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Cleber Toledo
Blog CT
Cleber Toledo é jornalista desde 1992, com passagens por jornais em Paraná, São Paulo e Tocantins. Fundador do Portal CT.

Além de Marina, Palmas recebe presidenciável Eymael na sexta-feira

CLEBER TOLEDO 21 de Nov de 2017 - 10h17
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Foto: Divulgação
Além da pré-candidata do Rede, Marina Silva, Palmas vai receber também na sexta-feira, 24, outro presidenciável, José Maria Eymael, do PSDC. Ele participará do encontro realizado por seu partido na Capital. Na manhã de sábado, 25, Eymael receberá o título de Cidadão Palmense.

Ele foi candidato a presidente por cinco vezes, em 1998, 2006, 2010 e 2014.

Confira a programação de Eymael em Palmas:

Sexta-feira, 24

— 9h às 12h, Hotel Rio do Sono - Abertura deste grande evento
— 15h às 17h, Hotel Rio do sono - Continuação com palestras e pronunciamentos

— 19h às 21h, Câmara dos vereadores - Encontro Nacional das mulheres e da juventude

Sábado, 25

- 8h30 às 12h, Câmara dos vereadores - Encerramento com entrega do título Cidadão Palmense para nosso presidente José Maria Eymael

Ser expulso do PMDB é uma honra

CLEBER TOLEDO 21 de Nov de 2017 - 09h43
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Foto: Internet
Senadora Kátia Abreu conversa com então aliado Michel Temer, hoje presidente da República e adversário da tocantinense
O Conselho de Ética do PMDB nacional promete colocar fim na quinta-feira, 23, à novela que tem como protagonista a senadora tocantinense Kátia Abreu. Ela se aliou à presidente Dilma Rousseff e ao PT, se colocou contra o impeachment, votou contra as reformas e outras matérias estratégicas para o governo Temer e ainda desferiu nas redes sociais e discursos em comissões e plenário palavras nada elogiosas aos comandantes peemedebistas.

O PMDB sairia bem na foto ao expulsar uma infiel com histórico de reincidência inquestionável, se os fatos se resumissem a apenas esses. O problema é que os principais caciques nacionais do partido, a começar dos presidentes da República, Michel Temer, e da própria legenda, Romero Jucá (RR), foram tragados pelo tufão dos escândalos que transformaram a política em caso de polícia.

Assim, perderam toda moral para punir qualquer membro, seja qual for o motivo. A própria existência de um Conselho de Ética no PMDB hoje soa risível. Se for expulsa do partido, Kátia receberá um grande honra, já que será colocada no panteão dos purificados que não aceitaram a trama suja de um partido totalmente enlameado e desacreditado.

Ora, se é assim, por que a senadora tocantinense resiste tanto a receber este prêmio máximo para um político, num momento em que as redes sociais histéricas devotam total ojeriza à classe e ovacionam atos mínimos de aparente decência? Por que Kátia recorreu duas vezes ao Judiciário — e perdeu nas duas ocasiões — para interromper o processo de expulsão? Elementar, meu caro Watson: capital eleitoral invejável.

Se de um lado, a senadora ganha os louros da aclamação das desvairadas redes sociais, ela perde uma legenda com o segundo melhor tempo de rádio e TV e de imensa mordidura no bolo do recém-criado fundo eleitoral.

Kátia não tem qualquer identidade ideológica com o PMDB. Bem, falar em ideologia no PMDB de hoje é algo absurdo, vamos melhorar: ela não tem nenhuma identificação com os princípios que nortearam os ideários emedebistas de antanho, dos tempos em que a sigla representava a aspiração de democracia do povo brasileiro.

Muito longe disso. Kátia é descendente do legado da Aliança Nacional Renovadora (Arena), o partido dos governos militares. A Arena se transformou em PDS e deste saiu um grupo que criou o PFL, legenda pela qual a senadora tocantinense se projetou estadual e nacionalmente. Para encobrir suas origens no regime autoritário, os pefelistas depois se rebatizaram como Democratas. Logo em seguida, Kátia deixou a legenda para fundar, com o ex-prefeito paulistano Gilberto Kassab, o PSD.

Chegou ao PMDB num acordo com a então presidente Dilma Rousseff para se tornar ministra da Agricultura a partir de 2015, já que este feudo pertencia aos peemedebistas na era PT. Com este objetivo, e apenas ele, ingressou na legenda em setembro de 2013, apoiando o então pré-candidato a governador Marcelo Miranda na disputa pelo comando do partido com ex-deputado federal Júnior Coimbra.

Naquele momento, Kátia foi fundamental para esta batalha, já que gozava de gigantesca influência junto ao cacique-mor do PMDB, o então vice-presidente Michel Temer. Foi em nome desta relação próxima que a executiva nacional promoveu uma intervenção nos diretórios municipais do Tocantins, o que assegurou legenda para a senadora e Marcelo disputarem as eleições de 2014.

