Que tal um Simulado de Período Simples?

sábado, 16 de janeiro de 2010, às 16h 25min

Leia o texto a seguir para responder aos itens de 1 a 50.

Uma pesquisa recente, feita entre os cem homens mais influentes do país, revelou que 42% dos integrantes da elite brasileira acham que “investir em educação” constitui o melhor caminho para mudar o Brasil e acabar com a miséria, e que a “valorização” é aquilo que os países do primeiro mundo têm de mais admirável. O problema é que, de todos os índices degradantes que compõem a radiografia do Brasil, a educação talvez seja o mais vergonhoso.
O Brasil tem 19,7 milhões de analfabetos com mais de 14 anos. Dos 137,3 milhões que sabem assinar o próprio nome, 60% (ou cerca de 90 milhões) são “analfabetos funcionais” – incapazes de escrever, por exemplo, uma carta.
A educação é um dos três indicadores de progresso que medem o “Índice de desenvolvimento humano” de um país, de acordo com a ONU. Os outros dois são renda per capita e expectativa de vida – e em ambos a colocação do Brasil é lastimável.
O país da desigualdade. In: História do Brasil. Folha de S. Paulo, p. 295 (com adaptações).
Texto retirado da prova do STJ, 1999.


Julgue os itens.

1) A forma verbal “revelou” tem sujeito simples.
2) O núcleo do sujeito do verbo “acham”, linha 04” é “integrantes”.
3) A forma verbal “constitui”, linha 05, tem como sujeito simples o termo “o melhor caminho”.
4) “têm”, linha 09, possui sujeito indeterminado pela desinência verbal de terceira pessoa do plural.
5) O pronome relativo “que”, linha 17, é o sujeito simples do verbo “sabem”.
6) O sujeito de acabar, linha 07, é inexistente.
7) A oração “para mudar o Brasil”, poderia ser trocada para: para que se mude o Brasil; passando, assim, a ter sujeito indeterminado com índice de indeterminação do sujeito (se).
8) “renda per capita e expectativa de vida”, linhas 26 e 27, é o sujeito composto da forma verbal “são”, linha 26.
9) Em “Uma pesquisa recente ... revelou...” temos um exemplo de predicado verbo-nominal.
10) O primeiro parágrafo do texto possui exemplos de predicados nominais.
11) Em “ ... que os países do primeiro mundo têm de mais admirável”, linhas 08/10, percebemos um exemplo de predicado verbo-nominal.
12) O segundo parágrafo possui 4 orações, todas com predicado verbal.
13) “... que medem o ‘índice de desenvolvimento humano’” é uma oração que possui predicado verbo-nominal.
14) A última oração do texto está na voz passiva e possui predicado verbal.
15) No início do texto, “uma” e “recente” são adjuntos adnominais da palavra pesquisa.
16) “da elite brasileira”, linha 04, é complemento nominal da palavra “integrantes”.
17) “melhor”, linha 06 é aposto da palavra caminho.
18) “aquilo”, linha 08, funciona como predicativo do sujeito.
19) Na linha 11, “todos”, “os” e “degradantes” são adjuntos adnominais da palavra “índices”.
20) A palavra “talvez”, linha 13, funciona como adjunto adnominal da palavra “educação”.
21) No segundo parágrafo, “incapazes de escrever, por exemplo, uma carta” funciona como aposto do termo anterior.
22) O termo “analfabetos funcionais”, linha 20, é predicativo do termo “60%”, linha 18, sendo que só o termo “funcionais” é adjunto adnominal da palavra “analfabetos”.
23) “próprio”, linha 18, é predicativo da palavra “nome”.
24) Em “elite brasileira”, linha 04, elite é o núcleo do termo e “brasileira” é o adjunto adnominal.
25) “de progresso”, linha 23, é o complemento nominal da palavra “indicadores”.
26) A palavra “um”, linha 22, é o núcleo do predicativo do sujeito.
27) No termo “dos três indicadores”, linhas 22/23, temos dois adjuntos adnominais da palavra “indicadores”.
28) “de acordo com a ONU”, último parágrafo, é aposto da palavra país.
29) “de um país”, linha 25, é complemento nominal do adjetivo “humano”.
30) “de desenvolvimento”, último parágrafo, é complemento nominal da palavra “índice”.
31) “um”, linha 25, é numeral e funciona como aposto da palavra “país”.
32) “dois”, linha 26, é o adjunto adnominal da palavra “outros”.
33) “do Brasil”, linha 28, é adjunto adnominal da palavra “colocação”.
34) “lastimável”, última palavra do texto, é predicativo do sujeito.
35) No rodapé, vemos o termo escrito “Folha de S. Paulo”, se incluíssemos o termo jornal antes, teríamos o primeiro termo como aposto, pois é o nome do jornal.
36) “feita”, linha 01 é verbo no particípio.
37) “entre os cem homens mais influentes do país” é objeto indireto.
38) “acham”, linha 04, é verbo transitivo direto.
39) “revelou”, linha 03, é um verbo intransitivo.
40) “tem”, início do segundo parágrafo é um verbo transitivo direto e tem como objeto direto o termo “19,7 milhões de analfabetos”.
41) “medem”, linha 23 é verbo transitivo direto e indireto, tendo como objeto indireto o termo “de acordo com a ONU”, linhas 25/26.
42) “de mais admirável”, linhas 09/10, é objeto indireto.
43) O primeiro verbo do terceiro parágrafo do texto é um verbo de ligação.
44) A última oração do segundo parágrafo do texto possui verbo transitivo direto e indireto.
45) Se incluíssemos o termo caros ouvintes, entre vírgulas, depois da palavra “tem”, linha 15, aquele teria a função sintática de vocativo.
46) “para mudar o Brasil”, linha 06, funciona como adjunto adverbial do verbo “constitui”, linha 05.
47) “mais”, linha 13, é um termo que funciona como adjunto adverbial de intensidade.
48) “primeiro”, linha 09, é um adjunto adverbial que indica quantidade.
49) “vergonhoso”, fim do primeiro parágrafo, é um adjetivo que tem “mais” como adjunto adverbial.
50) “do Brasil”, fim do texto, é um adjunto adverbial de lugar.

