Nova reunião na quinta

Seduc e Sintet ainda divergem sobre reposição; sindicato quer calendário único

Da Redação

A Secretaria da Educação (Seduc) e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Tocantins (Sintet) ainda não chegaram em consenso sobre a reposição das aulas da rede estadual após os 69 dias parados devido à greve que reivindicava o pagamento da revisão geral anual. A categoria insiste em defender o calendário único, enquanto o governo quer dar autonomia para cada escola definir o cronograma.

Ao defender calendários independentes entre as unidades de ensino na primeira reunião com o sindicato realizado no dia 21 de novembro, a titular da Seduc, Wanessa Sechim, argumentou, juntamente com seus assessores, que a adoção de uma programação única seria ainda mais prejudicial para os alunos da rede estadual, já que a greve não ocorreu de forma unificada.

Em conversa com o CT nesta quarta-feira, 30, o presidente do Sintet, José Roque Santiago, disse que a argumentação da secretária “não tem nexo”. “O calendário único é melhor para organizar o retorno das aulas. Por que vamos ter vários calendários? Como fica o aluno se mudar de escola? O professor que trabalha em mais de uma unidade? É uma situação que não vai contribuir com nada”, defendeu o sindicalista.

Foto: Adilvan Nogueira/Governo do Tocantins
Na primeira reunião com Sintet, Wanessa [centro] defendeu que  calendário único seria mais prejudicial

Além de apontar dificuldades para alunos e professores, José Roque Santiago reforçou que os cronogramas independentes na rede estadual pode gerar confusão
e atrapalhar a compreensão da população que utiliza a educação pública. “Então as escolas vão ter vários calendários a partir de agora? Que horas que inicia as aulas? Até para as famílias isso vai trazer mais transtorno. O argumento da Seduc não procede. É mais de um autoritarismo, do que o uso da prática democrática”, disse.

Uma nova reunião para debater a reposição estava previsto para acontecer nesta quarta-feira, mas foi adiado para quinta-feira, 1º, a partir das 16 horas, porque a Secretaria da Educação não encerrou as discussões com a as diretorias regionais no tempo previsto. De acordo com José Roque Santiago, a questão do calendário único ou não é o único ainda divergente entre sindicato e governo.

Demais orientações
Na primeira reunião, a secretária ponderou que a reposição deve levar em consideração a obrigatoriedade de ocorrerem em aulas de 60 minutos, ministradas pelo próprio professor. Não será permitida a contagem de carga horária com trabalhos a distância. Caso haja necessidade de aulas em turnos diferentes é preciso garantir as condições de frequência ao aluno. Para menores de 15 anos é vedada aula no período noturno.

Por fim, o presidente do Sintet cobrou o cumprimento do pagamento da revisão geral anual apresentado pelo próprio Executivo, chegando a lembrar que a a programação da data-base de 2015 não honrada. “Esperamos que o governo do Estado cumpra com a proposta que ele mesmo anunciou e assim os trabalhadores irão cumprir com seu papel, fazendo a reposição, garantindo a qualidade das aulas”, concluiu José Roque Santiago.

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