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Presidente da Aspol diz que vê com “preocupação” a suposta instalação do Comando Vermelho no Tocantins

Informação destas partindo de um promotor de Justiça, mostra que policiais e a sociedade tocantinense estão a "mercê dos criminosos"

RAIMUNDA CARVALHO, DA REDAÇÃO 12 de Sep de 2013 - 16h38, atualizado às 16h52
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Da Redação

Após divulgação de informações sobre a possível infiltração do crime organizado em território tocantinense, o presidente da Associação dos Policiais Civis do Estado do Tocantins (Aspol/TO), Davi Fernandes Nunes, admitiu que vê tais denúncias com preocupação.

O presidente faz referência às informações de suposta infiltração da organização do Estado cedidas pelo promotor de Justiça de Araguaína Benedito Guedes, ao CT nessa quarta-feira, 11. “Temos documentos que podem evidenciar a possível instalação do crime organizado no Estado. Um dos focos deles é exterminar autoridades, por exemplo, policiais militares, juízes, promotores e políticos”, alertou o promotor.

Conforme Guedes, dentro do Presídio do Barra da Grota foi achada uma carta contento nomes de 43 presos que já fazem parte da organização. “Quando eles integram ao grupo, estão dispostos a tudo. Já alertamos a segunça pública, mas eles pensam que estavamos fantaziando a situação”, criticou Guedes, lembrando que estes sinais precisam ser investigadois.

De acordo com presidente da Aspol, uma informação destas partindo de um promotor de Justiça, mostra que tanto os colegas policiais quanto a sociedade tocantinense estão ficando desguarnecidos e à mercê dos criminosos.

Para Nunes o sucateamento das delegacias e as constantes rebeliões em presídios tocantinenses são provas de que é necessário mais investimento do poder público na segurança pública Estadual.

“Creio que o secretário de segurança publica do Estado até agora não mostrou para a sociedade o seu projeto alternativo. Não deu uma resposta à altura frente ao caos da segurança pública estadual. O atual secretário empossado há quatro meses, até agora não conseguiu sequer reunir o conselho superior de polícia para deliberar sobre as demandas da classe”, disse Nunes.

Para o presidente da Aspol se não fortalecer as instituições de segurança pública e não forem oferecidas melhores condições de trabalho aos servidores, as “porteiras estarão sempre abertas para o crime organizado”.

Ainda de acordo com Nunes, o elo entre o crime organizado e os criminosos tocantinenses pode ter se estreitado no ano de 2009, e 2010 após a transferência de presos tocantinenses para presídios de segurança máxima em outros Estados.

“Em 2009 denunciamos ao Ministério Público Estadual a situação do presídio de Barra da Grota. Eram necessárias reformas e manutenção do prédio. Infelizmente não foram feitas e o prédio foi parcialmente destruído na rebelião de 2009”, enfatizou.

Reconhecimento
Outro ponto destacado pelo presidente da Aspol é a falta de interesse do governo do Estado em valorizar os servidores da segurança pública. “Prova disso é o descaso em não promover os policiais aptos nos anos de 2012 e 2013 na época em que alcançaram o interstício. O Estado foi omisso pois nada fez sobre o assunto. Tanto a secretaria da administração quanto da segurança pública, mesmo tendo recebido os oficios da Aspol requerendo as promoções nos dois momentos, não tomaram atitude para criação de vagas necessárias, como feito em 2009. O governo não tem investido na boa relação com os servidores da segurança pública e a recente decisão em não pagar os retroativos resume isso”, comentou o presidente. 

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