Nacional de Formação para Inclusão Digital, a ser constituída especialmente para o Programa.

As aquisições e a distribuição dos bens e serviços aos telecentros aprovados pela Coordenação do Programa serão feitas de maneira centralizada pelo governo federal, sem repasse de recursos às entidades. As bolsas serão pagas pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e a conexão ficará sob a responsabilidade do Ministério das Comunicações, que também ofertará os equipamentos de informática novos e mobiliário.

Ao Ministério do Planejamento, coordenador executivo do Programa, caberá a oferta de computadores recondicionados, em especial para a ampliação do acesso nos telecentros já em funcionamento. Também deverá constituir a Rede Nacional de Formação responsável pela formação dos bolsistas, além de receber as propostas e fornecer orientações sobre os procedimentos de inscrição. As mesmas podem ser obtidas no endereço de Internet www.inclusaodigital.gov.br/telecentros.

A coordenadora executiva do Programa no Ministério do Planejamento, Cristina Mori, explica que os projetos apoiados devem oferecer acesso livre e gratuito a todo cidadão; funcionar no mínimo 30 horas semanais; ter o espaço adequado e arcar com a sua manutenção (incluindo água, energia elétrica, segurança e limpeza). Devem ainda constituir um conselho ou comitê, com participação da comunidade, para acompanhar as atividades do telecentro e estabelecer as regras de uso de acordo com a realidade local, entre outras diretrizes.

A qualificação e expansão da atual rede de telecentros constituem importante contribuição para incluir no universo digital aquela população que ainda não dispõe de renda para comprar computador e conectar-se à internet, de acordo com o coordenador dos programas de inclusão digital do governo federal, com Cezar Alvarez.

Ele destaca ainda o papel da Rede de Formação na capacitação dos telecentros, cujo trabalho articulado com os bolsistas permitirá melhorar a gestão dos espaços e, principalmente, estimular processos de formação e de desenvolvimento de conteúdos digitais pelas próprias comunidades.

Segundo Cristina Mori, além de proporcionar o acesso às tecnologias, as comunidades atendidas poderão utilizar os telecentros para potencializar os programas sociais dos governos municipais, estaduais e de programas sociais federais. Será priorizado o apoio a telecentros localizados nas áreas de atuação das seguintes políticas federais prioritárias:
  • Territórios da Cidadania (Ministério do Desenvolvimento Agrário);
  • Territórios de Paz/ Pronasci (Ministério da Justiça);
  • Territórios ou unidades de atendimento a povos indígenas (FUNAI);
  • Comunidades quilombolas, ciganas e de terreiros (Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial/PR);
  • Territórios da Pesca (Ministério da Pesca e Aquicultura);
  • Espaços Prioritários da Política Nacional de Desenvolvimento Regional - PNDR (Ministério da Integração Nacional);
  • Áreas de interesse ambiental e Salas Verdes (Ministério do Meio Ambiente);
  • Áreas de investimento em infraestrutura social e urbana do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC e de programas de habitação de interesse social do Ministério das Cidades;
  • Pontos de Cultura (Ministério da Cultura);
  • Áreas de vulnerabilidade em que estejam localizados Centros de Referência em Assistência Social – CRAS e Centros de Referência Especializados de Assistência Social – CREAS (Ministério do Desenvolvimento Social); e
  • Organismos vinculados ao Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra a Mulher (Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres – SPM/PR), entre outras ações já em desenvolvimento.
Confira aqui o edital na íntegra:
www.inclusaodigital.gov.br/inclusao/telecentros

Fonte: Portal Federativo com informações do www.softwarepublico.gov.br. em 24.02.2010

NOVOS ATLETAS

quarta, 24 de fevereiro de 2010, às 05h 52min

JOVENS ESPORTISTAS TERÃO AULAS E LOCAL ESPECIAL PARA TREINAMENTO


Aulas de futebol, basquete, atletismo, natação e outras modalidades serão ofertadas para cerca de 5 mil crianças e jovens em todo o País, nos campi dos institutos federais de educação, ciência e tecnologia. Com a intenção de descobrir talentos do esporte e oferecer oficinas gratuitas em quadras poliesportivas, o programa Segundo Tempo nos Institutos Federais foi lançado oficialmente ontem, segunda-feira, em solenidade na capital federal. O Segundo Tempo é fruto de uma parceria entre os ministérios da Educação e do Esporte.

