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Sintet critica organização de calendários de reposição de aulas: "Está complicado"

Seduc informou que decisão de não criar um cronograma único, com início do ano letivo apenas em março, visa resguardar o direito dos alunos e servidores

WENDY ALMEIDA, DA REDAÇÃO 09 de Jan de 2017 - 17h50, atualizado às 15h32
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Da Redação

O ano de 2017 já iniciou há uma semana, porém, para escolas da rede estadual de ensino do Tocantins que aderiram a greve geral dos servidores do Executivo, o ano letivo 2016 ainda não terminou, pois está sendo feita a reposição das aulas. Para cumprir a carga horária não dada, o governo determinou que as escolas tivessem autonomia para definir o cronograma, mas isso não agradou o sindicato da categoria. Em entrevista ao CT, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Tocantins (Sintet), José Roque, criticou a forma como a Secretaria de Estado da Educação, Juventude e Esportes (Seduc) organizou a compensação dos conteúdos atrasados.

Foto: Divulgação
Presidente do Sintet: “Nós precisamos concluir o ano de 2016 para poder discutir o de 2017”.

“Está complicado”, afirma o sindicalista. “A secretária [Wanessa Sechim] não quer entender que precisa adequar o processo de reposição a realidade colocada. Ao invés de beneficiar o aluno, que é o principal foco, ela tem complicado isso criando vários calendários, sem aceitar que os professores façam mediações”, reclama.

Para José Roque, a criação de vários calendários vai “tumultuar” o ano letivo de 2017. “Nós precisamos concluir o ano de 2016 para poder discutir o de 2017”. O líder sindical afirma que solicitou uma audiência com a titular da Seduc para tratar sobre o assunto. “Chegar a uma realidade que seja viável para os alunos, para as escolas e para a comunidade. Nós temos que pensar nessa hora em várias vertentes, uma realidade que seja confortável para todos”, disse, reiterando que não há prejuízo nos conteúdos trabalhados nas aulas repostas.

Segundo a Secretaria de Estado da Educação, Juventude e Esportes, das 515 escolas da rede estadual, 313 não paralisaram e finalizaram o ano letivo até 19 de dezembro. Dentre as demais 202 escolas, 113 aderiram à greve parcialmente e 89 integralmente, sendo o período de reposição variável de nove a 69 dias.

De acordo com a Seduc, o encerramento do ano letivo de 2016 deve variar entre os meses de janeiro e março de 2017, conforme a unidade de ensino. Entretanto, o Sintet calcula que as reposições devem ser concluídas somente no final de abril.

Autonomia
Em nota ao CT, a Secretaria de Estado da Educação, Juventude e Esportes informou que, devido às especificidades das escolas, o calendário de reposição é de autonomia de cada unidade de ensino, com a aprovação das Diretorias Regionais de Educação (DRE).

“A decisão de não criar um calendário único, com início do ano letivo 2017 apenas em março, visa resguardar o direito dos alunos e servidores que não participaram da paralisação”, justificou a Seduc.


Confira a íntegra da nota da Seduc:

“Nota
Assunto: Reposição de aulas

A Secretaria de Estado da Educação, Juventude e Esportes (Seduc) informa que, devido às especificidades das escolas, o calendário de reposição é de autonomia de cada unidade de ensino, com a aprovação das Diretorias Regionais de Educação (DRE), que são responsáveis, juntamente com a Superintendência de Educação, pelo devido cumprimento dos 200 dias letivos e 800 horas de aula exigidas por lei.

Das 515 escolas da rede estadual, 313 não paralisaram e finalizaram o ano letivo até 19 de dezembro. Dentre as demais 202 escolas, 113 aderiram à greve parcialmente e 89 integralmente, sendo o período de reposição variável de nove a 69 dias, com encerramento do ano letivo de 2016 variando entre os meses de janeiro e março de 2017.

A decisão de não criar um calendário único, com início do ano letivo 2017 apenas em março, visa resguardar o direito dos alunos e servidores que não participaram da paralisação.

Quanto à aplicação de jogos, a pasta reitera a autonomia das unidades escolares em torno da forma de reposição, lembrando que atividades esportivas e artísticas também compõem o currículo escolar e precisam de reposição.”

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