Contudo, não é este histórico que faz Kátia se estrebuchar diante do cadafalso. Mas a iminente perda de um capital eleitoral que fará toda a diferença nas disputas de 2018. Não é também por outro motivo que líderes nacionais do PT, aliados de primeira hora da tocantinense, vêm sinalizando para o PMDB que Kátia, como o senador Roberto Requião, do Paraná, pode ser colocada como garantia de acordos das duas legendas em Estados com peemedebistas “golpistas”. Petistas também têm os olhos grandes e gordos em mais esta motanha de dinheiro público que será canalizada para as eleições - PT e PMDB, juntos ficam com 25% do total, o que dá R$ 450 milhões. O restante dos cerca de R$ 1,7 bilhão será dividido entre as demais 30 siglas partidárias.

Por isso, esta novela talvez esteja ainda longe de um capítulo final. Nada impede que os caciques, cansados das malcriações de Kátia, acabem com o drama na quinta. Porém, se a história se prorrogar, não será nenhuma surpresa.

CT, Palmas, 21 de novembro de 2017.

Os fios soltos do cenário de 2018

CLEBER TOLEDO 20 de Nov de 2017 - 10h04
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Foto: Ascom Prefeitura de Araguaína/Divulgação
Inauguração da Via Lago, o mais novo cartão postal de Araguaína: bastidores movimentadíssimos na solenidade
A inauguração da Via Lago, o novo cartão postal de Araguaína, na terça-feira, 14, rendeu bastidores que ainda reverberam no setor político. Claro que, com a pré-candidatura do prefeito Ronaldo Dimas (PR), ainda não assumida por ele mas defendida por aliados em todas rodas, os reflexos da solenidade extrapolam os limites da cidade e se disseminam de norte a sul do Estado.

Não passou despercebido dos olhares mais atentos o fato de Dimas não ter ido ao aeroporto receber a governadora em exercício Cláudia Lelis (PV). Os vereadores da cidade também se sentiram desprestigiados, por terem sido “esquecidos" numa solenidade em que, pela grandeza da obra e do espaço que o prefeito vai ocupando no cenário estadual, eles se tornaram meros coadjuvantes.

Nas rodas políticas mais bem frequentadas, o primeiro episódio — da governadora em exercício — foi o mais comentado e simbólico. Haveria ali algum sinal de estremecimento entre Dimas e Palácio? Seria mais uma questão pessoal entre o prefeito e Cláudia?

Na solenidade, políticos atentos contaram à coluna que havia dois grupos claramente distintos. De um lado, o anfitrião Dimas e o senador Vicentinho Alves (PR) e, de outro, Os deputados federais César Halum (PRB) e Lázaro Botelho (PP). Houve reclamação aos cochichos pelo fato de o prefeito e outros oradores terem dado crédito ao falecido senador João Ribeiro pela Via Lago. Defendem que, apesar de Ribeiro ter sido o mais importante senador da história do Estado e de ter um volume de recursos canalizados para o Tocantins sem precedentes, naquela obra não haveria nenhum centavo dele. Ela foi resultado de um esforço de Halum e do suplente Donizeti Nogueira (PT), no período em que ocupou a cadeira da senadora Kátia Abreu.

Apesar da climão gerado, e do gosto azedo deixado pela solenidade, o contratempo não passou disso, e todos foram embora ainda realinhados, como definido na reunião com o governador Marcelo Miranda (PMDB) há cerca de 20 dias. Mas o episódio, claro, deixou uma rusga.

Sobre o processo sucessório do ano que vem, a solenidade alimentou os bochichos de uma possível insatisfação dos Vicentinhos (pai e filho) com os Miranda. Mais especificamente com o suposto avanço indevido da deputada federal Dulce Miranda (PMDB) sobre territórios impermeáveis de Vicentinho Júnior.

Diante disso, já se especula que uma mudança de configuração poderia ocorrer, com o Vicentinho pai colocando seu aliado histórico Siqueira Campos (sem partido) no palanque de Dimas no ano que vem. Os dois formariam a dupla de senadores. A boa relação do prefeito de Araguaína com Eduardo Siqueira e o ex-governador é conhecidíssima. A confiança é tanta que Dimas foi o vice do líder máximo da ex-UT nas eleições de 2006.

Contudo, também se apreende das conversas à boca pequena que a reconfiguração do tabuleiro em torno de Dimas só se tornará realidade se o governador Marcelo Miranda assim o permitir. Aliados reclamam dos espaços vazios que o governador tem deixado e que facilita a movimentação dos correligionários do prefeito araguainense. Afinal, em política, o usucapião nas vaciladas é algo corriqueiro.