O público do programa será a comunidade onde estão localizadas as escolas da rede federal. Os institutos federais entram com a infraestrutura e com professores de educação física. Já o Ministério do Esporte capacita os professores e fornece material esportivo.

Cada núcleo do programa Segundo Tempo funcionará em um campus de instituto federal e receberá do Ministério da Educação até R$ 300 mil para equipar seus espaços poliesportivos. Em contrapartida deve oferecer, no mínimo, três modalidades de esporte, sendo duas coletivas e uma individual.

Os institutos federais interessados em participar do programa devem encaminhar propostas à Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do Ministério da Educação, até o dia 19 de março. O edital de chamada pública para adesão dos campi estabelece o limite de 50 núcleos esportivos. Cada estabelecimento deve atender a 100 pessoas. Também está prevista a contratação de monitores que receberão bolsas de estudos.

Olheiros – Uma das novidades do programa é que os professores de educação física dos institutos federais serão capacitados para descobrir talentos. Os jovens que forem considerados de alto rendimento ganharão bolsas de incentivo do Ministério do Esporte. “Com esse programa temos mais uma prova da inclusão social que os institutos trazem para suas comunidades”, afirmou Eliezer Pacheco, secretário de educação profissional e tecnológica do MEC. A rede conta com 38 institutos federais e mais de 280 campi em todos os estados.

Fonte: Portal Federativo em 23.02.2010.

POLÍCIA DE RESULTADOS

terça, 23 de fevereiro de 2010, às 08h 08min

Polícia Federal passa por choque de gestão para evitar desperdício e assume metas de desempenho e prestação de serviços como as adotadas por grandes empresas em todo o mundo.

Na capital do desperdício, um plano de gestão vira pelo avesso a rotina do principal órgão de segurança do país. Com 14 mil servidores e orçamento anual de R$ 4,5 bilhões, a Polícia Federal (PF) resolveu funcionar como as maiores empresas privadas do mundo, estabelecendo metas a serem cumpridas e controlando gastos. Na nova filosofia, estão sob vigília desde o número de inquéritos instaurados ao uso de copinhos plásticos.

Expressão batida no universo empresarial, os efeitos do chamado choque de gestão ainda são raros no serviço público de Brasília. No caso da PF, um planejamento estratégico começou a ser implantado há três anos, mas ganhará em 2010 ajustes externos. A partir de 26 de março, uma carta de serviços será endereçada aos brasileiros, disponibilizada no site da PF. No documento, a corporação se compromete com o cumprimento de ações e prazos, como a entrega de passaportes em no máximo cinco dias. Se o cidadão não estiver satisfeito, terá à disposição um serviço de atendimento para encaminhar reclamações.

Diretor-geral da PF, o gaúcho Luiz Fernando Corrêa garante que esse call center vai funcionar:

– Será uma das maneiras de medir a nossa eficiência. A nossa razão de ser tem que estar clara no dia a dia.

Ex-secretário nacional de Segurança Pública, Corrêa assumiu o comando em 2007, no auge das megaoperações. Junto ao público externo, a PF gozava de credibilidade, mas, na coxia da administração, ele deparou com uma estrutura em crise. Ao renovar, por exemplo, um empréstimo internacional franco-alemão, Corrêa não entendeu por que as áreas de perícia e inteligência estavam comprando o mesmo equipamento. O diagnóstico: não havia comunicação entre os setores.

– Estávamos gastando mal. A regra era a gestão reativa, sem planejamento. Se aparecia um problema, fazíamos puxadinhos na estrutura da polícia – compara.

Uma das metas passou a ser a qualidade da prova, como forma de evitar as prisões inócuas. As superintendências receberam orientação para dar prioridade às prisões preventivas, que exigem investigações mais apuradas. Neste indicador, a eficiência passou de 60% para 75%.

