Encoinfo 2009
Como já divulgado aqui em posts anteriores, acontece nos dias 12 e 13 de Novembro o Encoinfo 2009. Dentre as programações propostas teremos 3 palestras muito importantes acontecendo. O TecnoCT se adiantou com relação aos temas e foi buscar um pouco mais sobre os palestrantes do evento em uma série de entrevistas exclusivas.
Nosso primeiro palestrante entrevistado é Sérgio Cavalcante. PhD em Engenharia Eletrônica pela University of Newcastle Upon Tyne (Inglaterra), Mestre em Ciências da Computação pela UFPE. Atualmente, é CEO do C.E.S.A.R (Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife) e professor do Centro de Informática da UFPE (CIn/UFPE).
O Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (C.E.S.A.R.) – Com atuação de mais de 13 anos, o C.E.S.A.R. é um instituto privado de inovação que desenvolve produtos, processos, serviços e empresas com base na Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Atua como intermediador de centros de pesquisas, universidades e empresas, gerando uma rede de conhecimento para a realização de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (P,D&I). Conta com mais de 500 colaboradores nas cidades de Recife, São Paulo e Curitiba, esta última onde está situado o C.E.S.A.R. Sul, braço do instituto responsável pela abrangência de empresas regionais bem como o estudo do mercado local. -
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Confira a entrevista:
TecnoCT: Desde a vinda do Sílvio Meira, no Encoinfo de 2006, Palmas tem contado todo ano com a vinda de um (e até dois) representantes do C.E.S.A.R. em eventos como o Encoinfo. Vendo agora as notícias sobre o C.E.S.A.R. Sul, fica a indagação no ar: poderíamos contar com um olhar diferenciado do C.E.S.A.R. em nossa direção?
Professor Sérgio: O C.E.S.A.R tem olhado em várias direções. É muito dificil fazer inovação sob encomenda se não estivermos próximos dos clientes, já que conhecemos muito de tecnologia, mas as oportunidades relacionados ao negócio são conhecidas pelo cliente. Por isso, estamos tendo esta expansão geográfica do C.E.S.A.R. Com relação a Palmas, especificamente, precisamos entender as oportunidades da região, tanto do ponto de vista de mercado quanto de disponibilidade de capital humano de qualidade e na quantidade necessária.
TecnoCT: Vários alunos formados aqui foram fazer mestrado e doutorado na UFPE, tendo alguns passado por experiências de atuação no C.E.S.A.R. Alguns já retornaram e são inclusive professores aqui hoje. Ainda existem oportunidades para nossos alunos concluintes na área da Tecnologia da Informação?
Professor Sérgio: Se você fala de oportunidades no C.E.S.A.R, com certeza sempre teremos oportunidades para bons profissionais, principalmente aqueles com grande potencial de crescer, aprender, que não fiquem paralisados com o primeiro obstáculo que encontrarem. As vezes é melhor ter um profissional interessado, disposto, com gana, do que ter alguem que já seja bom tecnicamente, mas não tenha vontade própria. O primeiro vai passar o segundo rapidamente.
Do ponto de vista do CIn/UFPE, o mestrado e o doutorado estão abrindo vagas neste período. É uma oportunidade imperdível!
TecnoCT: Se algum governante aqui do Tocantins lhe pedisse um conselho sobre como desenvolver nosso estado na área da Tecnologia da Informação, o que você poderia apresentar como pontos primordiais?
Professor Sérgio: É preciso entender qual o objetivo final deste desenvolvimento. Por exemplo, se Tocantins começar a atrair empresas apenas para aumentar a arrecadação de impostos, mas descuidar da formação de capital humano, não dará certo. Se, por outro lado, formarmos bons profissionais, mas não atrairmos empresas, teremos um êxodo de pessoal qualificado de Tocantins para outros estados, o que é péssimo. É necessário, então, uma ação estruturada e conjunta do governo, academia e mercado, de forma a estabelecer uma relação ganha-ganha entre todos os envolvidos e que seja o diferencial de Tocantins. Muitas vezes essas parcerias são estabelecidas mas não são duradouras, acabando com o sonho de forma precoce.
Como ponto de partida, começaria pela educação de informática. Em todos os níveis, e não apenas no ensino superior. Até porque o Brasil tem uma “pirâmide” invertida, tendo mais engenheiros do que técnicos. A relação é de 3 para 1 no Brasil contra 1 para 5 nos países desenvolvidos. Isso torna nossos preços muito mais altos, porque todos são engenheiros. Informática tem uma capacidade de inclusão social que outras áreas não tem. Os degraus de conhecimento necessários para transformar um leigo num profissional são menores, permitindo uma educação continuada.
Está dificil de entender o que estou querendo dizer? Assistam minha palestra, onde conversaremos sobre isso.
TecnoCT: Você sabe que aqui faz 40 graus na sombra? Está preparado?
Professor Sérgio: Sem problemas! Me adapto bem a temperaturas diversas! Mas vou levar um calção de banho para aproveitar a piscina ;)