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Cleber Toledo
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Cleber Toledo é jornalista desde 1992, com passagens por jornais em Paraná, São Paulo e Tocantins. Fundador do Portal CT.

Que venham os 30 anos!

CLEBER TOLEDO, DA REDAÇÃO 04 de Oct de 2017 - 09h28, atualizado às 11h00
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Foto: Márcio Vieira/Secom Tocantins
Nosso Tocantins comemora 29 anos nesta quinta-feira, 5, e inicia a contagem regressiva para se tornar um trintão. Um Estado cuja luta pela criação é uma das mais belas histórias de um país que cada dia mais perde o sentido cívico e o amor pátrio. Esta batalha secular pelo surgimento da mais nova unidade federativa compõe, sem dúvida, uma das páginas mais ricas do Brasil.

Por isso, os 29 anos que ligam o cronômetro rumo aos 30 precisam ser comemorados, ainda que esta efeméride ocorra em meio à maior crise de nossa história. Porém, não podemos olhar apenas para os fatos negativos, que estão aí para quem quiser ver, e a mídia regional traz todos os dias para a nossa perplexidade. Nesta data especial prefiro olhar para os sinais de que novos tempos estão chegando. Ouso a me permitir uma chama de otimismo nestes dias comemorativos.

O Brasil está iniciando um novo tempo. É no ponto mais escuro que a manhã começa a despontar. A depuração pela qual passa a vida pública brasileira e também tocantinense é algo a se comemorar, não a lamentar. Não é que hoje existe mais corrupção do que antes, apenas começamos a jogar luz sobre aquilo que antigamente se escondia nos subterrâneos do poder. O Brasil antigo e carcomido resiste à mudança necessária e exigida pelo País, por isso, o choque é maior e a crise também. Mas não tenho a menor dúvida de que os novos tempos prevalecerão.

Isso vale para o Tocantins. Como em todo o País, um cidadão mais crítico começa a se formar, o que exigirá uma outra postura e conduta do homem público que queira sobreviver a este momento em que apenas os seres políticos adaptáveis permanecerão, para usar uma perspectiva darwiniana.

De outro lado, vejo bons sinais do que parecem homens públicos diferenciados. Alguns gestores que mostram que ainda restam esperanças de que novos dias podem nos surpreender, se não negligenciarmos nossos deveres com a cidadania.

Ilustro esta minha leve chama de otimismo com quatro prefeitos que têm se destacado com gestões dignas de nota. Não por acaso, quatro líderes reeleitos em 2016. Na Capital, Carlos Amastha (PSB), como tenho dito, resgatou o orgulho do palmense de exibir sua cidade ao Brasil. Estou certo de que este é o mais importante legado do prefeito. A cidade está bela, conquista espaços na mídia nacional e internacional, com desempenhos favoráveis em diversos setores.

Araguaína passa por uma revolução sob o comando de um dos gestores mais competentes do Estado. Ronaldo Dimas (PR) é discreto, aparece pouco, mas tem feito uma administração tida como excepcional e transformadora para a capital econômica do Tocantins.

Em Gurupi, não é diferente com Laurez Moreira (PSDB). O prefeito equilibrou as contas do município e vem realizando investimentos estratégicos para a cidade. Paraíso conta com a experiência de Moisés Avelino (PMDB), também com uma gestão elogiada.

Por fim, destaco o prefeito de uma pequena cidade, Santa Rosa. Aílton Araújo (PR) iniciou em 2017 seu quarto mandato. Bem antes de a atual crise bater à porta das prefeituras com toda força, já ouvia Ailton preocupado em fazer gestão e praticar a austeridade.

E estes são os grandes diferenciais e principais características desses quatro prefeitos usados como exemplos — porque temos muitos outros iguais espalhados pelo Estado, ainda que os destaques na imprensa fiquem só nos ruins. Todos eles colocam a gestão e austeridade muito acima das disputas provincianas. É o segredo que o político moderno precisa aprender. Administração pública não é mais coisa para amadores, politiqueiros que entram num mandato já pensando na eleição seguinte. Sem uma nova concepção da relação com a coisa pública, os municípios, Estados e a União tendem à insolvência.

O destaque aqui a esses homens públicos não é um atestado de perfeição, afinal, falamos de seres humanos e, como tais, têm muitas falhas. Mas, a despeito das circunstâncias, que sempre transitam entre o elogio e a crítica, próprio do jogo político, esses prefeitos conseguiram manter o equilíbrio financeiro de seus municípios, ainda que sob o vendaval da crise, alavancaram investimentos e obtiveram o reconhecimento de seus cidadãos, via reeleição, de que estão no caminho certo.

São homens que apontam, com suas virtudes e defeitos, que é possível uma nova forma de gerir a coisa pública. E é esta possibilidade que me anima a esperar que o quase trintão Tocantins possa reencontrar o caminho do desenvolvimento e do bem-estar de sua gente.

Afinal, somos um Estado conduzido por homens de carne e osso, que erram e acertam, e não, para usar a ilustração de uma famosa e recente carta, por pretensas divindades.

Assim, apostando no valor de nossa gente, embalado nessa busca pelo desenvolvimento pelo mesmo espírito que moveu os pioneiros na luta da criação do Tocantins, que afirmo confiante: que venham os 30 anos!

Parabéns, Tocantins! Obrigado, povo tocantinense!

Palmas, 4 de outubro de 2017.

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