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Reformas estruturais do Brasil

RAIMUNDA CARVALHO, DA REDAÇÃO 17 de Jul de 2017 - 07h48, atualizado às 08h52
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MARCELLO LEONARDI BEZERRA
é professor, economista, consultor, coordenador do Departamento Econômico da Associação Comercial e Industrial de Palmas (Acipa) e presidente do Instituto Brasileiro Econômico Sem Fronteiras (IBSF).
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Instagram: professormarcellolbezerra
www.ibsf.com.br
Desde sempre escutamos falar que o Brasil precisa de reformas, em todos os gêneros: tributária, previdenciária, trabalhista, política, econômica, orçamentária, educacional, leis, entre outras. De fato isto é natural, por um motivo muito singelo, precisamos nos adaptar aos novos tempos, tanto que muitos países desenvolvidos, também os fazem, entre eles citamos a França.

A atual conjuntura brasileira é o resultado do nosso passado recente e não estamos falando aqui dos últimos 500 anos do Brasil, como muitos dizem, mas dos últimos 50 anos, simples assim. Não podemos aqui transferir responsabilidades, alegando que o país foi colonizado equivocadamente, colocar a responsabilidade dos problemas atuais em questões de certa forma abstratas ou simplistas, pensando desta forma exclusivamente, sem fazer ações efetivas, nunca chegaremos a um consenso sobre as causas de fato e o principal como resolvê-las.

Temos problemas profundos em várias áreas, que atrapalham a vida de toda população de todas as classes sociais, em maior ou menor escala, mas não podemos também deixar de pontuar que a sociedade por omissão e ou, ignorância é pelo menos corresponsável, pelo contexto atual, pois a partir do momento que muitos se abstêm de participar da política tanto do ponto de vista do voto ou de participação política efetiva, prevalece um pequeno grupo mais atuante, muitos até não com as melhores intenções. Todos deveriam saber que  política é sinônimo de administração, governança de um estado, compatibilizar interesses, resultado na ausência da participação política, resulta em uma má administração, não pode ser alegado ignorância deste fato.

Pois bem, as reformas como que citadas no início, são fundamentais, diria até se não a fizermos o país entrará num colapso, não hoje ou amanhã, mas em alguns anos ou décadas, parte desta problemática já vivemos hoje, em muitos estados ou mesmo no âmbito federal. Pois bem, percebemos que não há consenso de como fazê-las, há um radicalismo de todas as partes envolvidas, nenhuma parte quer ceder, somente ganhar. Muito do que vemos não são reformas de verdade, mas sim reparos, muito mal feitos, justamente por pressão deste ou daquele grupo organizado, pois vamos ser sinceros, a grande maioria da população não é organizada, portanto não tem um norte efetivo, prevalecendo os grupos organizados, que se prevalecem nos seus direitos.

Todas as reformas são importantes, portanto, somente terá resultado prático quando forem feitas de forma concomitante, mesmo que alguns grupos percam  privilégios, mas como tudo na vida tem ônus e bônus, mas o custo beneficio é válido, pois a sociedade na sua grande maioria sairá favorecida.

No congresso basicamente duas reformas estão em andamento a trabalhista e previdenciária, mas se esquecem das outras que são tão importantes tanto quanto, importante notar que até o presente momento estas reformas não trazem mudanças estruturais, e com certeza deverá ocorrer uma nova reforma daqui alguns anos, justamente pelo motivo que colocamos anteriormente, começa com uma proposta boa e depois vão sendo desidratadas, perdendo em muitos casos sua eficácia, justamente por não atender a maioria da população e sim de uma minoria organizada, que consegue mudá-la. Mesmo que estas duas reformas sejam aprovadas, estão longe de tirar o país da crise econômica que assola o país.

A principal reforma econômica que o país teria que fazer, seria a tributária, que por cascata envolve várias outras, justamente para que houvesse um crescimento econômico e maior distribuição de renda de forma real, mas neste caso ainda é mais complicado, pois nenhum estado da federação quer cederou perder algum beneficio em detrimento do outro, por um certo período. Todos os envolvidos alegam que são a favor das reformas no sentido de discurso, mas quando da prática, criam empecilhos subliminares, justamente para o assunto não ir adiante. Enquanto isto ocorre, vai se levando a vida, até quando não sabemos, mas a situação é no mínimo imprevisível do ponto de vista prático. Pois constatamos hoje que problemas na união e em vários estados, alguns são quase irreversíveis, se não forem feitas ações e reformas consistentes.


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