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Cleber Toledo
Blog CT
Cleber Toledo é jornalista desde 1992, com passagens por jornais em Paraná, São Paulo e Tocantins. Fundador do Portal CT.

Quem quer ser um senador?

CLEBER TOLEDO 20 de Sep de 2017 - 10h01
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Foto: Agência Senado
Plenário do Senado da República, que terá duas vagas renovadas em todo o País nas eleições de 2018
Pouco ainda comentada, mas já bem movimentada, a disputa que parece que pode ser até mais interessante do que a do Palácio Araguaia é a do Senado em 2018. São duas vagas, então, tem que avalie que será fácil. O problema é que todos os pré-candidatos estão pensando do mesmo jeito.

A configuração das duplas de candidatos ao Senado depende da formatação da chapa de postulantes ao governo do Estado. Assim, primeiro precisamos saber quem serão os postulantes ao Palácio e quantos serão. Claro que se considera aqui apenas candidaturas competitivas. Se forem dois bons governadoriáveis teremos quatro nomes na disputa, e se forem três, esse total sobe para seis.

Os principais pré-candidatos apresentados hoje são o ex-governador Siqueira Campos (sem partido), o deputado federal César Halum (PRB), o senador Vicentinho Alves (PR), o ex-deputado federal Eduardo Gomes (SD) e o deputado federal Carlos Gaguim (Podemos). Esses são os que têm colocado claramente a intenção de disputar as duas vagas. Mas outros são cogitados, como o deputado estadual Paulo Mourão, colocado como pré-candidato a governador pelo PT, mas que, no caso de recuo do partido, poderá ser um nome para o Senado.

Uma briga à parte nesta questão ocorrerá na região norte do Estado, onde Araguaína se ressente da falta de um representante na Câmara Alta, com a morte de João Ribeiro em dezembro de 2013. O nome aparentemente mais bem colocado lá é de Halum, mas, diante das divergências que criou ao decidir não apoiar a reeleição do prefeito Ronaldo Dimas (PR), em 2016, poderá enfrentar turbulências.

O senador Vicentinho é o único que vai à reeleição dos três representantes tocantinenses. Ataídes Oliveira (PSDB) quer se candidatar ao governo do Estado pela segunda vez — ele disputou também em 2014 — e Kátia Abreu foi reeleita nas últimas eleições. Coordenador da bancada federal, com forte atuação junto aos municípios, Vicentinho vem mais fortalecido desta vez do que há sete anos, quando ficou em terceiro lugar e assumiu com o impedimento do segundo colocado, o hoje governador Marcelo Miranda (PMDB), por decisão da Justiça.

Inclusive, essa divergência com Marcelo foi superada por Vicentinho, o que, certamente, o ajudará no seu projeto de reeleição. Os dois hoje têm excelente convivência, e o republicano é o único aliado do governador no Senado.

Nome forte na disputa é o do ex-governador Siqueira Campos. Contudo, ele depende de duas variáveis ainda muito imponderáveis: a primeira, como ele próprio acentuou em sua carta de segunda-feira, 18, a saúde. Siqueira chegará à campanha de 2018 com 90 anos. Outro ponto, já abordado pela coluna, é com quem vai se aliar para a disputa.

Com Marcelo, o próprio ex-governador fez questão de ressaltar na sua carta que não será. Com o prefeito Carlos Amastha (PSB), como ficou bastante evidente no mesmo documento, também não. Kátia, se conseguir consolidar sua candidatura, é possível, mas há inúmeras dificuldades pelas relações turbulentas entre os dois. Ataídes também não deve ser o escolhido, já que Siqueira deixou o PSDB muito insatisfeito com ele.

Uma possibilidade é o presidente da AL, Mauro Carlesse (PHS), com quem, inclusive, Siqueira conversou por muito tempo nessa terça-feira, 19, durante visita que fez ao Legislativo para participar de uma solenidade. Os dois têm dialogado bastante, e Carlesse faz visitas frequentes ao líder utista. Contudo, a grande incógnita é se o presidente da AL vai conseguir viabilizar sua candidatura ao governo.

Eduardo Gomes bateu na trave em 2014, vitimado, ao que tudo indica, pelo tradicional golpe da pesquisa que todo ano os “grande institutos” aplicam no Tocantins. Naquela época sua candidatura foi praticamente imposta por ele. Poucos acreditaram, mas todos ficaram surpresos com seu resultado e arrependidos de não ter apostado mais — hoje até o marcelismo se lamenta disso, já que teria uma convivência muito mais harmônica com Gomes do que a candidata deles de 2014, Kátia.

