Repercussão

Governo protocola ofício na PF pedindo investigação sobre acusações feitas por Aragão e alega que deputado insinuou falhas da polícia

Documento foi protocolado na tarde desta quinta-feira junto à Superintendência da Polícia Federal no Tocantins

Da Redação

Informações divulgadas pela Secretaria de Relações Institucionais apontam que o procurador-geral do Estado, André Luiz de Matos Gonçalves, protocolou na tarde desta quinta-feira, 11, ofício na Superintendência da Polícia Federal no Tocantins, com pedido para abertura de investigação sobre as acusações feitas pelo deputado estadual Sargento Aragão (PPS) contra o governador Siqueira Campos (PSDB) na tribuna da Assembleia Legislativa do Estado na terça-feira, 9. No texto publicado, o governo destaca que as acusações do parlamentar foram feita sem provas.

Matos esteve acompanhado do secretário de segurança Pública, João Fonseca Coelho, no ato de protocolo do ofício. No documento, o governo pede à Polícia Federal que apure os pontos supostamente contraditórios levantados, conforme o texto, “sem qualquer embasamento probatório” pelo parlamentar.

Conforme o texto da Secom, “além de calúnia contra o governador”, no ofício o procurador-geral aponta que Sargento Aragão sugere, em suas palavras, que os agentes da PF cometeram crime de prevaricação - que é o não cumprimento, por parte dos servidores públicos, de suas obrigações, pelo fato de não ter havido a inspeção no veículo da comitiva do governador.

"E que é importante, sempre com base nas alegações do deputado, apurar possível ordem superior para a não realização dos procedimentos de praxe nessas operações, abortando a operação sem atendimento de sua finalidade”, diz o texto do ofício.

Entre os pontos apontados no ofício da PGE está o fato de o deputado ter dito que a informação do suposto crime partiu de agentes da PF de plantão “um deles qualificado como “nosso” pelo deputado em questão, termo pejorativo e comprometedor atribuído ao servidor público federal, que insinua inúmeras interpretações, carecendo, portanto, de imediata investigação”, diz o texto.

O governo do Estado aponta ainda que o parlamentar induz, em suas declarações, que a PF teria cometido falha na operação. Isso porque, conforme o governo, Aragão teria feito insinuações de que os agentes federais sabiam do “horário, o local e a forma de entrega do recurso no Aeroporto de Palmas”, mas a blitz policial teria ocorrido a 15 km do aeroporto, num trecho da avenida Theotônio Segurado.

O procurador-geral do Estado reforça no documento que o governo do Tocantins respeita o trabalho dos agentes e, justamente por este respeito, pede que as apurações sejam feitas para que as imagens do governador e de todos os funcionários da PF não sejam manchadas “pela irresponsabilidade de quem parece ter agido por entusiasmo eleitoreiro”.

Aragão
Na terça-feira, 9,o deputado Sargento Aragão protocolou ofício junto à Superintendência da PF no Tocantins. No documento, ele relata as mesmas colocações que fez no plenário da Assembleia, apontando que recebeu as informações de “fonte fidedigna” e pede que o superintende o informe se os fatos narrados têm procedência. Veja cópia ofício.

Promotoria Eleitoral
A promotora eleitoral Ceres Gonzaga, informou ao CT nesta quinta-feira, que o Ministério Público Eleitoral não vai abrir nenhum inquérito para apurar as acusações de Sargento Aragão.

Segundo a promotora contou, a Polícia Federal e o Ministério Público Eleitoral receberam diversas denúncias, entre elas uma que indicava que um avião pousaria no aeroporto trazendo uma quantia em dinheiro que seria supostamente usada na compra de votos. “A denúncia não cita o nome do governador”, afirmou.

Ainda de acordo com a promotora, por causa dessa denúncia, foi montada uma blitz para que os carros fossem fiscalizados, e dentre os carros parados estava o veículo que transportava o governador do Estado. “Eles não encontraram nada na blitz e quando viram que era o governador deixaram que ele passasse”, afirmou.

A promotora contou ainda que sem uma constatação da Polícia Federal “não há inquérito a abrir”. 

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