“Nenhum Direito a Menos ao se Aposentar”

Sindicatos do TO realizam campanha contra Reforma da Previdência

Entidades filiadas a Fesserto e a Força Sindical participam do movimento

Da Redação

Com o lema: “Nenhum Direito a Menos ao se Aposentar”, a Federação dos Sindicatos de Servidores Públicos do Tocantins (Fesserto) e a Força Sindical do Tocantins estão promovendo uma campanha contra a proposta de Reforma da Previdência apresentada pelo governo federal e em tramitação no Congresso Nacional. Membros das entidades colaram cartazes em vários pontos estratégicos de Palmas, chamando atenção contra a sugestão do governo e pedindo apoio no combate a medida.

Foto: Divulgação
Carlos Augusto: “Claro que a redução de gastos, uma hora ou outra, atinge os mais pobres, mas o que não pode é ela ficar somente nessa camada da população, como está acontecendo agora”

"A proposta complica, e muito, a vida de quem quer se aposentar", afirmam as entidades, pois exige que as pessoas tenham no mínimo 65 anos de idade e 35 anos de contribuição para poder obter o benefício. Além disso, a reforma prevê a possibilidade de redução de benefícios para deficientes, idosos e pensões.

Para o presidente da Fesserto e da Força Sindical-TO, Carlos Augusto Melo de Oliveira (Carlão), a atual proposta de Reforma de Previdência é "perversa" e visa "punir os trabalhadores por algo que eles não têm culpa". Ele destacou que já se iniciaram as tratativas com os 11 congressistas tocantinenses para que a medida seja rejeitada ou profundamente modificada quando ela for ao Plenário da Câmara e no Senado.

“Temos um Brasil em crise econômica, com a corrupção se alastrando em todas as esferas, e a única solução para economizar e tirar de quem mais precisa. Isso não está certo. Governo, por exemplo, manteve os mais de R$ 224 bilhões deste ano do chamado Bolsa Empresário, enquanto congelou gastos públicos e agora quer tirar direitos nossos”, salientou o líder sindical.

Carlão reconhece que o poder público em geral é "perdulário" e medidas de economia são necessárias, “porém restringir isso ao trabalhador é perversidade”. “Claro que a redução de gastos, uma hora ou outra, atinge os mais pobres, mas o que não pode é ela ficar somente nessa camada da população, como está acontecendo agora”, destacou.

Carlão ressaltou que os 19 sindicados filiados a Fesserto e os 42 que compõem a Força Sindical-TO concordam com a campanha conjunta contra a Reforma da Previdência.

Comentários
Publicidade