Carlos Gaguim se diz decidido e garante que não vai recuar. Quer porque quer o Senado em 2018. Quem se lembra da obstinação dele para conquistar a presidência da AL em 2007, contra todo o governo Marcelo Miranda, não deve duvidar de que Gaguim possa surpreender. De toda forma, é outro candidato que precisará decidir primeiro em qual majoritária pretende ingressar.

Depois das intempéries que vieram das disputas peemedebistas da pré-campanha e das eleições de 2014, Gaguim se entendeu com o governador Marcelo Miranda e os dois hoje têm boa relação. Com Amastha, sem condições. O deputado é acusado pelo prefeito e aliados de ser o autor oculto da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que tenta proibir brasileiros naturalizados de chegarem aos governos estaduais. Assim, teria possibilidades de se aproximar de Kátia ou de Carlesse.

Todas essas meras especulações começarão a ganhar forma a partir da aprovação das normais eleitorais que vão prevalecer em 2018. Elas devem estar aprovadas até o dia 7 de outubro. Aí o jogo começará de verdade. Por enquanto, estão todos apenas “treinando”.

CT, Palmas, 20 de setembro de 2017.

Todos os “novos" políticos de Amastha

CLEBER TOLEDO 19 de Sep de 2017 - 09h50
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Foto: Ascom PSB/Divulgação
Prefeito Carlos Amastha durante congresso do PSB; na mesa, os ex-deputados Eduardo Gomes e Nilmar Ruiz
A carta do ex-governador Siqueira Campos (sem partido) ao prefeito de Palmas, Carlos Amastha, e aos convencionais do PSB foi o conhecido “tapa com luva de pelica”. As alfinetadas, em grande parte, não estavam expressas, mas, principalmente, nas entrelinhas. A questão é que se há alguma "nova política” em algum grupo, sua primeira manifestação dever ser o respeito. Nada mais ultrapassado, prática antiga e de viés autoritário do que xingar adversários e tratá-los com desprezo. Se algum grupo tenta convencer a sociedade de que representa a decantada “nova" política, deve fazê-lo com o ingrediente indispensável da educação e do tratamento humanitário. Sem essas condições básicas, todo o discurso da suposta “nova" política cai por terra.

Olhando para as fotos do Congresso Estadual do PSB de domingo, 17, é possível imaginar como seria a cara da “nova" política de um possível governo Amastha. É claro que se trata de mera ilação, sem qualquer vínculo com a realidade. Outra consideração importante para essa elucubração é que o grupo de Amastha considera todos os políticos presentes no congresso dignos representantes do “novo". Assim, com esses dois pressupostos, vamos traçar quem seriam os principais nomes do PSB no comando do Estado, na Assembleia e no Congresso, a partir de 2019.

Um candidato a presidente da AL, representando esta "nova" política, seria o atual secretário de Governo de Palmas, Júnior Coimbra (PSB). É experiente, afinal já presidiu o Poder Legislativo estadual no governo Marcelo Miranda (PMDB), de quem também foi líder na Casa. Coimbra iniciou sua vida política no PMDB. Foi prefeito no interior, vereador na Capital e deputado estadual. Da escola peemedebista, transitou pelo siqueirismo. Depois desligou-se do ex-governador Siqueira Campos para acompanhar Marcelo no rompimento da União do Tocantins. Por fim, chegou à Câmara Federal, onde se tornou fiel seguidor do hoje deputado cassado e devidamente engaiolado em Curitiba, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Outro deputado estadual da "nova" política seria o atual secretário de Desenvolvimento Urbano, Ricardo Ayres, que começou sua vida pública como líder estudantil. Aliou-se ao então prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, ainda nos anos 1990. Depois rompeu com ele e se tornou braço forte do governo Marcelo Miranda, do qual foi secretário estadual da Juventude. Ficou como suplente de deputado estadual em 2010, e, para ter uma chance na AL, compôs novamente com Eduardo Siqueira Campos no último governo Siqueira Campos. Ricardo chegou, enfim, à AL em 2015 como titular. Voltou a integrar o grupo do governador Marcelo Miranda, com quem rompeu recentemente para se aliar à "nova" política de Amastha.

