O assunto do julgamento do Recurso Contra Expedição de Diploma (Rced) do governador Marcelo Miranda (PMDB) e do vice, Paulo Sidnei (PPS), previsto para essa quinta-feira, 25, foi comentado nesta manhã também no plenário da Câmara Municipal de Palmas. O tema foi pautado depois de uma pérola do vereador Fernando Rezende (DEM), que cobrou transparência nos atos da Prefeitura de Palmas e no Senado Federal, ao mesmo tempo que declarou que sua função, como vereador, era se ater às questões do município, não tendo, portanto, que debater as denúncias de corrupção que envolvem o governo estadual, de quem o DEM é aliado.
Rezende cobrou com veemência transparência nos atos do Senado, em função das notícias de “atos secretos” que vêm sendo publicadas, ao mesmo tempo que disse que assuntos que envolvem o Estado não são atribuições suas como vereador . Diante dessa contradição, Lúcio Campelo (PR) questionou o democrata se quando os erros são aqui, no Tocantins, não representam uma “vergonha estadual”. Essa expressão foi para rebater a colocação de Rezende que disse que o escândalo do Senado é “uma vergonha nacional”.
Campelo declarou que há de se respeitar a decisão da Justiça com relação ao Rced, mas que espera ver o ex-governador Siqueira Campos (PSDB) de volta ao poder. Segundo ele, Siqueira era acusado de ser ditador, mas, conforme o vereador, atualmente a ditadura estaria imposta no Tocantins, sob um “falso slogan” de democracia. Ele citou como exemplo a ação da Polícia Militar, nessa segunda-feira, 22, durante manifestação de estudantes pela redução da tarifa de ônibus em Palmas.
Divina Márcia (PTN) discordou de Campelo e declarou que, “com fé em Deus”, o governador continuará no cargo, “fazendo muito pelo Estado”. Ela disse ainda que torce para que ele seja candidato ao Senado na próxima eleição.
O vereador petista Bismarque do Movimento também entrou no tema. Ele considerou que, na atual conjuntura, em que o mandato está próximo de ser finalizado, espera que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) absolva Marcelo Miranda. “Como cassar um governador que já está no final do mandato?”, questionou. Ele cobrou também mais agilidade da Justiça Eleitoral. (Patrícia Saturno)