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Wanderlei sugere CPI na Câmara: “Quero ver se Amastha consegue prestar contas”

Parlamentar alerta sobre possíveis irregularidades na realização de obras; apesar de delator garantir que não pagou "absolutamente nada" ao prefeito

WENDY ALMEIDA, DA REDAÇÃO 20 de Apr de 2017 - 10h29, atualizado às 14h58
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Da Redação

Em discurso feito da tribuna durante sessão matutina desta quarta-feira, 19, o deputado estadual Wanderlei Barbosa (SD) sugeriu a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal de Palmas para investigar contratos entre a Prefeitura da Capital e a Odebrecht/Saneatins.

“Quero ver se o prefeito Amastha conseguirá prestar contas dessas obras feitas por empresas criadas apenas para a construção, e que eram ligadas a agentes políticos de Palmas”, declarou o parlamentar.
Foto: Divulgação/Ascom
Wanderlei Barbosa disse que usará a tribuna para pedir desculpas, caso as investigações demonstrem que ele está “equivocado”
Wanderlei Barbosa usou como referência o pronunciamento do vereador de Palmas, Milton Neris (PP), que questionou um convênio de 2013 realizado entre a Prefeitura e Odebrecht e diversos contratos para realização de obras. Conforme o vereador, “o prefeito conseguiu da Odebrecht uma bagatela de R$ 19,2 milhões, que correspondem a 8% dos R$ 240 milhões, para investir onde ele mandasse”.

O parlamentar alerta sobre possíveis irregularidades na realização de obras como calçadas em Taquaruçu, uma feira coberta e a realização de um projeto denominado “Pão Nosso de Cada Dia”, no setor Santa Bárbara. “Esses valores deveriam ter sido pagos somente após a medição das obras”, disse o deputado, ressaltando que “somente agora os vereadores estão percebendo essas denúncias, que vêm sendo feitas há muito tempo”.

Pedido de desculpas
Durante o discurso, Barbosa ainda mencionou que usará a tribuna do Parlamento para pedir desculpas, caso as investigações demonstrem que ele está “equivocado”. Contudo, exigiu as medições de todos os serviços citados referentes aos contratos com a Saneatins.

Odebrecht
Apesar das acusações dos parlamentares, o ex-diretor da Odebrecht Ambiental Fernando Reis garantiu, em depoimento aos procuradores da Operação Lava Jato, não ter pago "absolutamente nada” ao prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PSB), dos R$ 240 milhões da universalização da coleta e tratamento do esgoto da Capital.

Em 2013, o chefe do Executivo colocou condições para assinar contrato que garantiria o empréstimo com a Caixa Econômica Federal. Nos bastidores, havia o comentário de que o pessebista teria pedido propina para a assinatura, o que agora foi desmentido pela ex-diretor da Odebrecht.

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