Outro possível deputado estadual — repetindo: mera especulação — seria José Geraldo (PTB), também siqueirista. Atualmente ele é secretário do Desenvolvimento Social da “nova” política de Palmas. Após o governo Siqueira Campos, de quem foi base, chegou a assumir a superintendência da Agricultura do Tocantins, indicado pela então ministra Kátia Abreu. Deixou o cargo pouco depois e também passou a integrar a “nova" política de Amastha.

Nas fotos do congresso do PSB aparece outra figura importante, que tem perfil para chegar à AL, a ex-vereadora Warner Pires (PSD). Ela e o marido, o ex-vice-governador Raimundo Boi, por décadas simbolizaram o siqueirismo de tão identificados que eram com o ex-governador.

Dois ex-petistas poderiam compor a AL no governo Amastha: o suplente de deputado Alan Barbiero (PSB), que já assumiu secretarias na atual gestão da Capital, e o secretário municipal de Educação, Danilo Melo. Em 2006, Barbiero chegou a anunciar que estava se licenciando da reitoria da UFT para ficar à disposição do PT e ser um possível candidato a vice-governador de Marcelo Miranda. Por fim, descobriu-se que não existia licença para reitor, mas só renúncia, e ele preferiu não arriscar. Depois foi secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do último governo Siqueira Campos e disputou vaga para a AL em 2014 no grupo do ex-governador Sandoval Cardoso (SD).

Danilo Melo foi secretário de Educação de Palmas em toda a gestão do ex-prefeito Raul Filho, na época pelo PT. Depois, convidado por Eduardo, assumiu a mesma pasta no último governo Siqueira. Chegou a se desfiliar do PT quando o partido deixou de apoiar a gestão e exigiu que seus membros entregassem os cargos. Danilo também foi candidato a deputado estadual pelo grupo de Sandoval Cardoso.

Para deputado federal, a “nova” política poderia ter como representante o ex-prefeito de Axixá Auri-Wulange Ribeiro Jorge (PSB). Ele teve uma passagem pelo PSD, não gostou do que viu e deixou a legenda para se aliar ao governo Siqueira Campos. Auri se tornou braço direito de Eduardo no Bico do Papagaio, a quem apoiou para deputado estadual em 2014. Hoje é o principal representante da “nova" política de Amastha no extremo norte do Estado.

Pelas fotos vi o ex-deputado federal Antônio Jorge (PTB), também siqueirista empedernido. Muito experiente, ele também poderia ser um dos representantes da "nova" política na Câmara Federal.

Amastha ainda poderia contar com a ex-deputada federal e ex-prefeita de Palmas Nilmar Ruiz. Ela chegou ao Tocantins pelas mãos do siqueirismo. Foi secretária municipal e estadual de Educação de governos utistas, antes de alcançar a prefeitura, também pelas mãos do grupo do ex-governador, com quem rompeu nas eleições de 2004 e seguiu com Marcelo. Com o apoio do peemedebista chegou a deputada federal em 2006. A partir de 2011 voltou a se entender com o siqueirismo e comandou pastas na última gestão do ex-governador.

Para o Senado, a “nova" política seria representada pelo ex-deputado federal Eduardo Gomes (SD). Também siqueirista histórico, Gomes foi um dos homens mais próximo de Siqueira e Eduardo nas últimas décadas. Um dos raros a permanecer fiel ao siqueirismo enquanto essa corrente pôde imperar na política tocantinense. Na última eleição disputou o Senado ao lado de Sandoval Cardoso.

Dois nomes ainda estranhos ao eleitor tocantinense comporiam o quadro dessa “nova" política. Dos dois sabe-se alguma coisa do vereador Tiago Andrino, que teria começado a vida política no PCdoB, ainda no movimento estudantil. Depois de se tornar um dos homens fortes de Amastha, renegou os princípios marxistas e cerrou fileiras no “direitoso" PP, para seguir o chefe. Quando este decidiu ir para o PSB, Andrino deixou o PP e releu o “Manifesto Comunista”. Agora é pré-candidato a deputado estadual pelo PSB.

Outro que poderia completar esse quadro da “nova” política é um total desconhecido, Adir Gentil, atual subprefeito da Região Sul. Ninguém sabe da história dele, apenas que parece ter sido deputado por Santa Catarina, não se sabe se pela “nova” política de Jorge Bornhausen ou se pela “nova” política de Esperidião Amin. Única informação disponível é que está tentando construir uma candidatura a deputado federal. Fora isso, incógnita abismal.