De um lado a outro, porém, existe uma evidente preocupação da classe política tradicional sobre a definição do candidato que vai para a disputa com o prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PSB), o alvo definido como a ser derrotado em 2018. Não sentem segurança, nem vontade, nem viabilidade numa candidatura de Kátia Abreu. É vista como instável e desgastada. Foi assim que se decidiu pela reeleição de Marcelo.

No entanto, os grupos tradicionais cobram essa definição do governador, que, defendem, precisa ocupar os espaços e avançar com toda a força sobre 2018. Ou, caso contrário, que abra o caminho para Dimas passar. O prefeito de Araguaína, como a coluna já afirmou, é visto pelos que o pessebista chama de “velha política” como o mais perfeito antídoto a Amastha.

Porém, avaliam representantes dos tradicionais, o crescimento de Dimas se deve única e exclusivamente ao campo fértil não trabalhado por Marcelo.

O governador volta da Europa esta semana. Esses fios soltos nas rodas de conversa dos principais grupos políticos do Estado devem, então, começar a ser amarrados e o cenário de 2018 poderá, enfim, ser tecido.

CT, Palmas, 20 de novembro de 2017.

Amastha retalia Vanda por votação em favor da emenda impositiva e abre rebelião na base

CLEBER TOLEDO 18 de Nov de 2017 - 10h50
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Foto: Ascom Câmara de Palmas/Divulgação
A votação em primeiro turno da Proposta de Emenda à Lei Orgânica que cria a Emenda Impositiva ao Orçamento de Palmas virou rebelião da base governista depois que o prefeito Carlos Amastha (PSB) exonerou os aliados da vereadora Vanda Monteiro (PSL). Ela e outros quatro parlamentares da base - Felipe Martins (PSC), Marilon Barbosa (PSB), Etinho Nordeste (PTB) e Jucelino Rodrigues (PTC) - se uniram à oposição e votaram a favor da proposta que garantirá, se aprovada em segundo turno no dia 30, até o limite de 1,2% da Receita Corrente Líquida (RCL) do ano anterior para vereadores distribuírem em suas bases.

Como a RCL deste ano está estimada em R$ 963.386.755, significa que os parlamentares teriam R$ 11.560.641,06, ou R$ 608.454,79 cada um dos 19.

Para reagir à retaliação de Amastha, os vereadores da base favoráveis à emenda, em solidariedade a Vanda, entregaram seus cargos ao prefeito e agora dizem que passam a compor um grupo independente. Ou seja, não vão para a oposição, mas também não integram mais a banacada do governo.


  Como ficaria a relação de
   forças na Câmara

   SITUAÇÃO


   Tiago Andrino (PSB)
   Folha (PSD)
   Major Negreiros (PSB)
   Gerson da Mil Coisas (PSL)
   Laudecy Coimbra (SD)

   INDEPENDENTES

   Etinho Nordeste (PTB)
   Vanda Monteiro (PSL)
   Jucelino Rodrigues (PTC)
   Felipe Martins (PDT)
   Marilon Barbosa (PSB)

   OPOSIÇÃO

   Rogério Freitas (PMDB)
   Professor Júnior Geo (Pros)
   Lúcio Campelo (PR)
   Ivory de Lira (PPL)
   Milton Neris (PP)
   Léo Barbosa (SD)

   Filipe Fernandes (PSDC)
   Diogo Fernandes (PSD)
   Vandim da Cerâmica (PSDC)
 
O blog apurou que, por trás da votação em favor da emenda impositiva, existe uma imensa insatisfação desses cinco vereadores com o tratamento desigual que Amastha dá à base. Enquanto veem Tiago Andrino (PSB), Major Negreiros (PSB), Laudecy Coimbra (SD) — esposa do secretário de Governo, Júnior Coimbra — e o presidente da Casa, José do Lago Folha Filho (PSD), conseguindo o que querem, esses parlamentares reclamam de ficar “com as sobras”. Sobre essa política diferenciada dispensada pelo Executivo, eles lembram de George Orwell, em "A Revolução dos Bichos”: “Os animais são todos iguais, mas uns são mais iguais que outros”. Assim, o que dizem é que querem ser valorizados, como os demais colegas.

Base desidratada em menos de um ano
O grupo de Amastha elegeu apenas 8 dos 19 vereadores nas eleições do ano passado. Mas, com os atrativos da máquina, conseguiu chegar à posse com os 13 parlamentares necessários para uma votação de quórum qualificado.

No entanto, em menos de um ano, e com uma interlocução ineficaz, o prefeito viu sua bancada desidratar. Perdeu Filipe Fernandes (PSDC), Diogo Fernandes (PSD) e
Vandim da Cerâmica (PSDC), que enviou ofício à Mesa do Legislativo pedindo para ser chamado de "Vandim do Povo”.

