17/02/11 09h13 17/02/11 09h13

Sindicato dos motoristas diz que mesmo sem aumento da tarifa, categoria não aceitará receber menos que dois salários

Aquiles Lins
Da Redação

Presente na sessão do Conselho Municipal de Trânsito, Transporte e Mobilidade que decidiu, nessa quarta-feira, 16, manter o valor da tarifa de ônibus em Palmas em R$ 2,20, o presidente do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transportes Rodoviários e Operadores em Máquinas no Estado do Tocantins (Simtromet), Carlos Antônio Araújo Alves, afirmou que, independente do valor da tarifa, os trabalhadores da categoria já decidiram que nenhum motorista irá aceitar receber menos que dois salários mínimos, na próxima revisão de vencimentos da categoria, prevista para julho. Atualmente o salário base de um motorista de ônibus é de R$ 939,88.

Segundo Carlos Antônio, que no conselho votou pelo aumento da tarifa para R$ 2,40, já nesta quinta-feira, 17, ele fará a minuta da proposta e enviará ao presidente do Sindicato das Empresas de Transportes Coletivo Urbano de Passageiros do Estado do Tocantins (Seturb), José Antônio dos Santos Júnior, o Toninho, com a proposta salarial da categoria. Na proposta de aumento do Seturb não aprovada pelo conselho, Toninho propunha reajuste de 5.27% no vencimentos dos motoristas, aumentando o salários dos profissionais para R$ 989,41. Entretanto, pela proposta do Simtromet, aprovada em maio do ano passado, valor do piso da categoria seria de R$ 1.090, considerando o salário mínimo em R$ 545.

“Esse reajuste oferecido pelo Seturb não é nada satisfatório para a categoria, porque nos últimos anos a tarifa de ônibus subia numa média entre 15% e 20% e o Seturb repassava para a gente apenas 5%, então a tarifa subiu e o nosso salário achatou”, afirmou o presidente do Simtromet.

Ainda durante a votação do conselho municipal de trânsito, a representante dos estudantes, Nataly Souza Dias, defendeu uma elevação no percentual de gastos com pessoal feito pelo Seturb que seria capaz de aumentar para os salários dos motoristas para R$ 1.500 e não oneraria o valor da tarifa. “Esse valor não altera em nada o preço da passagem. Assim, ainda acabaríamos com as horas extras, porque hora extra tem que ser algo esporádico e não obrigatório”, afirmou.

Carlos Antônio também é a favor de se acabar com as horas extras. “Preferimos cumprir nossa carga horária de 7 horas e 20 minutos e recebermos um salário que dê para sustentar nossas famílias, do que trabalhar 9 horas e 20 minutos. Hoje os motoristas acabaram se tornando reféns das horas extras”, revelou. Segundo ele, no fim do mês, somando o salário base mais as horas extras o salário dos motoristas dá em torno de R$ 1.000, para uma carga horária diária de 9h20.
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