Tonolucro

Espetáculo de dança “O Crivo” será encenado nesta sexta-feira e sábado na Capital

Entrada é um livro usado ou não, que será doados para a Biblioteca do Sesc Palmas

DA REDAÇÃO 11 de Aug de 2017 - 16h00, atualizado às 16h26
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Foto: Divulgação
Na peça “O Crivo”, dois homens criam relações que só se revelam na medida em que atravessam suas estórias

O espetáculo de dança “O Crivo”, do bailarino e coreógrafo João Paulo Gross, será apresentado nesta sexta-feira, 11, e sábado, 12, às 20 haras, no Teatro Sesc Palmas. Apesar de não haver cobrança de ingresso o público é incentivado a participar da campanha “Assista O Crivo e doe um livro”. O projeto tem como objetivo estimular e fomentar a cultura. Toda a arrecadação em Palmas será destinada a Biblioteca do Sesc. O público é convidado a levar uma obra para doar (nova ou usado).  A doação não é obrigatória.

Na peça, dois homens criam relações que só se revelam na medida em que atravessam suas estórias, o sertão, ao som fazendeiro, de galo cantando, vento batendo em meio a folhas das árvores. Mas o ser-tão aqui é outro! Ele não está em Minas, na Bahia ou em Goiás. O ser-tão, aqui, é o vazio em meio aos resquícios das notas pesadas e sutis dos pianos de Villa-Lobos, Francisco Mignone e Arthur Moreira Lima. É o sozinho que todos temos, o mundo de cada um.

Por meio deste atravessamento que diálogos e contatos são travados para, juntos, mergulharem na busca do que muda e o que permanece em cada um, tornando-os originários, fortes e delicados, na descontinuidade do tempo, onde meio se faz fim e o rio escorre em corpos físicos até a exaustão de ser quem se é: entre o nada e alguma coisa, a mais ínfima e completa condição do ser humano numa dramaturgia de mistério, convivência e comoção.

“‘O Crivo’ investiga o diálogo proposto por Rosa através da solidão onde podemos realmente viver um auto-diálogo e perceber no recolhimento um mergulho na busca do que permanece em nós, que nos tornam diferentes e próprios. Como caminho, escolhemos as questões propostas em três contos pertencentes a “Primeiras Estórias” a saber: “A Terceira Margem do Rio”, “Nada e a Nossa Condição” e “O Espelho” para auto-dialogar, desnudar, fluir junto as questões através da perplexidade de suas imagens instaurando um caminho inusitado – ‘aquilo que não havia acontecia’; é o homem em questão, buscando a solidão para um auto-diálogo, nu, diante da condição de vida e morte, do inexplicável, preso à sua finitude, incapaz de tomar posse de sua humanidade para realizar-se”, explica João Gross, diretor e coreógrafo do espetáculo.

“O Crivo” circula o Brasil contemplado por dois prêmios, o Fundo de Arte e Cultura do Estado de Goiás e o prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2015. O espetáculo já passou por Belo Horizonte, Salvador, Natal, Campo Grande, Porto Alegre, interior de Goiás e República Tcheca.

Oficina
Além das apresentações do espetáculo, João Paulo Gross irá ministrar a aula “Gesto: Palavra do corpo”, no sábado, 12, das 10 às 12 horas no Injoy Stúdio de Dança. A aula tem como objetivo descobrir e materializar imagens corporais a partir da literatura. Tendo como referência e caminho metodológico o universo literário do livro “Primeiras Estórias” de Guimarães Rosa. Também será trabalhada a questão da origem, de onde e como nasce o movimento. As inscrições são gratuitas e os interessados devem enviar um breve currículo para o e-mail: [email protected] (Com informações da assessoria de imprensa)


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