30/04/13 13h22 30/04/13 13h26

Bebê morto em Colinas teve cabeça decepada; equipe médica diz que medida adotada seria para preservar a mãe

De acordo com a nota da Prefeitura de Colinas, esta era a terceira gravidez de Maria
Raimunda Carvalho
Da Redação

Um médico do Hospital Municipal de Colinas, que teve o nome preservado, é acusado da morte de um recém-nascido. Conforme nota enviada pela prefeitura daquele município, quando Maria da Silva Souza, 30 anos, mãe do bebê, procurou a unidade de saúde pela primeira vez apresentava apenas dois centímetros de dilatação.

Diante do quadro, o médico plantonista teria aconselhado que ela retornasse para casa.

A nota afirma ainda que Maria voltou nessa segunda-feira, 29, às 00h30 e foi encaminhada para a sala de parto às 7 horas. Conforme a nota, o trabalho de parto evoluía normalmente e que não apresentava complicações.

No entanto, ainda conforme a nota, após o bebê expulsar a cabeça houve uma paralisação das contrações e evolução do parto ocasionando o óbito fetal.
Com a morte do bebê e sem mais condições naturais para um parto normal, a equipe médica optou por uma cirurgia cesariana para salvar a vida da mãe.

Contudo, a equipe médica não conseguiu retirar o bebê. Assim, foi necessário decepar a cabeça.

Conforme a nota, esta era a terceira gravidez de Maria. O primeiro parto ocorreu em 2001 e o segundo 2002. Ambos foram normais, sem complicação e no mesmo hospital.

Leia a íntegra da nota

Nota
“A paciente Maria Silvia de Souza, deu entrada no Hospital Municipal de Colinas no dia 29 de abril às 00h 30min já em trabalho de parto, foi atendida e internada para realização do parto normal, uma vez que já era a terceira gravidez da paciente, sendo que os outros dois partos anteriores tinham sido normal e principalmente, porque o trabalho de parto evoluía naturalmente não apresentando complicações, tendo entrado para sala de cirurgia às 7h, no entanto no período expulsivo, após exteriorizar o polo cefálico houve uma paralisação das contrações e evolução do parto ocasionando o óbito fetal.

Com o óbito durante o trabalho de parto, e sem mais condições naturais para o parto normal, a equipe médica optou por salvar a vida da mãe, sendo necessária a realização de uma cirurgia cesariana para conclusão do parto.

Durante todo o procedimento a equipe médica de plantão não mediu esforços para que a paciente e o filho fossem salvos, no entanto o quadro clínico se agravou ocasionando a fatalidade.

A Secretaria Municipal de Saúde juntamente com a equipe de profissionais do Hospital Municipal lamenta o fato ocorrido.”