Renunciando ao mandato em abril, Amastha deixaria o comando da “nova” política de Palmas para a vice-prefeita Cinthia Ribeiro (PSDB), que por 16 anos foi a mais próxima aliada de um dos maiores políticos da história do Tocantins, o senador João Ribeiro (PR), também sempre fiel ao ex-governador Siqueira Campos, mas que construiu a própria escola política. Cinthia tem se mostrado uma política hábil, e não resta dúvida de que os ensinamentos do grande senador não foram em vão.

Por fim, na cadeira do Palácio Araguaia estaria a personificação da “nova” política, o governador Carlos Amastha. Grande empresário que se revelou um excelente gestor público, Amastha sempre teve apoio da “velha" política do Estado. A festa de lançamento do Capim Dourado Shopping, no Espaço Cultural, por volta de 2007, foi uma das maiores já realizadas na Capital. Naquela noite todos os holofotes e agradecimentos foram direcionados a duas personalidades, em missa de corpo presente: o governador Marcelo Miranda e a primeira-dama Dulce Miranda.

Quando quis transitar pelos tortuosos caminhos da política, Amastha se filiou ao PV do então deputado estadual Marcelo Lelis, de quem era muito próximo. Rompeu com Lelis quando quis disputar a Prefeitura de Palmas e os dois se tornaram inimigos figadais, de ataques via redes sociais que fugiam totalmente do respeito e do espírito humanitário que devem reger a “nova" política.

No seu palanque em 2012, Amastha contou com apenas dois fortes apoios: Wanderlei Barbosa (SD) e Sargento Aragão (PEN). O primeiro ligado desde o início da carreira com o siqueirismo, com quem rompeu em 2003, na homérica briga pela presidência da Câmara de Palmas, que venceu. Então, aliado do candidato a prefeito Raul Filho, construiu uma nova história a partir de 2004. Foi aliado Marcelo Miranda, depois voltou a se alinhar com Siqueira Campos e disputou vaga na AL em 2014 com Sandoval Cardoso.

Aragão foi sempre o antissiqueirista, assim, nunca teve qualquer relação com o ex-governador, mas compôs a base de Marcelo Miranda na AL e ocupou secretaria em gestão do peemedebista.

Já Amastha apoiou a reeleição de Carlos Gaguim em 2010 e de Sandoval Cardoso em 2014. Agora se prepara para ele próprio tomar o “trono" em nome da "nova" política do Tocantins. Quando interessante se aproxima de Marcelo e da senadora Kátia Abreu, quando não, vai para o Twitter, os detona e se afasta, uma prática que se repete de forma até rotineira.

Enfim, todo esse histórico é para dizer que o mero rótulo de “novo" e “velho" não diz nada. Se essas personalidades, a maioria delas, estão hoje com Amastha é porque ele reconheceu valores nelas que não surgiram quando se aproximaram dele, mas que já existiam quando pertenciam ou ao grupo de Siqueira Campos ou de Marcelo Miranda, dois homens públicos que erraram muito, mas que também deram gigantescas contribuições ao Tocantins. Muitos que continuam na oposição a Amastha também têm enorme valor à sociedade e, por consequência, possuem muito a oferecer ao Estado.

Sempre digo que os cidadãos têm o direito de até sair do tom contra os políticos, porque estão extremamente decepcionados. Contudo, os líderes, não. Precisam manter a compostura, a serenidade e o respeito em meio às mais profundas divergências.

É só assim que vamos construir um Estado melhor, mais forte e do sonho de todos nós, ou seja, um novo Tocantins e uma verdadeira nova política.

CT, Palmas, 19 de setembro de 2017.

- Matéria atualizada às 22h14

Dois legítimos membros da "velha política" tiveram tratamento VIP em congresso do PSB

CLEBER TOLEDO 18 de Sep de 2017 - 13h06
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Foto: Ascom PSB/Divulgação
Amastha, com membros do PSB e os ex-deputados da "velha política" Eduardo Gomes e Nilmar Ruiz, na mesa de autoridades
Enquanto o prefeito de Palmas, Carlos Amastha, jogava toda a sua fúria em seu discurso contra o que chama de “velha política”, dois legítimos representantes dos tradicionais estavam a alguns passos dele, os ex-deputados federais Eduardo Gomes (SD) e Nilmar Ruiz, que também comandou a Capital (2001-2004). Ambos ocuparam cadeiras na mesa de autoridades do congresso do PSB desse domingo, 17, na Assembleia.