– Os índices de desempenho são importantes. No setor público, pouca coisa era medida. E o que não se mede, não se gerencia – alerta Welerson Cavalieri, consultor líder de projetos do Instituto de Desenvolvimento Gerencial, uma das empresas mergulhadas no projeto de gestão da PF.

Com jeito de empresa privada: alguns indicadores de eficiência da PF:
  • Prioridade às prisões preventivas
  • Percentual de inquéritos relatados frente aos instaurados
  • Indiciamentos e condenações na Justiça
  • Redução nos custos de contratos (luz, passagens aéreas, combustível, material de escritório)
O INDG presta consultoria para Estados e órgãos públicos em Brasília, como Polícia Federal e Banco Central. Confira algumas dificuldades normalmente encontradas no serviço público:
  • Baixa autoestima dos servidores
  • Pouca motivação
  • Chefia com prazo de validade
  • Interferência política no quadro de chefia
  • Baixa remuneração
Na Polícia Federal, no entanto, o consultor Welerson Cavalieri, do INDG, afirma que não encontrou esses problemas. Segundo ele, o órgão se aproxima mais das características da empresa privada, com uma diretoria colegiada e envolvimento dos líderes no projeto.

Fonte: Site do INDG, por Jornal Zero Hora - RS (14/02/2010).

CEPAM E O CURSO TÉCNICO EM GESTÃO PÚBLICA

sexta, 19 de fevereiro de 2010, às 05h 32min

MERCADO DA GESTÃO PÚBLICA
O curso técnico em Gestão Pública, que começa a partir do dia 18 de fevereiro, na nova Etec Cepam, pode ter um significado mais amplo não só para seus alunos e professores, como também para a sociedade.

“Trata-se de qualificação relevante para o aperfeiçoamento da gestão das cidades que pode contribuir para melhorar as condições da vida dos cidadãos no futuro”, observa Felipe Soutello, presidente do Cepam.

As possibilidades de atuação profissional desses primeiros 80 futuros técnicos em Gestão Pública são muitas. A principal será a prestação de serviços para os setores públicos municipal, estadual e federal, mas o terceiro setor e até mesmo o setor privado têm interesse por profissionais com esse perfil.

Na visão de Arnaldo Gobetti, coordenador de planejamento da Companhia Brasileira de Projetos e Empreendimentos (Cobrape), uma empresa de engenharia que presta serviços para o Poder Público. "Esse tipo de curso é fundamental para o setor privado, pois precisamos de técnicos que compreendam as relações entre o Estado e o governo. Esse conhecimento também contribui para maior transparência nas ações que envolvem os dois setores”, acredita Gobetti.

Para o prefeito de Sorocaba, Vitor Lippi, a criação da Etec é uma boa notícia e chega numa boa hora. “Fico muito satisfeito em saber desse curso, porque esses profissionais são uma necessidade das prefeituras, das secretarias de Estado e, principalmente, do País. Trabalhei durante oito anos como secretário de Saúde, sou prefeito há cinco, e estou enfrentando o desafio de ser um gestor público de uma cidade com mais de 600 mil habitantes. Uma das principais pendências do setor público é ter pessoas preparadas para melhorar a gestão pública”, acrescenta Lippi.

“Durante os encontros entre prefeitos e gestores públicos, sempre comentamos que o melhor resultado acontece quando o gestor público, ou o administrador público, utiliza as ferramentas de gestão”, ressalta o prefeito.

Vitor Lippi citou também um trabalho recente feito com o Cepam: “Sorocaba já fez importante parceria com o Cepam em gestão pública e nossos alunos, nossos funcionários, estão muito satisfeitos em aprender mais. E quem ganha com isso, sem sombra de dúvida, é a nossa população”.

Com relação ao terceiro setor, o coordenador de projetos da organização não governamental Transparência Brasil, Fabiano Angélico, reforçou a necessidade de se avançar na gestão pública: “Um curso como este é fundamental para que o terceiro setor receba pessoas qualificadas. Acredito que as ONGs são uma interessante oportunidade de mercado de trabalho. O Brasil é um país com uma classe média crescente, e são exatamente nesses movimentos de classe média que surgem as ONGs, que vão precisar de pessoas que compreendam os mecanismos do Poder Público para poder atuar”, finaliza.