Assim, a base ficou abaixo do quórum qualificado (13 votos), colocando em risco até a governabilidade, e essa aprovação em primeiro turno da malfadada emenda impositiva mostra isso. O prefeito contava até esta última rebelião com 10 votos contra 9 para a oposição.

Com este último episódio, fica com apenas 5 vereadores, contra 9 na oposição e 5 independentes. Ou seja, ou Amastha revê os privilégios internos, ou corre o risco de não ter sequer maioria simples na Câmara.

As emendas que ameaçam a gestão

CLEBER TOLEDO 17 de Nov de 2017 - 10h44
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Foto: Ascom Câmara de Palmas/Divulgação
Plenário da Câmara de Palmas, que deve decidir no dia 30 sobre a implantação da emenda parlamentar impositiva
Acompanho a história das emendas parlamentares estaduais desde o início, quando, no final de 2005, o governador Marcelo Miranda (PMDB) as criou para combater a bancada federal da finada União do Tocantins. Em 2014 veio esta coisa estapafúrdia da impositividade.

Os assíduos a esta coluna sabem o quanto tenho horror a emendas para parlamentar seja em que instância for. Contudo, as estaduais, em especial, comprometeram terrivelmente o andamento da administração pública, que já tinha seus complicadores naturais advindos da maior crise do Tocantins. Este expediente é imoral e leva o Legislativo a extrapolar suas prerrogativas, já que deputado não é eleito para distribuir recursos do orçamento, mas para legislar e fiscalizar o Executivo. Com a implantação das emendas, a primeira função fica comprometida, porque não se vota se o governo não paga emendas, e a segunda só se exerce como forma de pressão para receber os recursos.

As emendas estaduais impositivas só tiveram o condão de levar o caos para a relação entre Executivo e Legislativo, uma troca de tiros que tem o cidadão no meio. Exemplo claríssimo disso são as Medidas Provisórias vencidas sem serem votadas, e que podem agora resultar no aumento da tarifa do transporte coletivo, no caso do fim da isenção do ICMS para o óleo diesel combustível.

Quando se discutia a impositividade, falava-se que visava a “autonomia" e “independência” da Assembleia. Balela pura. Para ser autônomo e independente, o Legislativo não tem que invadir as prerrogativas do Executivo. Basta cumprir suas obrigações constitucionais, geralmente “esquecidas” no jogo do “toma-lá-dá-cá”. Se o vereador/deputado/senador fiscalizar com rigor os atos de governo, acompanhar a execução financeira com lupa, cobrar com firmeza, denunciar quando necessário, estará dando uma contribuição gigantesca à sociedade, impedindo erros administrativos capazes de prejudicar o cidadão e bloqueando o avanço metastático da corrupção.

Assim, é conversa fiada essa história de que parlamentar tem que manusear recursos públicos para ter independência. Se quer executar orçamento, candidate-se a prefeito ou a governador. Emendas parlamentares visam alimentar o jogo eleitoreiro de manter prefeitos reféns de deputados e senadores, desvirtuam completamente o papel do Legislativo e abrem margens enormes para todo tipo de desvios de recursos do contribuinte.

Por isso, é um absurdo completo esta Proposta de Emenda à Lei Orgânica que cria a Emenda Impositiva ao Orçamento de Palmas. É preciso que os vereadores da Capital façam uma reflexão profunda sobre essa insanidade, que é extremamente tentadora e que costuma unir situação e oposição, como vimos na AL. Contudo, cria embaraços terríveis à administração pública, independente de quem esteja no governo.

Talvez a oposição pense agora em atingir o prefeito Carlos Amastha (PSB), mas precisa vislumbrar que amanhã outro político, talvez aliado dela, esteja no comando e também será vítima de toda a deturpação advinda deste instrumento nefasto para a gestão pública.

Órgãos de controle também deveriam se manifestar. Afinal, se a moda pega, diante do caos administrativo que os municípios vivem, imaginem o que ocorrerá se todas as câmaras implantarem este instrumento.

A grande crise que vivemos no Brasil é de liderança, de falta de homens públicos comprometidos com a coletividade e não com seus interesses. As emendas parlamentares são recursos eleitoreiros oficializados, que visam muito mais atender projetos pessoais do que aqueles da sociedade. Ainda que resultem em obras, elas sempre podem ser conseguidas por instrumentos republicanos. Essas emendas, para o desenvolvimento dos municípios, são totalmente dispensáveis.

Excelências, não cometam o mesmo erro absurdo da Assembleia, em nome da autonomia dos Poderes, da eficiência da administração pública e também da moralidade. Tenham espírito público elevado e Palmas só vai ganhar com isso.

CT, Palmas, 17 de novembro de 2017.
Redação: Palmas, Tocantins, Brasil, +55 (63) 9 9219.5340, +55 (63) 9 9216.9026, [email protected]
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