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Advogada é condenada a 18 anos de prisão por associação ao tráfico

Elza da Silva também vai ser penalizada pelos crimes de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica

WENDY ALMEIDA, DA REDAÇÃO 17 de Mar de 2017 - 17h04, atualizado às 17h29
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Da Redação
Foto: Facebook
Advogada criminalista Elza da Silva Leite, de Araguaína
A Justiça acatou as teses de acusação do Ministério Público Estadual (MPE) e condenou, nesta quinta-feira, 16, a advogada criminalista Elza da Silva Leite, de Araguaína, pelos crimes de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e associação para o tráfico, praticados entre os anos de 2014 e 2016. A ré foi condenada a 18 anos de prisão em regime inicialmente fechado.

Conforme o Ministério Público, por associação para o tráfico, ficou comprovado que a advogada movimentava contas bancárias de dois detentos da Unidade de Tratamento Penal Barra da Grota, viabilizando operações de compra, venda e distribuição de entorpecentes. Segundo foi apurado, a Elza da Silva realizava frequentes saques e transferências bancárias em favor de esposas e companheiras dos detentos e de outros comparsas.

Já o crime da lavagem de dinheiro, segundo o MPE, consistiu na venda de moeda estrangeira (dólar, euro, pesos argentinos etc) proveniente do roubo a uma casa de câmbio localizada no município de Anápolis (GO). Elza da Silva Leite negociou o dinheiro em Araguaína, trocando-o por moeda brasileira em diversas negociações e ficando com parte do valor auferido. Um dos praticantes do roubo afirmou, em depoimento, que a advogada tinha conhecimento da origem ilícita do dinheiro.

O crime da falsidade ideológica, por sua vez, consistiu na falsificação de certidões de união estável para que mulheres pudessem frequentar o presídio Barra da Grota sob a justificativa de visitarem seus companheiros, quando, na realidade, tinham por finalidade realizar programas sexuais ou ingressar com drogas na unidade prisional, afirma o MPE.

Nas falsificações, a advogada teria utilizado o nome de sua mãe e de sua cunhada como testemunhas. Por cada documento, era cobrado valor aproximado de R$ 150,00. Chamou a atenção da direção do presídio a quantidade incomum de certidões apresentadas pela advogada em favor de um determinado número de reeducandos.

A ação penal contra a advogada foi proposta pelo promotor de Justiça Tarso Rizo Oliveira Ribeiro, com base em inquérito policial da Delegacia Especializada em Investigações Criminais (Deic). Interceptações telefônicas e depoimentos subsidiaram as investigações.

A sentença com a condenação a advogada Elza da Silva Leite foi proferida pelo juiz Antônio Dantas, da 2ª Vara criminal de Araguaína. A ré encontra-se em prisão provisória há quase nove meses, desde 21 de junho de 2016. (Com informações da Ascom do MPE)

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