Reajuste de 25%

Fesserto ressalta que publicação do acórdão ocorreu após seu ofício e rebate Sisepe

Da Redação

Foto: Ascom Fesserto
Carlão, presidente da Fesserto: desde março, nenhuma providência tinha sido tomada
A Federação dos Sindicatos de Servidores (Fesserto) defendeu em nota nesta quinta-feira, 20, que a publicação, nessa quarta-feira, 19, do acórdão contendo os votos dos ministros sobre a Ação Direta de Inconstitucionalidade que cobra reajuste de 25% para a categoria ocorreu com a intervenção da entidade junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). No dia 11, a federação protocolou no STF ofício endereçado à presidente, ministra Cármen Lúcia, solicitando que o acórdão fosse publicado.

A iniciativa da Fesserto provocou a ira de seu adversário no meio sindical, o Sindicato dos Servidores Públicos do Estado (Sisepe), que a acusou de não ter legitimidade para atuar na causa e tentar se “apropriar” das conquistas conduzidas pelo sindicato para “fazer política em nome de seus dirigentes”.

Na nota desta quinta, a Fesserto diz que "lamenta profundamente o tom agressivo" do presidente do Sisepe, Cleiton Pinheiro, que, segundo a federação, "tenta desqualificar a legitimidade de atuação" da federação. A entidade diz que "reitera seu papel de lutar pelos interesses dos servidores públicos do Tocantins e não entende por alguém que se diz estar em dia com suas obrigações, possa agir de maneira tão rude e desafinada com àquela própria de um líder sindical”. "A Fesserto deixa claro que não há ilegalidade alguma no fato de ter protocolado no último dia 11, ofício no Supremo Tribunal Federal (STF), endereçado à ministra Carmem Lúci, solicitando que o acórdão da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 4013) seja anexado aos autos para a consequente publicação visando ao andamento no processo até o trânsito em julgado; decisão que reconhece o direito de reajuste salarial de 25% aos servidores do Estado.”

Para a Fesserto, desde de março de 2016 até o momento, "nenhuma providência fora tomada por parte do Sr. Cleiton objetivando o andamento da referida ação". "Ou seja, havia uma grande inércia”, afirma a nota. "A Fesserto tem a absoluta certeza de que defende o servidor público tocantinense, até porque representa e defende todos os sindicatos da área pública. Ora, se representa e defende os sindicatos, por qual motivo não defenderia e não atuaria também, na defesa dos servidores?”

A entidade afirma que "não está preocupada em atender vaidades ou interesses pessoais de A, B ou C". "A federação está, sim, preocupada e com fito em defender única e exclusivamente, os interesses, as demandas e os direitos do servidor público para que o mesmo tenha uma vida mais digna juntamente com sua família."

Confira a íntegra da nota da Fesserto:

"Nota Fesserto rebate Sisepe

Sobre nota de esclarecimento enviada aos veículos de imprensa tocantinenses, na qual o Sindicato dos Servidores Públicos do Estado (Sisepe) desmente e discorda da atuação legítima da Fesserto em defesa dos servidores quanto à luta pelos 25%.

 A Fesserto lamenta profundamente o tom agressivo do presidente do Sisepe, Cleiton Pinheiro, que tenta desqualificar a legitimidade de atuação da Federação e reitera seu papel de lutar pelos interesses dos servidores públicos do Tocantins e não entende por alguém que se diz estar em dia com suas obrigações, possa agir de maneira tão rude e desafinada com àquela própria de um líder sindical.

A Fesserto deixa claro que não há ilegalidade alguma no fato de ter protocolado no último dia 11, ofício no Supremo Tribunal Federal (STF), endereçado à ministra Carmem Lúci, solicitando que o acórdão da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 4013) seja anexado aos autos para a consequente publicação visando ao andamento no processo até o trânsito em julgado; decisão que reconhece o direito de reajuste salarial de 25% aos servidores do Estado.

 Ressalte-se que, desde de março de 2016 até o momento, nenhuma providência fora tomada por parte do Sr. Cleiton objetivando o andamento da referida ação. Ou seja, havia uma grande inércia.

O pedido é legítimo e não se trata de uma apropriação indevida. Essa ação tem como único dono o servidor. A Fesserto tem a absoluta certeza de que defende o servidor público tocantinense, até porque representa e defende todos os sindicatos da área pública. Ora, se representa e defende os sindicatos, por qual motivo não defenderia e não atuaria também, na defesa dos servidores?

Vale esclarecer que a Fesserto não está preocupada em atender vaidades ou interesses pessoais de A, B ou C. A Federação está sim, preocupada e com fito em defender única e exclusivamente, os interesses, as demandas e os direitos do servidor público para que o mesmo tenha uma vida mais digna juntamente com sua família.

O único interesse da Fesserto frente aos 25%, não é outro se não, de cessar o sofrimento de milhares de pais e mães de famílias prejudicados ao longo dos anos, uma vez que o trânsito em julgado da referida matéria irá corrigir as diferenças salariais que estão prejudicando os servidores tocantinenses.

Finalmente, a Fesserto deixa claro que sua atuação no caso é apenas de contribuir para que o direito do servidor seja alcançado com maior brevidade. Ora, com a intervenção da Federação junto ao STF, o acórdão já foi publicado. Isso é o que interessa, é isso que os nossos representados esperam e querem de nós que os representamos. “Nada e ninguém impedirá a Fesserto de cumprir sua missão de defender o servidor público estadual e municipal”, disse o presidente Carlão".

Comentários
Publicidade