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A importância da alternância de poder dentro das entidades de classe

RAIMUNDA CARVALHO, DA REDAÇÃO 03 de Nov de 2017 - 13h52, atualizado às 19h22
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ADEMAR ANDRADE DE OLIVEIRA
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Na história do Brasil, a ditadura militar foi um dos maiores ataques à democracia de nosso país. O regime ficou marcado como o período em que a consciência democrática foi deixada de lado e a repressão era forte àqueles que eram contrários aos militares no poder. Apesar da troca de comandantes gerais da nação, durante os 21 anos do regime militar, pouca coisa mudava sob o ponto de vista político.

Felizmente, desde 1985, vivemos em um período democrático. Por meio do voto, a soberania popular elege seus representantes para que eles tomem decisões políticas em prol do povo. Como instrumento para garantir o regime democrático, existe a alternância de poder, quando ocorre, periodicamente, a submissão do governante ao voto popular, para ser confirmado ou substituído, limitando-o a apenas dois mandatos. Dessa forma, existe o lançamento natural de novos candidatos, o que permite a renovação constante das políticas públicas.

Devido ao seu caráter participativo, a democracia acaba sendo adotada em diferentes tipos de organizações, sendo elas públicas ou privadas. Entre elas, se
destacam as Entidades de Classe, que desenvolvem um importante papel de conscientização e fiscalização da sociedade.

A seguir, saiba mais sobre a importância da alternância de poder dentro das Entidades de Classe. Confira!

A importância das entidades de classe
Muito além das esferas federais, estaduais e municipais, as Entidades de Classe têm importante papel no exercício da democracia. Independentes do Estado, os
órgãos de classe representam grupos da sociedade civil organizada que contribuem para o processo de decisões de políticas públicas e para promover a cidadania.

Alguns profissionais não sabem, mas as Entidades de Classe existem para defender a sociedade e não o profissional. O escopo principal dessas organizações é garantir que a sociedade conte com profissionais legalizados e tecnicamente habilitados, protegendo-a de pessoas leigas ou inaptas exercendo a função.

Dessa forma, as entidades influenciam positivamente a sociedade, elevando valores, exigindo posturas de fiscalização iguais para todos e, principalmente, sustentando valores democráticos consistentes.

A concentração de poder
Apesar de virtualmente defender o regime democrático, o que vemos em muitas Entidades de Classe é o pleno exercício da oligarquia. Nesse regime, o poder político é concentrado em um pequeno grupo de pessoas, representando uma mesma família, grupo econômico ou ideológico.

Hoje, muitas entidades encontram-se sendo presididas pelos mesmos nomes, há muito tempo. Esse lobby é danoso à sociedade, pois a perpetuação no poder acaba gerando políticas que beneficiam apenas o interesse de poucos privilegiados, em detrimento aos interesses de muitos. Com isso, abrem-se brechas para que ocorra a corrupção, a troca de favores e outras condutas inadequadas para uma Entidade de Classe

Além disso, a concentração do poder nas mãos de um pequeno grupo acaba minimizando a pluralidade de ideias, com a participação de outros agentes no
processo e debate político.

A importância da alternância do poder
A democracia é um dos principais direitos da sociedade contemporânea, algo impensável em séculos anteriores. Ela ainda não é perfeita, mas é o melhor sistema que contamos em prol de uma política participativa.

Durante a história, tivemos inúmeros exemplos de como o apego ao poder de uns foi danoso à população. Com isso, a alternância de poder se torna imprescindível para que novos métodos políticos e administrativos sejam introduzidos para defender as principais demandas correntes do povo.

Não é errado que governantes bem avaliados tenham sucessores que deem continuidade às suas políticas. Entretanto, essa prática, adotada por muito tempo, pode levar ao vício político, no qual antigas práticas nunca são reformuladas. As mudanças, as melhorias, acabam não acontecendo em sua plenitude.

Sendo mantidas pelas contribuições compulsórias de profissionais, as Entidades de Classe precisam obrigatoriamente ter como foco o benefício e a proteção do
interesses da sociedade. A legitimidade de uma entidade profissional se constrói na defesa dos princípios e valores democráticos. Muito antes de sua natureza política, ela precisa ser ética. Sem essa ética, a entidade perde a sua autoridade moral perante à sociedade.

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