cdl novo

Médico suspeito de matar ex-mulher é preso em Anápolis e ficará detido por 30 dias em Palmas

Polícia diz que ainda não há provas contra Álvaro Silva e trabalha com outras linhas de investigação em sigilo

Da Redação 12 de Jan de 2018 - 09h36, atualizado às 09h55
Compartilhe
Foto: Divulgação
Danielle Grohs foi encontrada morta em sua casa no dia 18 de dezembro, com indícios de estrangulamento

Em trabalho conjunto, a Polícia Civil de Palmas, Goiás e São Paulo conseguiu prender nesta quinta-feira, 11, na cidade de Anápolis, o médico foragido Álvaro Ferreira Silva, um dos principais suspeitos de matar a ex-esposa, a professora Danielle Christina Lustosa Grohs, em dezembro do ano passado. De acordo com as informações da Secretaria de Segurança Pública do Tocantins (SSP), o médico vai ser transferido para Capital.

Álvaro Silva vai prestar depoimento em Palmas e cumprir a prisão temporária decretada pela Justiça de 30 dias, por crime de homicídio hediondo. Nesse período, a Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) da Capital deve concluir as investigações e apresentar o resultado.

A SSP adiantou ao CT que ainda não há provas de que Álvaro tenha sido o autor ou o mandante do crime que vitimou a professora. A DHPP trabalha com outras linhas de investigação, mas em sigilo. “Pode ser que surjam fatos novos durante o inquérito. A Polícia Civil não descarta nenhuma hipótese”, afirmou a Assessoria de Comunicação do órgão.

Entenda
A professora da rede municipal de ensino de Palmas foi encontrada morta no dia 18 de dezembro, em sua residência, que fica na Quadra 1.104 Sul, com indícios de estrangulamento.

A suspeita da polícia é que ela tenha sido vítima de homicídio pelo próprio ex-marido (feminicídio), já que ele respondia a processos por violência doméstica e existia até uma medida protetiva que o obrigava a manter 500 metros de distância da professora.

Dois dias antes do crime, Danielle registrou mais um boletim de ocorrência por agressão. Com isso, o ex-marido da vítima chegou a ser detido e passou a noite na prisão. Após audiência de custódia, no dia seguinte, ele foi liberado.

Simara Lustosa, mãe da professora, contou ao CT que o relacionamento do casal era "tumultuado". Ela não apontou o médico como assassino, mas revelou que ele tinha o comportamento "extremamente agressivo" e de "psicopata". Para a mãe de Danielle, o crime foi premeditado e o assassino é uma pessoa próxima, que conhecia os animais e tinha as chaves da casa.

O advogado da família, Edson Ferreira Alecrim, disse em entrevista ao portal no dia 23 que vizinhos afirmaram ter visto o suspeito saindo da casa da professora às 7 horas, no dia em que o corpo dela foi encontrado. "Então, tudo tem uma ligação de que quem cometeu o crime realmente foi ele", ponderou.

Já a defesa do médico Álvaro Silva garantiu também ao CT que tudo que se diz sobre seu cliente “é mentira”. “Ele [Álvaro] está sendo acusado de um crime que tem como provar que não cometeu, porque não estava em Palmas”, garantiu a advogada do suspeito, que preferiu não ser identificada.

Segundo a defesa, o médico saiu da prisão para uma chácara de amigos fora de Palmas. "O que o pessoal que estava com ele tem a dizer já descarta qualquer possibilidade que ele tenha sido o autor desse crime, porque da chácara, no outro dia, ele foi direto para o aeroporto de Uber e embarcou às 7 horas”, afirmou a advogada.

Comentários

Redação: Palmas, Tocantins, Brasil, +55 (63) 9 9219.5340, +55 (63) 9 9216.9026, [email protected]
2005 - 2018 © Cleber Toledo • Política com credibilidade
ArtemSite Agência Digital