As aulas da Etec, que acontecerão no Centro de Referência de Gestão Pública, junto ao prédio do Cepam, na Cidade Universitária, começam no dia 18 de fevereiro, com duas turmas, uma matutina, e outra noturna, com 40 alunos cada.

Fonte: CEPAM em 19.02.10.

MAIS GASTOS, MAIS GENTE E MENOS DESENVOLVIMENTO

quinta, 18 de fevereiro de 2010, às 07h 10min

É indiscutível que a máquina estatal brasileira abriga contingente de servidores e de mão de obra terceirizada que supera as necessidades operacionais da administração. O organograma do governo federal, aqui entendido o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, propicia enorme dispersão da força de trabalho. São incontáveis os órgãos paralelos ou superpostos chamados a realizar funções idênticas. Segue daí que a simples eliminação da anomalia reduziria de forma significativa os postos burocráticos. Agrava a situação o contributo dos oportunismos políticos para a elefantíase que acomete o estamento governamental.

Mas o diagnóstico não serve para induzir reações sensatas quando se trata de aumentar os quadros nas serventias administrativas. Não está em causa exigir do gestor público que renuncie ao dever, ante insuprível carência de pessoal, de abrir espaço para ingresso de novos funcionários, embora antes seja indispensável utilizar os existentes de forma racional. Inadmissíveis são os critérios, melhor seria dizer, os descritérios que costumam presidir decisões do gênero. Decisões, convém explicar, que conduzem a exageros, no caso, inexplicáveis.

Com a mão no Orçamento Geral da União, o Executivo pode a qualquer momento autorizar a admissão de 58.577 servidores este ano. É bem certo que, para contornar gastos de escasso proveito político, o governo concebe a peça orçamentária como simples lei autorizativa. Em outras palavras: não está obrigado a executá-la. Mas não há caso em que tal entendimento tenha sido aplicado para reduzir os gastos correntes da administração, sobretudo os da rubrica pertinente às despesas de pessoal.

Mesmo com o desconto de que 21.507 do total de vagas abertas se destinam às Forças Armadas, ainda assim sobra a soma considerável de 37.270 para os serviços civis. É muito, sobretudo quando se considera que, no atual governo, além do corpo efetivo, militam mais de 25 mil servidores comissionados, grande parte admitida para atender a indicações políticas.

O excessivo peso da carga tributária sobre as relações econômicas figura entre as causas que inibem adequados investimentos de risco na expansão do desenvolvimento. E assim é porque as despesas de custeio do governo, sempre em ascensão, precisam ser cobertas pela incidência dos impostos. O potencial de crescimento do país se vê oprimido, com prejuízos para todos os brasileiros. Entre muitos, a baixa oferta de empregos e a reduzida distribuição da renda.

A escalada na política de engorda das repartições públicas, nos termos previstos no Orçamento da União, vai custar ao contribuinte R$ 12,425 bilhões este ano, entre o pagamento dos novos servidores e os reajustes de salários. Mas o cenário poderá ser outro, se o governo desistir, pelo menos, de inchar tanto o aparelho estatal. Mas, em ano de eleição, é muito provável que os interesses eleitoreiros não abram passagem ao bom senso.

Fonte: Correio Braziliense em 16/02/2010.

LIVRO PARTICIPAÇÃO E DESENVOLVIMENTO LOCAL

quarta, 17 de fevereiro de 2010, às 06h 42min

Participação e desenvolvimento local constituem, hoje, conceitos centrais no debate público acerca do quadro de exclusão social que persiste no país. Estes dois conceitos sintetizam o pressuposto de que o conceito de desenvolvimento é bem mais amplo que o mero crescimento econômico, e envolve aspectos abrangentes de qualidade de vida do indivíduo.

A concretização da promoção do desenvolvimento local e da maior participação popular demanda uma nova forma de gestão pública. Isso não implica somente em reformas administrativas, mas, em primeiro lugar, na qualificação da relação entre o poder público e a sociedade.