Gomes disse ao blog que foi ao congresso estadual do PSB a convite de Amastha, de quem é amigo. Contudo, negou qualquer aliança e disse que tem condições políticas hoje de se movimentar pelas diversas correntes do Estado.

Inclusive, adiantou que também pretende conversar com o governador Marcelo Miranda (PMDB) e com o ex-governador Siqueira Campos (sem partido).

No pique eleitoral

CLEBER TOLEDO 18 de Sep de 2017 - 09h59
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Foto: Luís Gomes/CT
Outdoor fixado em frente à Assembleia para o congresso do PSB deu o clima de convenção ao evento
O congresso estadual do PSB realizado nesse domingo, 17, deixou muito clara a vontade do prefeito de Palmas, Carlos Amastha, de disputar o governo do Tocantins em 2018. Definitivamente, ele tomou gosto pela coisa. Em total clima de convenção, os pessebistas foram taxativos quanto ao desejo de ver seu líder maior embrenhado na batalha pelo Palácio Araguaia. Toda esse aspiração foi resumida no slogan de pré-campanha perfeitamente cunhado: “O Tocantins no pique de Palmas”.

Protocolar, o prefeito fez o que lhe cabia na ocasião: agir com cautela, dizendo que haverá o momento certo de discutir a eleição. No entanto, é óbvio, nada do que ocorreu no congresso foi sob o desconhecimento ou desaprovação dele. Os discursos que se sucederam foram todos afinados num mesmo tom, combinados e executados na medida do planejado: colocar em definitivo o nome de Amastha na sucessão estadual. Missão, diga-se, muito bem-sucedida.

A vice-prefeita Cinthia Ribeiro (PSDB) mostrou também estar totalmente sintonizada com o grupo e afinada com Amastha, sinalizando a todos que não seria empecilho para o projeto Palácio Araguaia. “O prefeito tem em mim um braço forte para continuar os projetos que ele sonhou para a Capital”, assegurou.

Amastha atirou em seu discurso em seu alvo preferido, os que ele classifica de “velha política”, ou seja, os políticos tradicionais do Tocantins, tratados com profundo desprezo no discurso do pré-candidato: “Qual história que a gente tem para respeitar? São 29 anos enchendo os bolsos com nosso dinheiro e vem pedir respeito! Vão para a…”, disparou, quase soltando um impropério.

É um discurso bem fabricado, que visa atingir, sobretudo, o eleitor dos principais centros do Estado, onde existe maior consciência crítica e, por consequência, elevada disposição de trocar os “velhos" pelos “novos”, ainda que entre os “novos” de Amastha estejam vários “velhos" de Siqueira Campos (sem partido) e Marcelo Miranda (PMDB), a exemplo do ex-deputado federal Júnior Coimbra (PSB) e o deputado estadual Ricardo Ayres (PSB). Entre os convidados especiais do prefeito, também havia outra personalidade da “velha” guarda, o ex-deputado federal Eduardo Gomes (SD), que costuma dizer que não divide a política entre “velha" e “nova”, mas em “boa” e “ruim”.

De toda forma, o congresso desse domingo confirmou a polarização anunciada na sexta-feira, 15, por esta coluna. De um lado, o governador Marcelo Miranda e de outro, Amastha. Pouco espaço haverá para uma terceira candidatura. Assim, restarão aos demais nomes entrar na disputa por mera afirmação política ou se acomodar de um lado ou outro. Fora isso, é torcer para Amastha recuar em abril e não ter disposição para renunciar a prefeitura.

Até lá as pré-campanhas estão oficialmente lançadas e mais do que colocar o "Tocantins no pique de Palmas", lança-o no pique eleitoral.

CT, Palmas, 18 de setembro de 2017.

Kátia Abreu se reúne com lideranças da região sul em Gurupi nesta segunda

CLEBER TOLEDO 17 de Sep de 2017 - 19h44
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Foto: Divulgação
A senadora Kátia Abreu se reunirá com lideranças da região sul em Gurupi nesta segunda-feira, 18. O objetivo é ouvir as demandas dos municípios e apresentar propostas da parlamentar para o desenvolvimento regional. A reunião ocorrerá na residência da ex-primeira-dama da cidade Goiaciara Cruz (PSD), a partir das 19 horas.
Redação: Palmas, Tocantins, Brasil, +55 (63) 9 9219.5340, +55 (63) 9 9216.9026, [email protected]
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