"Eu sou o Verbo"

segunda, 11 de janeiro de 2010, às 07h 25min


Deus, quando da criação do mundo, disse ser o Verbo. Que importância tem o verbo, a palavra, a linguagem!!! Não! Não é uma pergunta. É uma afirmação! Deus poderia dizer que era a imagem - como quereriam os publicitários - , mas ele se disse como verbo.

O poder da palavra bem dita movimenta mundos. Gandhi conseguiu, apenas com protestos pacíficos e com a palavra, libertar a Índia da Inglaterra - sem violência, guerras. Ele ainda fora recebido com honrarias de chefe de estado na própria Inglaterra.

Martin Luther King libertou os negros americanos pela segunda fez, mas da escravidão velada e distinção pública que os negros sofriam de toda a sociedade, sem violência, apenas com as palavras.

São inúmeros exemplos de que o homem pode mais quando opta por influenciar o mundo de uma maneira mais sólida. com o poder de Deus: o verbo.

Há exemplos do mau uso desse poder, como no caso do nazismo alemão. Porém, ter póder é assim mesmo, você escolher como usá-lo.

Portanto, domine a palavra, domine o verbo, e você conseguirá chegar bem longe. Interpretar bem um texto, saber suas nuances e suas variações, saber usar as palavras faz de você uma pessoa mais ativa, menos vunerável aos desmandos de quem está no poder, não cai fácil em golpes. Tamanha é a importância do interpretar que faz parte dos índices de desenvolvimento dos países o fato de a população ser bem instruída.

Recicle-se, renove sempre seu conhecimento. Torne-se uma pessoa que influencia o mundo com suas palavras e não o que é dominado.
 
Professor Diego Amorim

Auditor Fiscal do Trabalho

segunda, 04 de janeiro de 2010, às 18h 39min

Pessoal,

Saiu o edital para Auditor Fiscal do Trabalho!

O Obcursos terá turmas presenciais, confiram no site www.obcursos.com.br a partir do dia 11/01/2010.

Não perca seu tempo!!! Ganhe confiança com os melhores professores de Brasília e passe você também!!!!

Professor Diego Amorim

Sucesso da Enquete Premiada!

quinta, 17 de dezembro de 2009, às 19h 04min

 Pessoal,

Devido ao sucesso da Enquete Premiada, lançaremos outra nesta segunda-feira. 

Fiquem atentos às regras e às perguntas. Quanto mais amigos seus fizerem a enquete, mais você ganhará!

Essa Enquete Premiada de Natal será muito boa! Preparem-se, estudem!

Até segunda!

Boa Sorte a todos.
Professor Diego Amorim

 

Resposta da Enquete Premiada!

sexta, 11 de dezembro de 2009, às 18h 00min

“Mim não conjuga verbo”; “Mim é índio”; “Mim não pode aparecer perto de verbo no infinitivo”

                         Quantas vezes ouvimos isso em sala de aula? Inúmeras? Pois então nosso ensino da língua mãe está seriamente ameaçado! Sou terminantemente contra o ensino por meio de macetes. Se fossem realmente eficientes, não seriam macetes e sim regras.

                          Os examinadores de hoje estão muito bem preparados para fazer uma prova de concurso ou vestibular. Não há “peguinhas” mais em provas de excelência, há questões elaboradas, que exigem do aluno o pensamento lógico até mesmo em gramática.