Dentro deste objetivo, o Governo do Rio Grande do Sul, em parceria com o Governo Alemão, através da Sociedade Alemã de Cooperação Técnica, implementou quatro projetos para testar novos instrumentos que contribuíram para o desenvolvimento local sustentável, tanto no meio rural, como no urbano. Os eixos principais de trabalho são a promoção da organização comunitária, a introdução de processos participativos de planejamento e outras inovações na gestão pública, o fortalecimento de fluxos econômicos locais e a gestão ambiental.

Esta publicação representa a síntese teórica e prática de experiências de mais de uma década, destacando, através de breves descrições, os produtos obtidos. Desta forma, o aprendizado prático apresentado, é uma fonte rica de inspiração para todas as pessoas envolvidas na promoção de processos de desenvolvimento local.

Os autores:

Markus Brose é Engenheiro Agrônomo pela Gesamthochschule Kassel/Alemanha; Mestre em Gestão Pública pela Universidade de Londres; Doutorando em Sociologia da Universidade de Osnabrück/Alemanha; Consultor da Sociedade Alemã de Cooperação Técnica – GTZ no âmbito do Programa Prorenda de Desenvolvimento Local no Rio Grande do Sul; Fundador e atual presidente da Participe – Associação Brasileira para Promoção da Participação.

Jutta Barth é socióloga, formada na Universidade de Bielefeld/Alemanha com mestrado na Universidade de Londres em Gestão e Políticas Públicas. Atua como consultora da GTZ desde 1998 no Brasil. Com amplas experiências na cooperação internacional, as suas principais áreas de trabalho são o desenvolvimento organizacional, planejamento estratégico participativo, gestão de processos e o desenvolvimento local sustentável.

Maiores informações com a editora: http://www.editorasulina.com.br

Fonte: Editora Sulina.

AÇÕES NA AMAZÔNIA

segunda, 15 de fevereiro de 2010, às 06h 01min

O Ministério do Meio Ambiente e a Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) vão ampliar a implementação de ações para promover o desenvolvimento sustentável da Amazônia. A parceria alia as estratégias do Macrozoneamento Ecológico Econômico da Amazônia Legal (MacroZEE) ao Plano Regional de Desenvolvimento da Amazônia (PRDA) na busca por um novo modelo de produção na região que valorize a população e a floresta em pé. A parceria vai seguir as diretrizes do Programa Amazônia Sustentável (PAS).

Segundo o diretor de Zoneamento Territorial do MMA, Roberto Vizentin, o MacroZEE vai territorializar a Amazônia. "O PAS define, por exemplo, que é preciso ampliar os sistemas agroflorestais, mas não indica onde isso vai acontecer. Já o MacroZEE territorializa a política, indicando onde essa diretriz pode ser implementada", explica.

O MacroZEE divide a região da Amazônia Legal em 10 unidades territoriais, com a indicações das melhores estratégias de desenvolvimento sustentável para cada área, de acordo com suas características sociais, econômicas e ambientais de cada uma. As ações podem afetar as 23 milhões de pessoas que vivem na Amazônia Legal.

(mapa com as 10 unidades - www.mma.gov.br/img)

De acordo com Vizentin, essa divisão leva em consideração os diferentes problemas para encontrar soluções diferenciadas.

Já o PRDA vai seguir as estratégias do MacroZEE para elaborar programas e projetos concretos de investimento e fomento da atividade produtiva sustentável, em cada uma das 10 unidades territoriais.

Essa parceria de implementação de ações seguindo as três políticas vai permitir que o Brasil alcance suas metas de desenvolvimento sustentável da região, aliada à redução do desmatamento, viabilização da economia sustentável, criação de emprego valorizando a população local.

"O alinhamento do PAS com o MacroZEE e o PDRA representa um movimento sinérgico de transição para a sustentabilidade da Amazônia", ressaltou Vizentin.

Na última semana, representantes do MMA, Sudam, Banco da Amazônia e Superintendência da Zona Franca de Manaus se reuniram em Belém para fechar essa parceria.

O coordenador de planos de desenvolvimento, Adagenor Ribeiro enfatizou a importância de compatibilizar esses instrumentos de desenvolvimento com grande impacto regional, que poderão trazer bons frutos para a Amazônia Legal.

A articulação do MMA com a Sudam é prevista no texto do MacroZEE, em consulta pública na internet. Ainda será discutido um modelo de gestão para parceria, a fim de garantir a execução das ações. "A parceria é mais um passo decisivo para a construção do MacroZEE como referência estratégica para o desenvolvimento sustentável da região", afirmou Vizentin.

Consulta Pública
Em consulta pública desde 27 de janeiro, o MacroZEE propõe um novo modelo de exploração dos recursos naturais e do uso do solo da região amazônica. O texto é resultado de quatro anos de discussões, com a participação de 14 ministérios e governos locais. Mesmo antes de colocar o texto em consulta pública, a sociedade já tinha espaço para opinar sobre o MacroZEE nas chamadas "mesas de diálogos".

No próximo dia 19 de fevereiro, em Belém, o MMA e Embrapa reunirão a população e especialistas para aperfeiçoar o MacroZEE. Também está prevista para o final deste mês uma reunião no Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília para discutir o documento.

Fonte: Agenda Sustentável, por Carlos Américo/MMA em 10.02.2010.

NOTAS DA SEMANA

sábado, 13 de fevereiro de 2010, às 07h 55min

ARTIGO / A EDUCAÇÃO NA BERLINDA
O autor apresenta um panorama do desempenho da educação no Brasil, comparativamente com os países do mundo e em especial da América Latina. Segundo a Transparência Municipal, a responsabilidade pelo ensino infantil é do Município. Mas, e os recursos? Leia mais…

ARTIGO / REAJUSTE DE SERVIDOR EM ANO ELEITORAL
Em resposta a consultas de entidades de servidores públicos federais, preocupadas com as limitações das leis - Eleitoral, de Responsabilidade Fiscal (LRF) e de Diretrizes Orçamentária (LDO) - quanto ao prazo a partir do qual é proibido promover atualização de salário, o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) resolveu elaborar um rápido esclarecimento acerca da matéria. Leia mais…

BOAS PRÁTICAS NA SAÚDE INFANTIL
Um modelo de tratamento direcionado a crianças menores de três anos, vítimas de traumatismos, desenvolvido em conjunto entre a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo, por meio do Conjunto Hospitalar de Sorocaba, e a Universidade de Medicina de Harvard (EUA), garante mais precisão nos diagnósticos e economia para hospitais. Leia mais…

ABM PROPÕE ATUALIZAÇÃO DA LEI DE LICITAÇÕES EM DEFESA DOS PEQUENOS MUNICÍPIOS
Corrigir uma inadequação na Lei de Licitações e Contratos Administrativos, considerando a realidade administrativa e socioeconômica dos pequenos e médios municípios brasileiros. Esse é o pleito da Associação Brasileira de Municípios - ABM, encaminhado nesta quarta-feira (10/02) ao Congresso Nacional, a Secretaria de Assuntos Federativos da Presidência da República e ao SEBRAE Nacional. Leia mais…

ARTIGO / DEMOCRACIA PARTICIPATIVA, POSSIBILIDADES E RISCOS
Segundo o autor, a democracia participativa em Municípios de grande porte demográfico não necessariamento espelham a vontade coletiva, dependendo do grau de envolvimento da comunidade no acompanhamento das ações da administração pública. Leia mais…

ARTIGO / DÍVIDA PÚBLICA: ANTIGAS E NOVAS VULNERABILIDADES
O autor mostra quais são as diferenças e as vulnerabilidades das finanças públicas com a dívida em momentos formatos distintos da economia. Leia mais…

ARTIGO / É HORA DE REVER A LEI COMPLEMENTAR Nº 24
O artigo mostra os efeitos da guerra fiscal promovida pelos Estados com o ICMS. As quedas de arrecadação acabam prejudicando os Municípios, vez que recebem 25% do imposto. Leia mais…