                          O ensino deveria ser bastante diferente do ensino das décadas passadas, em que somente se viam regras e exceções decoradas. Hoje se exige do candidato percepção de mundo, vivência, o uso do idioma e suas diferentes nuances, suas variações e seus valores semânticos. Entender gramática (e não decorar suas regras!) pressupõe entender o todo, com interpretação, raciocínio lógico, contexto, atualidades. Nada mais é usado se não houver o completo entendimento daquilo que está à sua volta.

                         Assim, uma simples questão como a da nossa enquete da semana suscita tanta dúvida. Juntem-se aos professores despreparados, que preferem repetir regras de um livro qualquer a levar os alunos a entender o porquê daquilo que analisam, juntem-se a eles gramáticas que são feitas para vender mais e não para instruir melhor, a isso tudo deve-se o estrago de nossa gramática em nossos meninos.

                        A frase correta da enquete é “Para mim estudar Português será mais fácil agora.” Não disse? Você está lendo a frase de novo e repetindo as perguntas que iniciam este texto. Perguntas que foram elaboradas pela preguiça mental de quem nos ensinou, ou melhor, de quem nos estragou. Quando elaborei essa enquete, sabia que seria baixo o índice de acerto, mas que seria quase nulo, nem desconfiava! 9% dos votantes apenas acertaram. Mas ninguém comentou corretamente. Ou seja, ninguém ganharia a bolsa!

                       Nós falamos Português, sabiam? Não era para errarmos assim!

                       Comecemos as explicações. Sabe-se que os pronomes pessoais do caso reto – eu, tu, ele, nós, vós, eles – sevem apenas como sujeito da oração e os oblíquos – me, mim, comigo; te, ti, contigo; o(s), a(s), lhe(s), se, si, consigo; nos, conosco; vos, convosco – são usados como objeto direto, indireto ou complemento nominal (e sujeito em casos especiais, motivo de outra coluna!). No caso de ele, nós, vós, eles, também podem ser objeto do verbo ou complemento nominal se acompanhados de preposição.

Exemplos disso:

1. Nós viemos cedo.(nós = sujeito). Dê o livro para nós. (para nós = objeto indireto).
2. Eu te amo. (eu = sujeito; te = objeto direto)

                       Sabendo disso, ao analisarmos a frase “Para eu estudar Português será mais fácil agora.”, perceberemos que o eu não é sujeito do verbo no infinitivo “estudar”, portanto não pode ser usado na frase. Ela está errada! E os “mantras” do decoreba ecoam na sua mente!

                       Na frase “Para mim estudar Português, basta querer.”, o mim não pode ser usado, pois funciona como sujeito, dando lugar então ao “eu”. Este, sim, só pode aparecer com tal. E os “mantras” lá, na cabeça.

                      Que tal então analisarmos a frase correta? “Para mim estudar Português será mais fácil agora.” está correta, embora não pareça, porque o “mim” não é o sujeito do verbo. Ele apenas completa a frase de modo indireto. O verbo no infinitivo em questão não tem sujeito por estar no infinitivo impessoal – como o nome já diz, sem pessoa. Tudo bem, se você acha que uma vírgula depois do “mim” resolveria o problema, eu também concordo com você, porém você estará confiando sua questão ao examinador, à sua boa vontade. E, acreditem, ele não terá! É uma vírgula facultativa, portanto ele não facilitará para você a prova.

                    Esta frase é perfeita. Ela encerra uma questão que vai além da simples arte de decorar. Ela exige conhecimento, aplicação do entendimento sobre algo.

                    Teste rápido para acertar: retire da frase o “para mim” ou o “para eu”. Se não fizer falta para a gramática da frase, é porque não era sujeito, então será o “para mim”. Porém, se fizer falta para a gramática, se não puder se fazer uma frase normal sem a expressão, deve-se usar o “para eu”, pois trata-se do sujeito do verbo.

                    Parabéns aos que acertaram! Estudem mais para se aprimorarem e atentem para os novos desafios! As melhores explicações serão publicadas neste blog. Aos que não acertaram, está na hora de acertar os ponteiros e estudar mais para aprender o uso correto da língua e seu porquê, pois assim não haverá questão que nos surpreenda.

                   Segue a lista dos que ganharam a bolsa de estudos de 50% no curso de Português Completo. Sejam bem-vindos!

TODOS OS QUE PARTICIPARAM DA ENQUETE PODEM COMPARECER AO OBCURSOS, 602 SUL, POIS TODOS GANHARÃO A BOLSA PARA ASSISTIR AO CURSO COMPLETO!

                  Obrigado pela participação.

   

Professor Diego Amorim
 

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