GOVERNO FEDERAL COMPRA MAIS DE R$ 14 BILHÕES DE MICRO E PEQUENAS EMPRESAS
Os números se referem ás aquisições feitas em 2009 e superam em mais de R$ 6 bilhões os valores de 2008; desde 2006, quando entrou em vigor a Lei geral da Micro e Pequena Empresa, até 2009, o crescimento superou 500%. Leia mais…

ARTIGO / INCENTIVOS FISCAIS PARA A INOVAÇÃO TECNOLÓGICA
Não é de hoje que beneficios fiscais são concedidos com recursos partilhados entre a União e os Estados e Municípios. É o hábito de se fazer cortezia com o chapeu alheio. Leia mais…

PANORAMA ECONÔMICO PARA OS MUNICÍPIOS
O crescimento forte da economia este ano, em tese, reforçará os cofres públicos em todas as esferas de poder, mas no âmbito municipal não se vê o mesmo otimismo do governo federal em relação ao cenário de 2010. A Confederação Nacional dos Municípios fez projeções já com base na arrecadação do Fundo de Participação de Municípios (FPM) em janeiro. E concluiu que a recuperação não é líquida e certa. Leia mais…

PELA PRIMEIRA VEZ NA AMÉRICA LATINA, FÓRUM URBANO MUNDIAL DEVE REUNIR 15 MIL PESSOAS NO RIO
Cerca de 15 mil pessoas de mais de 160 países devem participar, entre os dias 22 e 26 de março, no Rio de Janeiro, do 5º Fórum Urbano Mundial. Os debates que integrarão esta edição do evento, organizado pelo Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (UN-Habitat), terão como tema central O Direito à Cidade: Unindo o Urbano Dividido”, incluindo questões como acesso à moradia, diversidade cultural, governança, participação social e urbanização sustentável. Leia mais…

SETOR PRIVADO PODERÁ PARTICIPAR DE MELHORIA DA GESTÃO PÚBLICA
A Câmara analisa o Projeto de Lei 6537/09, do deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), que permite a realização de parcerias entre o setor público e a iniciativa privada para melhorar a gestão pública no País. Segundo o texto, as empresas que investirem em projetos de melhoria e modernização da gestão pública terão dedução do Imposto de Renda. Leia mais…

VEM AÍ A ETEC CEPAM
Para os 80 alunos que passaram no Vestibulinho Etec e farão parte das duas primeiras turmas da Etec Cepam de Gestão Pública, as novidades prometem ir além de apenas fazer parte da primeira escola do tipo no País. Leia mais…

MOSTRA NACIONAL DISCUTIRÁ POLÍTICAS E PROGRAMAS DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL

sexta, 12 de fevereiro de 2010, às 04h 24min


A II Mostra Nacional de Desenvolvimento Regional, que será realizada pelo Ministério da Integração Nacional, em Florianópolis, de 10 a 14 de março, terá em sua programação palestras e apresentações institucionais sobre políticas e programas de desenvolvimento regional.

No primeiro dia do evento (10/03), haverá palestras com representantes do Ministério do Desenvolvimento Social; da Secretaria de Arranjos Produtivos e Inovativos e Desenvolvimento Local, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); do governo do Estado de Santa Catarina; do Ministério da Pesca e Aqüicultura; do Banco do Brasil; e da Comissão Econômica para América Latina e o Caribe (Cepal).

No dia 11 de março, o diretor de Políticas da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação, Luiz Augusto Caldas Pereira, falará sobre o tema Política de Educação Profissional e Tecnológica e Desenvolvimento Regional. O presidente Executivo da Fundação Odebrecht, Maurício Medeiros, apresentará o Programa de Desenvolvimento Integrado e Sustentável do Baixo Sul da Bahia. Ainda haverá apresentações do Ministério do Desenvolvimento Agrário e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (Sebrae).

Em breve será lançado o site oficial da II Mostra Nacional de Desenvolvimento Regional, com todas as informações necessárias para os participantes. A programação preliminar está disponível no link http://www.mi.gov.br/programasregionais/eventos/.
 
Fonte: Ministério da Integração Nacional em 11.02.2010.

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